{
  "abstract": "Introdução: A hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária caracterizada pela deficiência dos fatores VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B), exigindo acompanhamento contínuo em centros especializados, profilaxias, consultas periódicas e atendimento multiprofissional. A adesão ao tratamento é um dos principais determinantes para a prevenção de sangramentos, redução das sequelas osteoarticulares e melhoria da qualidade de vida. Entretanto, a dificuldade de deslocamento até os serviços de saúde é um. Objetivo: Analisar os desafios relacionados à adesão ao tratamento de pacientes com hemofilia diante das dificuldades de mobilidade e a inserção no programa de mobilidade em parceria com o laboratório Roche como estratégia para ampliação ao serviço especializado de saúde. Material e Método: Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir da atuação do Serviço Social no Hemorio. Foram analisadas as demandas sociais apresentadas pelos pacientes e familiares durante os atendimentos de 2024 e 2025, totalizando 56 atendimentos elegíveis ao emicizumabe, com ênfase nas dificuldades relacionadas ao deslocamento para consultas, infusões, exames e acompanhamento multiprofissional. Sendo incluídos 18 pacientes no programa de mobilidade com baixa adesão ao tratamento. Resultados: Os atendimentos evidenciaram que a dificuldade de mobilidade como um obstáculo para a continuidade do tratamento das pessoas com hemofilia. Entre as principais demandas identificadas destacaram-se o custo das passagens, longas distâncias, necessidade de múltiplos deslocamentos mensais às consultas. A inserção desses pacientes no programa de mobilidade possibilitou redução das barreiras relacionadas ao deslocamento, favorecendo maior assiduidade às consultas previamente agendadas e melhor continuidade do acompanhamento multiprofissional, sendo de 95% aferida a partir dos comparecimentos nas consultas. Discussão: A adesão ao tratamento da hemofilia não depende exclusivamente da disponibilidade dos medicamentos, mas também das condições sociais que garantem o acesso aos serviços especializados. Nesse cenário, programas de mobilidade como o Vale Social, JAÉ e o TFD (Tratamento Fora de Domicílio) representam uma estratégia de equidade, ao reduzir desigualdades no acesso e favorecer a continuidade terapêutica. A atuação do Serviço Social mostra-se fundamental na identificação das vulnerabilidades socioeconômicas, na articulação com a rede de proteção e na mediação do acesso ao programa de mobilidade viabilizando a adesão do paciente. Conclusão: A experiência demonstra que a inserção em programas que subsidiem o deslocamento de pacientes até os centros especializados reduz barreiras de acesso, fortalece a continuidade do acompanhamento clínico e contribui para melhores resultados em saúde. Assim, políticas públicas que integrem assistência à saúde representam importantes instrumentos para garantir o direito à saúde e promovendo qualidade de vida às pessoas com hemofilia. Portanto, o fortalecimento dessas iniciativas, aliado à atuação interdisciplinar, constitui uma estratégia essencial para a adesão terapêutica e a equidade no acesso aos serviços especializados.",
  "abstract_shown": true,
  "affiliations": [
    "Hemorio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil"
  ],
  "article_type": null,
  "arxiv": null,
  "author_total": 3,
  "authors": [
    {
      "affs": [
        0
      ],
      "name": "Alexsandro Claudio NASCIMENTO"
    },
    {
      "affs": [
        0
      ],
      "name": "Amanda Pontes DO NASCIMENTO"
    },
    {
      "affs": [
        0
      ],
      "name": "Caio Site SEIXAS FREITAS"
    }
  ],
  "bibtex": "https://research.draconitic.com/paper/0xdhk052bs2er.bib",
  "cited_by": 0,
  "doi": "10.1016/j.htct.2026.108200",
  "fulltext_url": "http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137926019474",
  "id": "0xdhk052bs2er",
  "issns": [
    "2531-1379",
    "2531-1387"
  ],
  "landing_url": "https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.108200",
  "language": "en",
  "licence": "CC-BY",
  "licence_label": "CC BY",
  "licence_source": "journal",
  "licence_url": "https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/",
  "metadata_licence": null,
  "native_subjects": [
    [
      "lcc",
      "RC633-647.5"
    ],
    [
      "openalex",
      "2720|Hemophilia Treatment and Research"
    ]
  ],
  "openalex": "W7223557153",
  "pdf_url": null,
  "pmcid": null,
  "pmid": null,
  "published": "2026-10-23",
  "publisher": "Elsevier",
  "ris": "https://research.draconitic.com/paper/0xdhk052bs2er.ris",
  "sources": [
    {
      "first_seen": "2026-10-30T13:43:28Z",
      "native_id": "e82070a3747f470c90e5789ed1dc8b7a",
      "source": "doaj",
      "url": "https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.108200"
    }
  ],
  "subjects": [
    {
      "field": "medicine",
      "origin": "lcc:RC633-647.5",
      "subfield": "endocrinology-metabolism"
    }
  ],
  "title": "AS BARREIRAS DA MOBILIDADE E OS DESAFIOS DA ADESÃO NO TRATAMENTO DA HEMOFILIA",
  "title_text": "AS BARREIRAS DA MOBILIDADE E OS DESAFIOS DA ADESÃO NO TRATAMENTO DA HEMOFILIA",
  "type": "peer-reviewed",
  "updated_at": "2026-10-30T13:43:28Z",
  "url": "https://research.draconitic.com/paper/0xdhk052bs2er",
  "venue": "Hematology, Transfusion and Cell Therapy",
  "versions": []
}