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  "abstract": "Introdução: A Doença Falciforme (DF) decorre de uma mutação responsável pela hemoglobina A, gerando alta morbimortalidade. A hidroxiureia é o principal fármaco para reduzir crises vaso-oclusivas e hospitalizações na DF. O Ministério da Saúde, por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), busca padronizar o manejo clínico da DF no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos: Objetivou-se em conhecer a experiência dos hematologistas pediátricos brasileiros a respeito do uso da hidroxiureia no público infantojuvenil com DF. De maneira secundária: apontar divergências e convergências entre os PCDT 2018 e 2024 e a prática clínica adotada; estabelecer o perfil demográfico da hematologia pediátrica brasileira. Material e Métodos: Pesquisa de campo, transversal, de caráter descritivo e analítico, quanti-qualitativa, realizada via formulário eletrônico (Google Forms) direcionado a médicos hematologistas (pediátricos e não pediátricos) com atuação na atenção ao paciente falciforme pediátrico no Brasil, totalizando 122 sujeitos da amostra. A associação entre variáveis demográficas e condutas prescritivas foi avaliada pelo teste Exato de Fisher no software SPSS (p < 0,05). Resultados: Entre os 122 participantes, 109 eram hematologistas pediátricos, sendo observada predominância do sexo feminino (87%), faixa etária entre 30 e 40 anos (45%), tempo de atuação na especialidade superior a 15 anos (34%), forte vínculo com o serviço público (84,4%), atuação concentrada em capitais (94,5%) e distribuição regional com maior representatividade no Nordeste (44%) e Sudeste (40%). A respeito do manejo da hidroxiureia (n = 113), constatando-se expressiva adesão às recomendações do PCDT 2024: indicação por critérios introdutórios atualizados (86,7%); idade de início aos 9 meses (76%); uso em subtipos graves sem complicações (90,3%); dose inicial de 15 mg/kg/dia (87,7%); escalonamento de 5 mg/kg/dia (89,4%); dose teto de 35 mg/kg/dia (85,9%); reavaliação em 4 semanas (58,4%); parâmetros de toxicidade (87,6%) e critérios de exclusão (84,1%). Além disso, 96,5% apoiaram a disponibilização da hidroxiureia líquida pelo SUS. A análise inferencial revelou que a menor adesão ao PCDT 2024 associou-se à atuação fora das capitais e à não especialização em pediatria (p < 0,05). Ademais, a maioria dos médicos que iniciam o fármaco com doses acima de 15 mg/kg/dia possuía mais de 50 anos de idade (p < 0,05). Discussão: O perfil demográfico e geográfico dos profissionais influenciou o comportamento prescritivo da hidroxiureia. A discreta tendência de adesão aos critérios introdutórios da hidroxiureia do PCDT 2018 observada nos médicos do interior e entre hematologistas não pediatras reflete possíveis barreiras na disseminação de diretrizes atualizadas fora dos grandes centros urbanos, enquanto variações na dosagem inicial do fármaco evidenciam influência do tempo de formação profissional. Conclusão: Os achados indicam sólida adesão da hematologia pediátrica brasileira às diretrizes do PCDT 2024. As assimetrias observadas na prática prescritiva fora das capitais ressaltam a importância de estratégias descentralizadas de educação médica continuada para uniformizar a assistência à doença falciforme no país. Apesar de limitações na população amostral e viés na distribuição regional dos hematologistas pediátricos, os achados auxiliam na compreensão do manejo da hidroxiureia na DF e incentivam novos estudos. Não houve apoio financeiro para a realização do trabalho.",
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    "Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (HEMOPE), Recife, PE, Brasil",
    "Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil"
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      "name": "Marcos André Cavalcanti BEZERRA"
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