IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO MÉDICO APÓS REAÇÃO ADVERSA À DOAÇÃO DE SANGUE: RELATO DE CASO
- 1Grupo GSH, Brasília, DF, Brasil
Abstract
Introdução: As reações adversas à doação são definidas como uma resposta não intencional do doador, associada à coleta de unidade de sangue, hemocomponente ou células progenitoras hematopoéticas, que resulte em óbito ou risco à vida, deficiência ou condições de incapacitação temporária ou permanente, necessidade de intervenção médica ou cirúrgica, hospitalização prolongada ou morbidade, dentre outras. Podem ser classificadas quanto à gravidade em leves, moderadas e graves; quanto ao tempo de ocorrência, em imediatas e tardias; e quanto à extensão, em locais e sistêmicas. Objetivo: Descrever o relato de caso de uma doadora que realizou doação de sangue no Banco de Sangue de Brasília e apresentou reação adversa leve após a doação. Durante o acompanhamento médico realizado no dia seguinte, a doadora referiu sintomas sugestivos de doença infecciosa em atividade, o que resultou no descarte dos hemocomponentes produzidos. Relato de caso: Doadora, 50 anos, realizou sua primeira doação de sangue total no Banco de Sangue de Brasília em 10/04/2026. Logo após a doação, apresentou sinais e sintomas de reação vasovagal, como náuseas, palidez cutaneomucosa e tontura. Foi atendida pelo médico de plantão, sendo iniciadas condutas não medicamentosas, como posicionamento da doadora em Trendelemburg e manutenção da cabeça lateralizada, a fim de evitar aspiração. Após a melhora dos sintomas, a doadora foi liberada e orientada quanto aos cuidados após a doação. Como rotina do Banco de Sangue de Brasília, o médico realiza o registro da intercorrência no caderno de reações adversas, e os dados da reação são inseridos no sistema informatizado. No primeiro dia útil após a doação, o médico entra em contato telefônico com todos os doadores que apresentaram intercorrências, com o objetivo de realizar orientação, definição de conduta e acolhimento. Durante o contato de acompanhamento, a doadora relatou ter apresentado náuseas, vômitos e pico febril, sendo necessário atendimento médico em serviço de emergência. Diante do relato, os hemocomponentes produzidos foram descartados devido à suspeita de bacteremia ou viremia assintomática. Discussão: As reações adversas à doação de sangue e hemocomponentes são situações esperadas, especialmente em doadores de primeira vez e mulheres, considerados grupos mais vulneráveis. Os serviços de hemoterapia devem estar preparados para o atendimento médico de urgência, por meio de equipe treinada e equipamentos adequados para situações de emergência. A rotina de acompanhamento desses doadores após a ocorrência de reações adversas é uma etapa fundamental para a melhor definição do tipo e da gravidade da reação, bem como para a avaliação de possível associação com outros fatores, como no caso apresentado. Conclusão: As reações adversas após a doação, embora, na maioria dos casos, sejam leves, autolimitadas e de baixa frequência, representam um indicador da qualidade e da segurança dos serviços de hemoterapia. O reconhecimento precoce, a prevenção e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para garantir o bem-estar do doador, fortalecer a confiança no processo de doação e favorecer seu retorno em futuras doações.
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AU - Sanny Marcele da Costa LIRA
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: As reações adversas à doação são definidas como uma resposta não intencional do doador, associada à coleta de unidade de sangue, hemocomponente ou células progenitoras hematopoéticas, que resulte em óbito ou risco à vida, deficiência ou condições de incapacitação temporária ou permanente, necessidade de intervenção médica ou cirúrgica, hospitalização prolongada ou morbidade, dentre outras. Podem ser classificadas quanto à gravidade em leves, moderadas e graves; quanto ao tempo de ocorrência, em imediatas e tardias; e quanto à extensão, em locais e sistêmicas. Objetivo: Descrever o relato de caso de uma doadora que realizou doação de sangue no Banco de Sangue de Brasília e apresentou reação adversa leve após a doação. Durante o acompanhamento médico realizado no dia seguinte, a doadora referiu sintomas sugestivos de doença infecciosa em atividade, o que resultou no descarte dos hemocomponentes produzidos. Relato de caso: Doadora, 50 anos, realizou sua primeira doação de sangue total no Banco de Sangue de Brasília em 10/04/2026. Logo após a doação, apresentou sinais e sintomas de reação vasovagal, como náuseas, palidez cutaneomucosa e tontura. Foi atendida pelo médico de plantão, sendo iniciadas condutas não medicamentosas, como posicionamento da doadora em Trendelemburg e manutenção da cabeça lateralizada, a fim de evitar aspiração. Após a melhora dos sintomas, a doadora foi liberada e orientada quanto aos cuidados após a doação. Como rotina do Banco de Sangue de Brasília, o médico realiza o registro da intercorrência no caderno de reações adversas, e os dados da reação são inseridos no sistema informatizado. No primeiro dia útil após a doação, o médico entra em contato telefônico com todos os doadores que apresentaram intercorrências, com o objetivo de realizar orientação, definição de conduta e acolhimento. Durante o contato de acompanhamento, a doadora relatou ter apresentado náuseas, vômitos e pico febril, sendo necessário atendimento médico em serviço de emergência. Diante do relato, os hemocomponentes produzidos foram descartados devido à suspeita de bacteremia ou viremia assintomática. Discussão: As reações adversas à doação de sangue e hemocomponentes são situações esperadas, especialmente em doadores de primeira vez e mulheres, considerados grupos mais vulneráveis. Os serviços de hemoterapia devem estar preparados para o atendimento médico de urgência, por meio de equipe treinada e equipamentos adequados para situações de emergência. A rotina de acompanhamento desses doadores após a ocorrência de reações adversas é uma etapa fundamental para a melhor definição do tipo e da gravidade da reação, bem como para a avaliação de possível associação com outros fatores, como no caso apresentado. Conclusão: As reações adversas após a doação, embora, na maioria dos casos, sejam leves, autolimitadas e de baixa frequência, representam um indicador da qualidade e da segurança dos serviços de hemoterapia. O reconhecimento precoce, a prevenção e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para garantir o bem-estar do doador, fortalecer a confiança no processo de doação e favorecer seu retorno em futuras doações.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -