PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E INDICADORES HOSPITALARES DAS INTERNAÇÕES POR LEUCEMIA E LINFOMA NÃO HODGKIN NO BRASIL ENTRE 2021 E 2025
- 1Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil
- 2Hospital São Lucas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil
Abstract
Introdução: A leucemia e o linfoma não Hodgkin (LNH) estão entre as principais neoplasias hematológicas e apresentam diferenças quanto à faixa etária acometida e ao seu comportamento clínico. Este estudo analisa a epidemiologia e o impacto hospitalar dessas doenças no Brasil. Objetivos: Comparar o perfil epidemiológico e os indicadores hospitalares das internações por leucemia e LNH no Brasil entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Materiais e métodos: Foi realizado estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), obtidos no DATASUS. Avaliou-se número de internações, sexo, faixa etária, distribuição regional, óbitos, taxa de mortalidade hospitalar e permanência média. Resultados: Entre 2021 e 2025, foram registradas 306.535 internações por leucemia e LNH no Brasil, sendo 214.635 (70,02%) por leucemia e 91.900 (29,98%) por LNH. As doenças diferiram quanto ao padrão etário: a leucemia predominou em crianças de 5 a 9 anos (15,7%; n=33.791), enquanto o LNH prevaleceu em idosos de 60 a 69 anos (20,29%, n=18.644). Houve predomínio do sexo masculino em ambos os grupos (56,4% na leucemia e 58,4% no LNH) e a região Sudeste concentrou o maior número de internações para as duas doenças, seguida pelas regiões Nordeste e Sul. Ao longo do período, ambas as neoplasias apresentaram aumento de internações, com crescimento de 17,4% para leucemia e de 19,4% para LNH. Em relação aos indicadores hospitalares, registraram-se 12.796 óbitos por leucemia e 7.357 por LNH. Apesar do maior número absoluto de óbitos por leucemia, o LNH apresentou maior taxa de mortalidade hospitalar (8,01 e 5,96). A permanência média foi de 8,1 dias na leucemia e 7,3 dias no LNH. Discussão: Os resultados evidenciam diferenças relevantes entre as neoplasias analisadas, com predomínio da leucemia em crianças e do LNH em idosos, refletindo diferenças na distribuição etária dessas doenças. Embora a leucemia tenha apresentado maior número absoluto de internações e óbitos, o LNH apresentou maior taxa de mortalidade hospitalar, indicando pior desfecho entre os pacientes internados. Apesar do aumento das internações em ambas as doenças, o crescimento proporcional foi mais acentuado no LNH. A concentração de internações na Região Sudeste provavelmente reflete a maior densidade populacional e a maior oferta de serviços de saúde. Conclusão: A análise dos dados indica que leucemia e LNH apresentam perfis epidemiológicos distintos, com predomínio em faixas etárias diferentes, e que o LNH apresenta maior mortalidade hospitalar, apesar do menor número de internações. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias assistenciais específicas para cada doença e podem auxiliar no planejamento dos serviços de saúde.
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AB - Introdução: A leucemia e o linfoma não Hodgkin (LNH) estão entre as principais neoplasias hematológicas e apresentam diferenças quanto à faixa etária acometida e ao seu comportamento clínico. Este estudo analisa a epidemiologia e o impacto hospitalar dessas doenças no Brasil. Objetivos: Comparar o perfil epidemiológico e os indicadores hospitalares das internações por leucemia e LNH no Brasil entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Materiais e métodos: Foi realizado estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), obtidos no DATASUS. Avaliou-se número de internações, sexo, faixa etária, distribuição regional, óbitos, taxa de mortalidade hospitalar e permanência média. Resultados: Entre 2021 e 2025, foram registradas 306.535 internações por leucemia e LNH no Brasil, sendo 214.635 (70,02%) por leucemia e 91.900 (29,98%) por LNH. As doenças diferiram quanto ao padrão etário: a leucemia predominou em crianças de 5 a 9 anos (15,7%; n=33.791), enquanto o LNH prevaleceu em idosos de 60 a 69 anos (20,29%, n=18.644). Houve predomínio do sexo masculino em ambos os grupos (56,4% na leucemia e 58,4% no LNH) e a região Sudeste concentrou o maior número de internações para as duas doenças, seguida pelas regiões Nordeste e Sul. Ao longo do período, ambas as neoplasias apresentaram aumento de internações, com crescimento de 17,4% para leucemia e de 19,4% para LNH. Em relação aos indicadores hospitalares, registraram-se 12.796 óbitos por leucemia e 7.357 por LNH. Apesar do maior número absoluto de óbitos por leucemia, o LNH apresentou maior taxa de mortalidade hospitalar (8,01 e 5,96). A permanência média foi de 8,1 dias na leucemia e 7,3 dias no LNH. Discussão: Os resultados evidenciam diferenças relevantes entre as neoplasias analisadas, com predomínio da leucemia em crianças e do LNH em idosos, refletindo diferenças na distribuição etária dessas doenças. Embora a leucemia tenha apresentado maior número absoluto de internações e óbitos, o LNH apresentou maior taxa de mortalidade hospitalar, indicando pior desfecho entre os pacientes internados. Apesar do aumento das internações em ambas as doenças, o crescimento proporcional foi mais acentuado no LNH. A concentração de internações na Região Sudeste provavelmente reflete a maior densidade populacional e a maior oferta de serviços de saúde. Conclusão: A análise dos dados indica que leucemia e LNH apresentam perfis epidemiológicos distintos, com predomínio em faixas etárias diferentes, e que o LNH apresenta maior mortalidade hospitalar, apesar do menor número de internações. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias assistenciais específicas para cada doença e podem auxiliar no planejamento dos serviços de saúde.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -