FREQUÊNCIA DA PESQUISA DE D FRACO EM PACIENTES HOSPITALARES: EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE IMUNO-HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO OSWALDO CRUZ – RECIFE –PE – BRASIL
- 1Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Universidade de Pernambuco (UPE), Recife, PE, Brasil
Abstract
Introdução: A determinação do antígeno RhD é uma das etapas mais importantes da imuno-hematologia, sendo essencial para a segurança transfusional, prevenção da aloimunização anti-D, assistência a pacientes politransfundidos e gestantes e adequada gestão do estoque de hemocomponentes RhD negativo. Embora a tipagem Rh convencional classifique a maioria das amostras, variantes do antígeno D podem apresentar expressão reduzida ou alterações qualitativas de epítopos, exigindo investigação complementar para evitar classificações incorretas e eventos adversos transfusionais. Nesse contexto, a pesquisa de D fraco permanece fundamental na rotina dos serviços de hemoterapia. Objetivo: Avaliar a frequência da pesquisa de D fraco e dos resultados positivos em pacientes hospitalares atendidos no Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, bem como discutir sua relevância para a segurança transfusional. Material e método: Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado no Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Recife-PE, entre janeiro e dezembro de 2025. Foram analisados os registros de tipagem ABO/Rh e das respectivas pesquisas de D fraco em pacientes hospitalares. A investigação complementar foi realizada conforme a rotina institucional, utilizando microcoluna em cartela LISS/antiglobulina humana (AGH) e LISS/tubo. Os resultados foram analisados por estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. Não foram realizados testes sorológicos com diferentes clones de anti-D nem genotipagem molecular do gene RHD. Resultados: Durante o período analisado foram realizadas 4.232 tipagens ABO/Rh. Destas, 310 (7,32%) necessitaram de investigação complementar para D fraco. Entre as amostras investigadas, 9 (2,90%) apresentaram resultado positivo, enquanto 301 (97,10%) permaneceram negativas. Considerando o total de tipagens realizadas, os casos classificados como D fraco corresponderam a 0,21% da casuística. Discussão: Embora a positividade para D fraco tenha sido baixa, a necessidade de investigação complementar em aproximadamente uma a cada quatorze tipagens ABO/Rh evidencia sua importância na rotina laboratorial. Esses achados reforçam que a pesquisa de D fraco é essencial para a correta classificação do fator RhD e para a prevenção de condutas transfusionais inadequadas, mesmo diante da baixa frequência de casos positivos. Conclusão: A pesquisa de D fraco representa ferramenta indispensável para a qualificação da rotina imuno-hematológica, contribuindo para a correta definição do antígeno RhD e para a segurança transfusional. A experiência do Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz demonstra que um número expressivo de amostras necessita de investigação complementar, apesar da baixa positividade, reforçando a relevância clínica desses casos na seleção de hemocomponentes, prevenção da aloimunização anti-D e manejo transfusional. Os achados fornecem um panorama da frequência da pesquisa de D fraco nas amostras testadas no Serviço de hemoterapia. A ausência de genotipagem molecular e de testes sorológicos para categorizar os D variantes encontrados constitui limitação do estudo.
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AB - Introdução: A determinação do antígeno RhD é uma das etapas mais importantes da imuno-hematologia, sendo essencial para a segurança transfusional, prevenção da aloimunização anti-D, assistência a pacientes politransfundidos e gestantes e adequada gestão do estoque de hemocomponentes RhD negativo. Embora a tipagem Rh convencional classifique a maioria das amostras, variantes do antígeno D podem apresentar expressão reduzida ou alterações qualitativas de epítopos, exigindo investigação complementar para evitar classificações incorretas e eventos adversos transfusionais. Nesse contexto, a pesquisa de D fraco permanece fundamental na rotina dos serviços de hemoterapia. Objetivo: Avaliar a frequência da pesquisa de D fraco e dos resultados positivos em pacientes hospitalares atendidos no Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, bem como discutir sua relevância para a segurança transfusional. Material e método: Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado no Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Recife-PE, entre janeiro e dezembro de 2025. Foram analisados os registros de tipagem ABO/Rh e das respectivas pesquisas de D fraco em pacientes hospitalares. A investigação complementar foi realizada conforme a rotina institucional, utilizando microcoluna em cartela LISS/antiglobulina humana (AGH) e LISS/tubo. Os resultados foram analisados por estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. Não foram realizados testes sorológicos com diferentes clones de anti-D nem genotipagem molecular do gene RHD. Resultados: Durante o período analisado foram realizadas 4.232 tipagens ABO/Rh. Destas, 310 (7,32%) necessitaram de investigação complementar para D fraco. Entre as amostras investigadas, 9 (2,90%) apresentaram resultado positivo, enquanto 301 (97,10%) permaneceram negativas. Considerando o total de tipagens realizadas, os casos classificados como D fraco corresponderam a 0,21% da casuística. Discussão: Embora a positividade para D fraco tenha sido baixa, a necessidade de investigação complementar em aproximadamente uma a cada quatorze tipagens ABO/Rh evidencia sua importância na rotina laboratorial. Esses achados reforçam que a pesquisa de D fraco é essencial para a correta classificação do fator RhD e para a prevenção de condutas transfusionais inadequadas, mesmo diante da baixa frequência de casos positivos. Conclusão: A pesquisa de D fraco representa ferramenta indispensável para a qualificação da rotina imuno-hematológica, contribuindo para a correta definição do antígeno RhD e para a segurança transfusional. A experiência do Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz demonstra que um número expressivo de amostras necessita de investigação complementar, apesar da baixa positividade, reforçando a relevância clínica desses casos na seleção de hemocomponentes, prevenção da aloimunização anti-D e manejo transfusional. Os achados fornecem um panorama da frequência da pesquisa de D fraco nas amostras testadas no Serviço de hemoterapia. A ausência de genotipagem molecular e de testes sorológicos para categorizar os D variantes encontrados constitui limitação do estudo.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -