Skip to content
DraconiticResearch
Search Sources API
182,460 studies31 sourcesUpdated 24 min ago
Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

PERFIL DOS PACIENTES COM SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE DE 2013 A 2023

  1. 1Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  2. 2Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Abstract

Introdução: As síndromes mielodisplásicas (SMD) constituem um grupo heterogêneo de neoplasias hematológicas clonais caracterizadas por hematopoiese ineficaz, citopenias persistentes e risco variável de progressão para leucemia mieloide aguda. Embora acometam predominantemente indivíduos idosos, há escassez de dados epidemiológicos nacionais que caracterizem o perfil clínico e demográfico desses pacientes. Nesse contexto, a caracterização da população atendida em serviços de referência pode contribuir para o aprimoramento do diagnóstico, estratificação prognóstica e planejamento terapêutico. Objetivos: Caracterizar o perfil epidemiológico, as manifestações clínicas, as alterações laboratoriais, a estratificação prognóstica e as modalidades terapêuticas empregadas em pacientes com síndrome mielodisplásica acompanhados no ambulatório de Hematologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle entre 2013 e 2023. Materiais e métodos: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes com diagnóstico confirmado de síndrome mielodisplásica acompanhados no Ambulatório de Hematologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), entre junho de 2013 e junho de 2023. Foram incluídos pacientes com diagnóstico confirmado de SMD e excluídos aqueles com displasia transitória sem confirmação diagnóstica. As variáveis analisadas incluíram sexo, idade, etnia, apresentação clínica ao diagnóstico, alterações laboratoriais na admissão, classificação prognóstica, tratamento instituído e resposta terapêutica. Os dados foram analisados por estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUGG (CAAE: 17775219.9.0000.5258). Resultados: Foram incluídos 81 pacientes com diagnóstico de síndrome mielodisplásica. Houve predominância do sexo feminino (63,0%), idade média de 65 anos e maior frequência de indivíduos pardos (42,0%). A maioria dos pacientes (67,9%) possuía 60 anos ou mais. As alterações hematológicas mais frequentes ao diagnóstico foram anemia isolada (37,1%) e pancitopenia (21,4%). Em relação à apresentação clínica, os sintomas constitucionais foram os mais prevalentes (42,6%), seguidos por pacientes assintomáticos com citopenia detectada em exames laboratoriais (37,7%). Quanto ao tratamento, a eritropoetina foi a terapia mais empregada (29,6%), seguida por azacitidina (18,5%) e suporte transfusional (18,5%). Observou-se evolução para leucemia mieloide aguda em 6,2% dos casos. Não foi possível caracterizar o prognóstico devido à indisponibilidade de exames citogenéticos na maioria dos pacientes da amostra analisada. Conclusão: O perfil dos pacientes com síndrome mielodisplásica acompanhados no HUGG caracterizou-se por predominância do sexo feminino, idade média de 65 anos e elevada frequência de anemia como principal alteração hematológica. Os achados evidenciam particularidades epidemiológicas em relação à literatura, especialmente quanto à distribuição por sexo, além de reforçarem a importância da estratificação prognóstica e do acompanhamento especializado para o manejo da doença. Este estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre o perfil clínico e epidemiológico das SMD no cenário brasileiro e poderá subsidiar futuras pesquisas multicêntricas e estratégias para otimização da assistência aos pacientes.

Related

  1. PERFIL DAS INFECÇÕES EM PACIENTES COM DOENÇAS HEMATOLÓGICAS BENIGNAS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE
    Arthur Pires Sá Pinto CORREIA, Julianna Siciliano de ARAÚJO, Júlia Freitas Fernandes SANTOS +5
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textOncologyDOAJ
  2. PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE
    Beatriz Veríssimo KAMIL, Ingrid Caroline Rosa Diogo DIOGO, Victor Lopes DE ABREU +3
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  3. CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA DOS PACIENTE COM LINFOMAS NÃO-HODGKIN ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE
    Ingrid Caroline ROSA DIOGO, Victor LOPES DE ABREU, Adele Thais CORREA DO NASCIMENTO +5
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  4. PERFIL CLÍNICO DE PACIENTES COM HIPERFERRITINEMIA ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO RIO DE JANEIRO
    Raphael LISBOA CARDOSO DE CASTRO ALVES, Carolina DE LEMOS COSTA, Ana Clara PACE TORRES +3
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  5. HEMATOSCOPIA COMO FERRAMENTA DIAGNÓSTICA NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE: ANÁLISE DOS ESFREGAÇOS DE SANGUE PERIFÉRICO ENTRE 2020 E 2024
    Gianluca Jorio ALMEIDA, Pedro Felipe Couto VIEIRA, Jérfredd Ferreira de OLIVEIRA +5
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
BibTeX
@article{moraes2026perfil,
  title = {{PERFIL DOS PACIENTES COM SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE DE 2013 A 2023}},
  author = {João Victor Proveti MORAES and Júlia Costa PESSANHA and Victor Lopes de ABREU and Ingrid Caroline Rosa DIOGO and Kátia Gleicielly FRIGOTTO and Pedro Nunes BARBOSA and Lilian Maria Costa Goveia de CASTRO and Marilza Campos de MAGALHÃES and Vitor Ribeiro Gomes de Almeida VALVIESSE},
  journal = {Hematology, Transfusion and Cell Therapy},
  year = {2026},
  month = oct,
  doi = {10.1016/j.htct.2026.107964},
  url = {https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.107964},
  note = {CC BY},
}
RIS
TY  - JOUR
TI  - PERFIL DOS PACIENTES COM SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE E GUINLE DE 2013 A 2023
AU  - João Victor Proveti MORAES
AU  - Júlia Costa PESSANHA
AU  - Victor Lopes de ABREU
AU  - Ingrid Caroline Rosa DIOGO
AU  - Kátia Gleicielly FRIGOTTO
AU  - Pedro Nunes BARBOSA
AU  - Lilian Maria Costa Goveia de CASTRO
AU  - Marilza Campos de MAGALHÃES
AU  - Vitor Ribeiro Gomes de Almeida VALVIESSE
PY  - 2026
DA  - 2026/10/23
JO  - Hematology, Transfusion and Cell Therapy
DO  - 10.1016/j.htct.2026.107964
UR  - https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.107964
AB  - Introdução: As síndromes mielodisplásicas (SMD) constituem um grupo heterogêneo de neoplasias hematológicas clonais caracterizadas por hematopoiese ineficaz, citopenias persistentes e risco variável de progressão para leucemia mieloide aguda. Embora acometam predominantemente indivíduos idosos, há escassez de dados epidemiológicos nacionais que caracterizem o perfil clínico e demográfico desses pacientes. Nesse contexto, a caracterização da população atendida em serviços de referência pode contribuir para o aprimoramento do diagnóstico, estratificação prognóstica e planejamento terapêutico. Objetivos: Caracterizar o perfil epidemiológico, as manifestações clínicas, as alterações laboratoriais, a estratificação prognóstica e as modalidades terapêuticas empregadas em pacientes com síndrome mielodisplásica acompanhados no ambulatório de Hematologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle entre 2013 e 2023. Materiais e métodos: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes com diagnóstico confirmado de síndrome mielodisplásica acompanhados no Ambulatório de Hematologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), entre junho de 2013 e junho de 2023. Foram incluídos pacientes com diagnóstico confirmado de SMD e excluídos aqueles com displasia transitória sem confirmação diagnóstica. As variáveis analisadas incluíram sexo, idade, etnia, apresentação clínica ao diagnóstico, alterações laboratoriais na admissão, classificação prognóstica, tratamento instituído e resposta terapêutica. Os dados foram analisados por estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HUGG (CAAE: 17775219.9.0000.5258). Resultados: Foram incluídos 81 pacientes com diagnóstico de síndrome mielodisplásica. Houve predominância do sexo feminino (63,0%), idade média de 65 anos e maior frequência de indivíduos pardos (42,0%). A maioria dos pacientes (67,9%) possuía 60 anos ou mais. As alterações hematológicas mais frequentes ao diagnóstico foram anemia isolada (37,1%) e pancitopenia (21,4%). Em relação à apresentação clínica, os sintomas constitucionais foram os mais prevalentes (42,6%), seguidos por pacientes assintomáticos com citopenia detectada em exames laboratoriais (37,7%). Quanto ao tratamento, a eritropoetina foi a terapia mais empregada (29,6%), seguida por azacitidina (18,5%) e suporte transfusional (18,5%). Observou-se evolução para leucemia mieloide aguda em 6,2% dos casos. Não foi possível caracterizar o prognóstico devido à indisponibilidade de exames citogenéticos na maioria dos pacientes da amostra analisada. Conclusão: O perfil dos pacientes com síndrome mielodisplásica acompanhados no HUGG caracterizou-se por predominância do sexo feminino, idade média de 65 anos e elevada frequência de anemia como principal alteração hematológica. Os achados evidenciam particularidades epidemiológicas em relação à literatura, especialmente quanto à distribuição por sexo, além de reforçarem a importância da estratificação prognóstica e do acompanhamento especializado para o manejo da doença. Este estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre o perfil clínico e epidemiológico das SMD no cenário brasileiro e poderá subsidiar futuras pesquisas multicêntricas e estratégias para otimização da assistência aos pacientes.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -