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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

PERFIL SOROLÓGICO PARA CITOMEGALOVÍRUS EM DOADORES DE CÉLULAS PROGENITORAS HEMATOPOÉTICAS PARA TRANSPLANTE ALOGÊNICO NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE 2026

  1. 1Colsan -Associação Beneficente de Coleta de Sangue, São Paulo, SP, Brasil

Abstract

Introdução: A terapia celular representa importante estratégia terapêutica para doenças hematológicas, oncológicas e imunológicas. Nesse contexto, a segurança microbiológica das amostras é fundamental para reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos aos receptores. O Citomegalovírus (CMV), vírus da família Herpesviridae, apresenta elevada prevalência na população e pode ocasionar complicações graves em indivíduos imunocomprometidos, especialmente receptores de transplantes. Assim, a triagem sorológica de doadores de células progenitoras hematopoéticas (CPH) para transplante alogênico constitui etapa essencial da qualificação laboratorial. Objetivo: Avaliar o perfil sorológico para CMV em doadores de CPH para transplante alogênico, analisados entre janeiro e junho de 2026. Material e métodos: Estudo retrospectivo, descritivo e observacional realizado no Laboratório de Sorologia da COLSAN, envolvendo 44 doadores de CPH previamente selecionados para transplante alogênico. A pesquisa de anticorpos anti-CMV IgG e IgM foi realizada por imunoensaio quimioluminescente com micropartículas (CMIA), conforme protocolo institucional. Os dados foram obtidos do sistema laboratorial e analisados por estatística descritiva. Resultados: Dos 44 doadores avaliados, 41 (93,2%) apresentaram sorologia reagente para IgG anti-CMV, evidenciando exposição prévia ao vírus. Desses, 38 (86,4%) apresentaram IgG reagente e IgM não reagente; dois (4,5%) apresentaram IgG reagente associado a IgM indeterminado; e um (2,3%) apresentou reatividade para IgG e IgM, sugestiva de infecção recente. Apenas três doadores (6,8%) foram não reagentes para ambos os marcadores. A elevada soroprevalência observada é compatível com estudos realizados na população brasileira, que demonstram ampla circulação do CMV no país e prevalências frequentemente superiores a 90% em grupos relacionados ao transplante. Conclusão: A elevada frequência de IgG anti-CMV (93,2%) e a baixa ocorrência de resultados sugestivos de infecção recente confirmam o perfil epidemiológico esperado para a população brasileira. Os achados reforçam a importância da triagem sorológica como etapa indispensável na qualificação de doadores de CPH para transplante alogênico, contribuindo para a avaliação do risco de transmissão viral, o planejamento do acompanhamento clínico dos receptores e o fortalecimento da segurança e da qualidade dos processos em terapia celular.

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AB  - Introdução: A terapia celular representa importante estratégia terapêutica para doenças hematológicas, oncológicas e imunológicas. Nesse contexto, a segurança microbiológica das amostras é fundamental para reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos aos receptores. O Citomegalovírus (CMV), vírus da família Herpesviridae, apresenta elevada prevalência na população e pode ocasionar complicações graves em indivíduos imunocomprometidos, especialmente receptores de transplantes. Assim, a triagem sorológica de doadores de células progenitoras hematopoéticas (CPH) para transplante alogênico constitui etapa essencial da qualificação laboratorial. Objetivo: Avaliar o perfil sorológico para CMV em doadores de CPH para transplante alogênico, analisados entre janeiro e junho de 2026. Material e métodos: Estudo retrospectivo, descritivo e observacional realizado no Laboratório de Sorologia da COLSAN, envolvendo 44 doadores de CPH previamente selecionados para transplante alogênico. A pesquisa de anticorpos anti-CMV IgG e IgM foi realizada por imunoensaio quimioluminescente com micropartículas (CMIA), conforme protocolo institucional. Os dados foram obtidos do sistema laboratorial e analisados por estatística descritiva. Resultados: Dos 44 doadores avaliados, 41 (93,2%) apresentaram sorologia reagente para IgG anti-CMV, evidenciando exposição prévia ao vírus. Desses, 38 (86,4%) apresentaram IgG reagente e IgM não reagente; dois (4,5%) apresentaram IgG reagente associado a IgM indeterminado; e um (2,3%) apresentou reatividade para IgG e IgM, sugestiva de infecção recente. Apenas três doadores (6,8%) foram não reagentes para ambos os marcadores. A elevada soroprevalência observada é compatível com estudos realizados na população brasileira, que demonstram ampla circulação do CMV no país e prevalências frequentemente superiores a 90% em grupos relacionados ao transplante. Conclusão: A elevada frequência de IgG anti-CMV (93,2%) e a baixa ocorrência de resultados sugestivos de infecção recente confirmam o perfil epidemiológico esperado para a população brasileira. Os achados reforçam a importância da triagem sorológica como etapa indispensável na qualificação de doadores de CPH para transplante alogênico, contribuindo para a avaliação do risco de transmissão viral, o planejamento do acompanhamento clínico dos receptores e o fortalecimento da segurança e da qualidade dos processos em terapia celular.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -