PERFIL DAS REAÇÕES TRANSFUSIONAIS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE NATAL: UMA ANÁLISE COMPARATIVA COM O CENÁRIO NACIONAL
- 1Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mossoró, RN, Brasil
- 2Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, RN, Brasil
- 3Universidade Federal do Alagoas, Arapiraca, AL, Brasil
Abstract
Introdução: A hemovigilância permite descrever e comparar o perfil das reações transfusionais (RT) entre serviços. Mudanças recentes nas definições, especialmente de sobrecarga volêmica associada à transfusão (TACO), exigem rigor metodológico ao confrontar dados locais e nacionais. Este estudo atualiza a comparação entre o perfil epidemiológico das RT entre o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e o Brasil. Objetivo: Comparar o perfil das reações transfusionais registradas no HUOL entre 2021 e agosto de 2025 com os dados nacionais de hemovigilância, segundo tipo, gravidade, hemocomponente envolvido e faixa etária. Material e métodos: Estudo observacional realizado no HUOL (2021–ago/2025). Variáveis: ano, tipologia, gravidade, hemocomponente e faixa etária. A base local foi padronizada conforme o Manual Técnico da ANVISA e definições atuais de TACO e reações alérgicas. Dados nacionais: boletins de hemovigilância da ANVISA (2021–2024). Sem denominadores, utilizaram-se frequências e proporções, com conferência dupla para controle de erro. Resultados: Registraram-se 144 RT no HUOL (2021 = 36; 2022 = 23; 2023 = 36; 2024 = 34; 2025 = 15). Tipologias mais frequentes: Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) 47,9%, alérgica 33,3%, TACO 8,3%, tardia por isoimunização 6,9%. Gravidade: grau I 78,5%, II 15,3%, III 4,9%, IV 0%. Hemocomponentes: concentrado de hemácias (CH) (65,3%) e plaquetas (27,8%). Idades: 0–20 (11,9%), 21–40 (18,8%), 41–60 (27,1%) e 61+ (42,2%). Nacionalmente (2021–2024): 76.299 RT (RFNH 44,8%, alérgica 34,7%, sobrecarga volêmica 5,5%, tardia por isoimunização 6,8%). Gravidade: I 81,9%, II 14,5%, III 3,2%, IV 0,4%; 60+ 37,3%. CH e plaquetas foram os principais hemocomponentes (66,4% e 22,9%, respectivamente). Idades: 0-19 (17%), 20-39 (20%), 40-59 (25,9%) e 60+ (37,1%). Discussão: O HUOL reproduz o padrão nacional, com predomínio de reações leves e maior frequência de RFNH e reações alérgicas associadas a CH. Apesar de ligeiras variações nos recortes decenais etários entre as bases de dados, o maior contingente de idosos locais (42,2% vs. 37,1%) sugere maior exposição transfusional. A taxa de TACO, semelhante à nacional, indica consistência diagnóstica e oportunidade de prevenção. Conclusão: Recomenda-se estratificação de risco, cálculo de volume por peso, fracionamento, controle de infusão e uso de diurético quando indicado. É prioritário padronizar notificações, registrar velocidade de infusão e revisar casos moderados a graves. Futuramente, propõe-se calcular taxas por 1.000 transfusões e ajustar análises por idade e comorbidade.
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AB - Introdução: A hemovigilância permite descrever e comparar o perfil das reações transfusionais (RT) entre serviços. Mudanças recentes nas definições, especialmente de sobrecarga volêmica associada à transfusão (TACO), exigem rigor metodológico ao confrontar dados locais e nacionais. Este estudo atualiza a comparação entre o perfil epidemiológico das RT entre o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e o Brasil. Objetivo: Comparar o perfil das reações transfusionais registradas no HUOL entre 2021 e agosto de 2025 com os dados nacionais de hemovigilância, segundo tipo, gravidade, hemocomponente envolvido e faixa etária. Material e métodos: Estudo observacional realizado no HUOL (2021–ago/2025). Variáveis: ano, tipologia, gravidade, hemocomponente e faixa etária. A base local foi padronizada conforme o Manual Técnico da ANVISA e definições atuais de TACO e reações alérgicas. Dados nacionais: boletins de hemovigilância da ANVISA (2021–2024). Sem denominadores, utilizaram-se frequências e proporções, com conferência dupla para controle de erro. Resultados: Registraram-se 144 RT no HUOL (2021 = 36; 2022 = 23; 2023 = 36; 2024 = 34; 2025 = 15). Tipologias mais frequentes: Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) 47,9%, alérgica 33,3%, TACO 8,3%, tardia por isoimunização 6,9%. Gravidade: grau I 78,5%, II 15,3%, III 4,9%, IV 0%. Hemocomponentes: concentrado de hemácias (CH) (65,3%) e plaquetas (27,8%). Idades: 0–20 (11,9%), 21–40 (18,8%), 41–60 (27,1%) e 61+ (42,2%). Nacionalmente (2021–2024): 76.299 RT (RFNH 44,8%, alérgica 34,7%, sobrecarga volêmica 5,5%, tardia por isoimunização 6,8%). Gravidade: I 81,9%, II 14,5%, III 3,2%, IV 0,4%; 60+ 37,3%. CH e plaquetas foram os principais hemocomponentes (66,4% e 22,9%, respectivamente). Idades: 0-19 (17%), 20-39 (20%), 40-59 (25,9%) e 60+ (37,1%). Discussão: O HUOL reproduz o padrão nacional, com predomínio de reações leves e maior frequência de RFNH e reações alérgicas associadas a CH. Apesar de ligeiras variações nos recortes decenais etários entre as bases de dados, o maior contingente de idosos locais (42,2% vs. 37,1%) sugere maior exposição transfusional. A taxa de TACO, semelhante à nacional, indica consistência diagnóstica e oportunidade de prevenção. Conclusão: Recomenda-se estratificação de risco, cálculo de volume por peso, fracionamento, controle de infusão e uso de diurético quando indicado. É prioritário padronizar notificações, registrar velocidade de infusão e revisar casos moderados a graves. Futuramente, propõe-se calcular taxas por 1.000 transfusões e ajustar análises por idade e comorbidade.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -