A GESTÃO DO CUIDADO EM ENFERMAGEM NA AGÊNCIA TRANSFUSIONAL: O PAPEL DO ENFERMEIRO
- 1Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil
Abstract
Introdução: A gestão do cuidado em enfermagem consiste em articular os processos de cuidar e de gerenciar, tanto individual quanto coletivamente, contribuindo diretamente para a construção da assistência de qualidade. Na agência transfusional, o enfermeiro desempenha papel fundamental para o funcionamento adequado, seguro e padronizado do serviço. A hemoterapia exige ações de alta complexidade, como tomada de decisão rápida, conferências rigorosas, dupla checagem sistemática e protocolos bem estruturados. Objetivo: Refletir sobre a importância da presença do enfermeiro 24 horas na gestão do cuidado em enfermagem em uma agência transfusional. Material e Métodos: Estudo de reflexão fundamentado na literatura científica e articulado com a experiência profissional na implementação do enfermeiro 24-horas no serviço de agência transfusional de um hospital universitário localizado no Sul do Brasil. Resultados: O processo transfusional é realizado pela equipe de enfermagem da agência transfusional, que dispõe, atualmente, de enfermeiros atuando de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino; e técnicos de enfermagem em todos os turnos. A partir de agosto de 2026, o serviço passou a contar com enfermeiros também nos períodos noturnos diariamente. A busca pela expansão do quadro fundamentou-se em orientação do COREN/COFEN, que recomenda a presença contínua do enfermeiro no funcionamento da agência transfusional desta instituição. Embora a recente implementação ainda inviabilize a mensuração dos resultados, percebe-se empiricamente que a ausência do enfermeiro em alguns turnos compromete a organização do processo de trabalho, gera insegurança na condução de situações que demandam avaliação clínica e tomada de decisão, gerando sobrecarga cognitiva e emocional na equipe. Discussão: Conforme a Resolução COFEN n° 709/2022, o papel do enfermeiro alinha-se aos conceitos de gestão do cuidado em enfermagem, abrangendo dimensões técnico-assistenciais, de ensino/pesquisa e administrativas em um contexto de alta complexidade. Na prática transfusional, o enfermeiro é responsável pela execução e supervisão de procedimentos hemoterápicos, elaboração de protocolos, ações educativas, definição de parâmetros de qualidade e biossegurança, controle de estoque e desperdícios, registros, dimensionamento de pessoal, participação em comissões, triagem criteriosa das solicitações, acompanhamento de múltiplas etapas do processo assistencial, além da identificação precoce de reações transfusionais, bem como ações de hemovigilância e retrovigilância. A ausência do enfermeiro em turnos específicos fragmenta a assistência e sobrecarrega a equipe técnica. Portanto, a busca pela implementação de assistência do enfermeiro 24-horas é indispensável para assegurar a continuidade do cuidado, a segurança do paciente e a gestão de riscos em um processo de alta complexidade. Conclusão: A presença contínua do enfermeiro na agência transfusional fortalece a gestão do cuidado, promove maior integração entre as atividades assistenciais e gerenciais e contribui para a redução da variabilidade dos processos, impactando diretamente na segurança do paciente. Embora a implantação seja recente, a cobertura de enfermeiro 24 horas configura-se como uma estratégia organizacional com potencial para ampliar a segurança do processo transfusional, qualificar a tomada de decisão clínica e fortalecer a hemovigilância.
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AB - Introdução: A gestão do cuidado em enfermagem consiste em articular os processos de cuidar e de gerenciar, tanto individual quanto coletivamente, contribuindo diretamente para a construção da assistência de qualidade. Na agência transfusional, o enfermeiro desempenha papel fundamental para o funcionamento adequado, seguro e padronizado do serviço. A hemoterapia exige ações de alta complexidade, como tomada de decisão rápida, conferências rigorosas, dupla checagem sistemática e protocolos bem estruturados. Objetivo: Refletir sobre a importância da presença do enfermeiro 24 horas na gestão do cuidado em enfermagem em uma agência transfusional. Material e Métodos: Estudo de reflexão fundamentado na literatura científica e articulado com a experiência profissional na implementação do enfermeiro 24-horas no serviço de agência transfusional de um hospital universitário localizado no Sul do Brasil. Resultados: O processo transfusional é realizado pela equipe de enfermagem da agência transfusional, que dispõe, atualmente, de enfermeiros atuando de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino; e técnicos de enfermagem em todos os turnos. A partir de agosto de 2026, o serviço passou a contar com enfermeiros também nos períodos noturnos diariamente. A busca pela expansão do quadro fundamentou-se em orientação do COREN/COFEN, que recomenda a presença contínua do enfermeiro no funcionamento da agência transfusional desta instituição. Embora a recente implementação ainda inviabilize a mensuração dos resultados, percebe-se empiricamente que a ausência do enfermeiro em alguns turnos compromete a organização do processo de trabalho, gera insegurança na condução de situações que demandam avaliação clínica e tomada de decisão, gerando sobrecarga cognitiva e emocional na equipe. Discussão: Conforme a Resolução COFEN n° 709/2022, o papel do enfermeiro alinha-se aos conceitos de gestão do cuidado em enfermagem, abrangendo dimensões técnico-assistenciais, de ensino/pesquisa e administrativas em um contexto de alta complexidade. Na prática transfusional, o enfermeiro é responsável pela execução e supervisão de procedimentos hemoterápicos, elaboração de protocolos, ações educativas, definição de parâmetros de qualidade e biossegurança, controle de estoque e desperdícios, registros, dimensionamento de pessoal, participação em comissões, triagem criteriosa das solicitações, acompanhamento de múltiplas etapas do processo assistencial, além da identificação precoce de reações transfusionais, bem como ações de hemovigilância e retrovigilância. A ausência do enfermeiro em turnos específicos fragmenta a assistência e sobrecarrega a equipe técnica. Portanto, a busca pela implementação de assistência do enfermeiro 24-horas é indispensável para assegurar a continuidade do cuidado, a segurança do paciente e a gestão de riscos em um processo de alta complexidade. Conclusão: A presença contínua do enfermeiro na agência transfusional fortalece a gestão do cuidado, promove maior integração entre as atividades assistenciais e gerenciais e contribui para a redução da variabilidade dos processos, impactando diretamente na segurança do paciente. Embora a implantação seja recente, a cobertura de enfermeiro 24 horas configura-se como uma estratégia organizacional com potencial para ampliar a segurança do processo transfusional, qualificar a tomada de decisão clínica e fortalecer a hemovigilância.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -