PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR LINFOMA NÃO HODGKIN NO BRASIL ENTRE 2021 E 2025, COM DADOS DO SIH-SUS
- 1Faculdade de Medicina de Jundiaí, Jundiaí, SP, Brasil
Abstract
Introdução: O linfoma não Hodgkin (LNH) compreende um grupo heterogêneo de neoplasias malignas originadas de linfócitos B, T ou células natural killer, caracterizado por elevada morbimortalidade e importante impacto na saúde pública. A análise epidemiológica dos óbitos hospitalares permite identificar grupos de maior risco e subsidiar estratégias voltadas ao diagnóstico precoce e ao aprimoramento da assistência oncológica. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin no Brasil entre 2021 e 2025, segundo ano de atendimento, sexo, faixa etária e região geográfica. Métodos: Estudo epidemiológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo. Os dados foram obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), por meio da plataforma DATASUS, referentes aos óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin (CID-10), registrados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. As variáveis analisadas incluíram ano de atendimento, sexo, faixa etária, região geográfica e caráter da internação. Resultados: No período analisado, foram registrados 7.357 óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin entre 91.900 internações no Brasil. A maioria ocorreu em internações de urgência (5.687; 77,3%), enquanto 1.670 (22,7%) ocorreram em caráter eletivo. Observou-se aumento progressivo do número de óbitos com o avançar da idade, concentrando-se principalmente entre 65 e 69 anos (960), 70 e 74 anos (947), 60 e 64 anos (882) e indivíduos com 80 anos ou mais (772). Houve predomínio do sexo masculino, com 4.167 óbitos (56,6%), em comparação ao feminino, com 3.190 (43,4%). Temporalmente, verificou-se aumento dos óbitos entre 2021 (1.380) e 2024 (1.533), seguido de discreta redução em 2025 (1.465). Discussão: A predominância de óbitos em internações de urgência sugere diagnóstico tardio ou maior gravidade clínica no momento da hospitalização. A maior frequência de mortes entre idosos e no sexo masculino está em concordância com o perfil epidemiológico descrito na literatura. O crescimento dos óbitos até 2024, seguido de leve redução em 2025, pode refletir a reorganização da assistência oncológica após a pandemia de COVID-19 e a ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento. Conclusão: Os óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin ocorreram predominantemente em internações de urgência, em indivíduos idosos e do sexo masculino. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecer estratégias de diagnóstico precoce, ampliar o acesso oportuno aos serviços especializados e manter o monitoramento epidemiológico para subsidiar políticas públicas voltadas à redução da mortalidade pela doença.
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AB - Introdução: O linfoma não Hodgkin (LNH) compreende um grupo heterogêneo de neoplasias malignas originadas de linfócitos B, T ou células natural killer, caracterizado por elevada morbimortalidade e importante impacto na saúde pública. A análise epidemiológica dos óbitos hospitalares permite identificar grupos de maior risco e subsidiar estratégias voltadas ao diagnóstico precoce e ao aprimoramento da assistência oncológica. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin no Brasil entre 2021 e 2025, segundo ano de atendimento, sexo, faixa etária e região geográfica. Métodos: Estudo epidemiológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo. Os dados foram obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), por meio da plataforma DATASUS, referentes aos óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin (CID-10), registrados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. As variáveis analisadas incluíram ano de atendimento, sexo, faixa etária, região geográfica e caráter da internação. Resultados: No período analisado, foram registrados 7.357 óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin entre 91.900 internações no Brasil. A maioria ocorreu em internações de urgência (5.687; 77,3%), enquanto 1.670 (22,7%) ocorreram em caráter eletivo. Observou-se aumento progressivo do número de óbitos com o avançar da idade, concentrando-se principalmente entre 65 e 69 anos (960), 70 e 74 anos (947), 60 e 64 anos (882) e indivíduos com 80 anos ou mais (772). Houve predomínio do sexo masculino, com 4.167 óbitos (56,6%), em comparação ao feminino, com 3.190 (43,4%). Temporalmente, verificou-se aumento dos óbitos entre 2021 (1.380) e 2024 (1.533), seguido de discreta redução em 2025 (1.465). Discussão: A predominância de óbitos em internações de urgência sugere diagnóstico tardio ou maior gravidade clínica no momento da hospitalização. A maior frequência de mortes entre idosos e no sexo masculino está em concordância com o perfil epidemiológico descrito na literatura. O crescimento dos óbitos até 2024, seguido de leve redução em 2025, pode refletir a reorganização da assistência oncológica após a pandemia de COVID-19 e a ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento. Conclusão: Os óbitos hospitalares por linfoma não Hodgkin ocorreram predominantemente em internações de urgência, em indivíduos idosos e do sexo masculino. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecer estratégias de diagnóstico precoce, ampliar o acesso oportuno aos serviços especializados e manter o monitoramento epidemiológico para subsidiar políticas públicas voltadas à redução da mortalidade pela doença.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -