PLASMAFÉRESE TERAPÊUTICA EM
- 1Grupo GSH, Curitiba, PR, Brasil
Abstract
Introdução: A miastenia gravis é uma doença autoimune crônica caracterizada pela produção de autoanticorpos contra componentes neuromusculares, principalmente os receptores de acetilcolina, comprometendo a transmissão do impulso nervoso para o músculo. Como consequência, os pacientes apresentam episódios de fraqueza muscular, podendo manifestar ptose palpebral, diplopia, disfagia e fraqueza dos membros. Nos casos mais graves, ocorre comprometimento da musculatura respiratória, caracterizando a crise miastênica, uma emergência médica associada à insuficiência respiratória e necessidade de suporte ventilatório. Diversos fatores podem desencadear a crise, como infecções, procedimentos cirúrgicos, estresse físico ou emocional e o uso de determinados medicamentos. Entre as terapias disponíveis para o manejo da crise miastênica destacam-se a imunoglobulina intravenosa e a plasmaférese terapêutica, ambas com rápida ação imunomoduladora. A plasmaférese promove a remoção do plasma contendo autoanticorpos circulantes, com reposição por solução apropriada, reduzindo a carga de anticorpos patogênicos e favorecendo a recuperação da função neuromuscular. Objetivo: Relatar um caso clínico de paciente com crise miastênica submetida à plasmaférese terapêutica, descrevendo sua evolução clínica e destacando a eficácia do procedimento no tratamento da miastenia gravis. Material e métodos: Trata-se de um relato de caso, de caráter descritivo e retrospectivo, elaborado a partir da análise de prontuário de uma paciente atendida pelo Grupo GSH em um hospital da cidade de Curitiba, Paraná. Foram coletadas informações referentes às características clínicas, comorbidades, evolução durante a internação, indicação da plasmaférese, número de sessões realizadas e resposta ao tratamento. Resultados e discussão: Paciente do sexo feminino, 52 anos, portadora de obesidade e hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, procurou atendimento em pronto-socorro por quadro de crise miastênica recorrente, possivelmente desencadeada por processo infeccioso. Na admissão, apresentava astenia generalizada, insuficiência respiratória, importante redução da força muscular e incapacidade de sustentar a cabeça devido ao comprometimento da musculatura cervical. A paciente possuí diagnóstico de miastenia gravis desde 2019, encontrando-se em tratamento imunoterápico. Durante a internação, evoluiu com piora do padrão respiratório, queda da saturação de oxigênio e necessidade de sedação, intubação e ventilação mecânica invasiva. Considerando a gravidade do quadro clínico, foi indicada plasmaférese terapêutica com o objetivo de remover os autoanticorpos circulantes responsáveis pela disfunção da junção neuromuscular. Foram realizadas cinco sessões em dias alternados, conforme protocolo institucional. Ao término do tratamento, observou-se melhora clínica significativa, com recuperação progressiva da força muscular, melhora da mobilidade, redução do comprometimento respiratório e estabilização do quadro neurológico, permitindo evolução favorável durante a internação. Conclusão: O presente caso reforça a importância da plasmaférese terapêutica como estratégia eficaz no tratamento da crise miastênica, especialmente em pacientes com comprometimento respiratório grave. A rápida remoção dos autoanticorpos circulantes contribui para a recuperação clínica e pode reduzir o tempo de ventilação mecânica e de internação, quando associada ao tratamento imunológico e às medidas de suporte intensivo.
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RIS
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: A miastenia gravis é uma doença autoimune crônica caracterizada pela produção de autoanticorpos contra componentes neuromusculares, principalmente os receptores de acetilcolina, comprometendo a transmissão do impulso nervoso para o músculo. Como consequência, os pacientes apresentam episódios de fraqueza muscular, podendo manifestar ptose palpebral, diplopia, disfagia e fraqueza dos membros. Nos casos mais graves, ocorre comprometimento da musculatura respiratória, caracterizando a crise miastênica, uma emergência médica associada à insuficiência respiratória e necessidade de suporte ventilatório. Diversos fatores podem desencadear a crise, como infecções, procedimentos cirúrgicos, estresse físico ou emocional e o uso de determinados medicamentos. Entre as terapias disponíveis para o manejo da crise miastênica destacam-se a imunoglobulina intravenosa e a plasmaférese terapêutica, ambas com rápida ação imunomoduladora. A plasmaférese promove a remoção do plasma contendo autoanticorpos circulantes, com reposição por solução apropriada, reduzindo a carga de anticorpos patogênicos e favorecendo a recuperação da função neuromuscular. Objetivo: Relatar um caso clínico de paciente com crise miastênica submetida à plasmaférese terapêutica, descrevendo sua evolução clínica e destacando a eficácia do procedimento no tratamento da miastenia gravis. Material e métodos: Trata-se de um relato de caso, de caráter descritivo e retrospectivo, elaborado a partir da análise de prontuário de uma paciente atendida pelo Grupo GSH em um hospital da cidade de Curitiba, Paraná. Foram coletadas informações referentes às características clínicas, comorbidades, evolução durante a internação, indicação da plasmaférese, número de sessões realizadas e resposta ao tratamento. Resultados e discussão: Paciente do sexo feminino, 52 anos, portadora de obesidade e hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, procurou atendimento em pronto-socorro por quadro de crise miastênica recorrente, possivelmente desencadeada por processo infeccioso. Na admissão, apresentava astenia generalizada, insuficiência respiratória, importante redução da força muscular e incapacidade de sustentar a cabeça devido ao comprometimento da musculatura cervical. A paciente possuí diagnóstico de miastenia gravis desde 2019, encontrando-se em tratamento imunoterápico. Durante a internação, evoluiu com piora do padrão respiratório, queda da saturação de oxigênio e necessidade de sedação, intubação e ventilação mecânica invasiva. Considerando a gravidade do quadro clínico, foi indicada plasmaférese terapêutica com o objetivo de remover os autoanticorpos circulantes responsáveis pela disfunção da junção neuromuscular. Foram realizadas cinco sessões em dias alternados, conforme protocolo institucional. Ao término do tratamento, observou-se melhora clínica significativa, com recuperação progressiva da força muscular, melhora da mobilidade, redução do comprometimento respiratório e estabilização do quadro neurológico, permitindo evolução favorável durante a internação. Conclusão: O presente caso reforça a importância da plasmaférese terapêutica como estratégia eficaz no tratamento da crise miastênica, especialmente em pacientes com comprometimento respiratório grave. A rápida remoção dos autoanticorpos circulantes contribui para a recuperação clínica e pode reduzir o tempo de ventilação mecânica e de internação, quando associada ao tratamento imunológico e às medidas de suporte intensivo.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -