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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

FENÓTIPO RhD FRACO EM DOAÇÕES DE SANGUE: SÉRIE HISTÓRICA DE DEZ ANOS NA FUNDAÇÃO HEMOPA

  1. 1Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (HEMOPA), Belém, PA, Brasil

Abstract

Introdução: A determinação correta do antígeno RhD é fundamental para a segurança transfusional. O teste confirmatório em amostras inicialmente RhD negativas identifica o fenótipo RhD fraco, evitando classificações incorretas. Objetivo: Descrever a frequência do RhD fraco em doações de sangue na Fundação HEMOPA e comparar os resultados com a literatura. Material e métodos: Estudo retrospectivo, descritivo, realizado com dados laboratoriais da unidade sede da Fundação HEMOPA (Belém-PA), entre julho de 2016 e dezembro de 2025. Foram analisados dados agregados por ano, extraídos de relatório institucional do sistema SBS Web, referentes às doações inicialmente classificadas como RhD negativas na tipagem ABO/RhD por gel-centrifugação automatizada (IH-1000®, Bio-Rad). As amostras foram submetidas ao teste confirmatório com ID-Diaclon Anti-D em cartões LISS/Coombs (Bio-Rad). Não foram aplicados critérios de exclusão, sendo utilizados integralmente os dados estatísticos disponibilizados pelo sistema. Os registros referem-se a doações, sem controle de doadores repetidos. Os dados foram utilizados de forma agregada e anonimizada, sem acesso a informações identificáveis, em conformidade com a legislação vigente em ética em pesquisa, mediante autorização institucional do gerente do laboratório. Resultados: Foram realizados 42.963 testes confirmatórios de RhD, identificando-se 1.797 doações com fenótipo RhD fraco, uma frequência global de 4,18% (1.797/42.963). As frequências anuais variaram de 2,74% (57/2.080) em 2016 (julho-dezembro) a 5,07% (239/4.718) em 2019. Nos dois últimos anos, os índices mantiveram-se estáveis: 4,60% (212/4.609) em 2024 e 4,61% (211/4.575) em 2025. Discussão: A frequência observada foi semelhante à descrita por Patel et al. (3,66%) em triagens semelhantes. Schmidt et al. reforçam a importância desse teste para a correta classificação sorológica, enquanto Dezan et al. demonstram a elevada diversidade de variantes RhD na população brasileira. Como a unidade de análise baseou-se em doações (sem rastreio de doadores repetidos), há um potencial viés de superestimação da frequência comparada a doadores únicos. Apesar da escassez de estudos nacionais multicêntricos, os achados fornecem uma estimativa consistente da ocorrência do fenótipo na rotina hemoterápica regional ao longo de dez anos. Conclusão: A frequência de 4,18% de RhD fraco reforça a necessidade do teste confirmatório na triagem de doações. A estabilidade na série histórica contribui para o conhecimento epidemiológico da distribuição desse fenótipo na população atendida pela Fundação HEMOPA.

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AB  - Introdução: A determinação correta do antígeno RhD é fundamental para a segurança transfusional. O teste confirmatório em amostras inicialmente RhD negativas identifica o fenótipo RhD fraco, evitando classificações incorretas. Objetivo: Descrever a frequência do RhD fraco em doações de sangue na Fundação HEMOPA e comparar os resultados com a literatura. Material e métodos: Estudo retrospectivo, descritivo, realizado com dados laboratoriais da unidade sede da Fundação HEMOPA (Belém-PA), entre julho de 2016 e dezembro de 2025. Foram analisados dados agregados por ano, extraídos de relatório institucional do sistema SBS Web, referentes às doações inicialmente classificadas como RhD negativas na tipagem ABO/RhD por gel-centrifugação automatizada (IH-1000®, Bio-Rad). As amostras foram submetidas ao teste confirmatório com ID-Diaclon Anti-D em cartões LISS/Coombs (Bio-Rad). Não foram aplicados critérios de exclusão, sendo utilizados integralmente os dados estatísticos disponibilizados pelo sistema. Os registros referem-se a doações, sem controle de doadores repetidos. Os dados foram utilizados de forma agregada e anonimizada, sem acesso a informações identificáveis, em conformidade com a legislação vigente em ética em pesquisa, mediante autorização institucional do gerente do laboratório. Resultados: Foram realizados 42.963 testes confirmatórios de RhD, identificando-se 1.797 doações com fenótipo RhD fraco, uma frequência global de 4,18% (1.797/42.963). As frequências anuais variaram de 2,74% (57/2.080) em 2016 (julho-dezembro) a 5,07% (239/4.718) em 2019. Nos dois últimos anos, os índices mantiveram-se estáveis: 4,60% (212/4.609) em 2024 e 4,61% (211/4.575) em 2025. Discussão: A frequência observada foi semelhante à descrita por Patel et al. (3,66%) em triagens semelhantes. Schmidt et al. reforçam a importância desse teste para a correta classificação sorológica, enquanto Dezan et al. demonstram a elevada diversidade de variantes RhD na população brasileira. Como a unidade de análise baseou-se em doações (sem rastreio de doadores repetidos), há um potencial viés de superestimação da frequência comparada a doadores únicos. Apesar da escassez de estudos nacionais multicêntricos, os achados fornecem uma estimativa consistente da ocorrência do fenótipo na rotina hemoterápica regional ao longo de dez anos. Conclusão: A frequência de 4,18% de RhD fraco reforça a necessidade do teste confirmatório na triagem de doações. A estabilidade na série histórica contribui para o conhecimento epidemiológico da distribuição desse fenótipo na população atendida pela Fundação HEMOPA.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -