OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, EDUCAÇÃO EM SAÚDE E PERTENCIMENTO TERRITORIAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM PESSOAS COM HEMOFILIA NA AMAZÔNIA PARAENSE
4 affiliations
- 1Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), Belém, PA, Brasil
- 2Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
- 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Portugal
- 4Centro Universitário Cidade Verde, Maringá, PR, Brasil
Abstract
Introdução: A hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária que exige acompanhamento contínuo, autocuidado, inclusão social e qualidade de vida. Além dos aspectos clínicos, o cuidado requer fortalecimento de vínculos familiares, sociais e institucionais. Atividades educativas em ambientes comunitários e culturalmente significativos podem ampliar a compreensão do processo saúde-doença e favorecer abordagens integrais. Alinhada à Agenda 2030, a iniciativa integrou promoção da saúde, educação em saúde e valorização do patrimônio socioambiental amazônico. Objetivo: Descrever uma ação sociocultural e educativa realizada em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia com pacientes e familiares acompanhados por serviço público de referência em hematologia, destacando sua contribuição para a promoção da saúde, o pertencimento territorial e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Método: Relato de experiência descritivo referente à atividade realizada em abril de 2026 no Bosque Rodrigues Alves, em Belém, Pará. A ação foi promovida pela Fundação HEMOPA, em parceria com a Associação de Pessoas com Hemofilia no Estado do Pará e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Participaram 48 pacientes com hemofilia e familiares, 28 profissionais. As atividades incluíram caminhada ecológica guiada, rodas de conversa e dinâmicas educativas sobre autocuidado, convivência, qualidade de vida, meio ambiente e identidade amazônica. Por se tratar de relato de experiência decorrente de atividade institucional de educação em saúde, sem intervenção de pesquisa, dados sensíveis ou identificação individual, o estudo dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, segundo as Resoluções CNS n° 466/2012 e n° 510/2016 e a Lei n° 14.874/2024. Resultados: Participaram da ação 76 pessoas. O ambiente natural favoreceu adesão, interação entre usuários, familiares e equipe, além de ampliar espaços de acolhimento e escuta. As rodas de conversa possibilitaram compartilhamento de experiências sobre o viver com hemofilia, enquanto as atividades educativas reforçaram orientações sobre autocuidado e qualidade de vida. Houve envolvimento nas discussões sobre preservação ambiental e biodiversidade amazônica, reconhecendo o território como elemento constitutivo da saúde e do bem-estar (ODS 3). Discussão: A experiência demonstrou que atividades em espaços socioambientais ampliam práticas de educação em saúde e favorecem abordagens participativas e humanizadas. O contato com a natureza e elementos da identidade amazônica promoveu reflexões sobre pertencimento territorial, cidadania e qualidade de vida. A articulação entre saúde, educação, cultura e meio ambiente evidenciou a potência das ações intersetoriais para o cuidado integral. Sob a perspectiva da Agenda 2030, a atividade dialogou com os ODS 3, 4, 10, 11 e 15, ao promover saúde e bem-estar, educação em ambiente não formal, inclusão social, ocupação cidadã de espaço público e valorização do patrimônio natural amazônico. Conclusão: A ação foi estratégia exitosa de promoção da saúde, educação em saúde e pertencimento territorial. O uso de espaço socioambiental amazônico favoreceu integração entre cuidado, convivência, aprendizagem e valorização ambiental, contribuindo para práticas humanizadas e inclusivas.
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AU - Cristina Socorro Mendes dos Santos SANTOS
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AB - Introdução: A hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária que exige acompanhamento contínuo, autocuidado, inclusão social e qualidade de vida. Além dos aspectos clínicos, o cuidado requer fortalecimento de vínculos familiares, sociais e institucionais. Atividades educativas em ambientes comunitários e culturalmente significativos podem ampliar a compreensão do processo saúde-doença e favorecer abordagens integrais. Alinhada à Agenda 2030, a iniciativa integrou promoção da saúde, educação em saúde e valorização do patrimônio socioambiental amazônico. Objetivo: Descrever uma ação sociocultural e educativa realizada em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia com pacientes e familiares acompanhados por serviço público de referência em hematologia, destacando sua contribuição para a promoção da saúde, o pertencimento territorial e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Método: Relato de experiência descritivo referente à atividade realizada em abril de 2026 no Bosque Rodrigues Alves, em Belém, Pará. A ação foi promovida pela Fundação HEMOPA, em parceria com a Associação de Pessoas com Hemofilia no Estado do Pará e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Participaram 48 pacientes com hemofilia e familiares, 28 profissionais. As atividades incluíram caminhada ecológica guiada, rodas de conversa e dinâmicas educativas sobre autocuidado, convivência, qualidade de vida, meio ambiente e identidade amazônica. Por se tratar de relato de experiência decorrente de atividade institucional de educação em saúde, sem intervenção de pesquisa, dados sensíveis ou identificação individual, o estudo dispensa apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, segundo as Resoluções CNS n° 466/2012 e n° 510/2016 e a Lei n° 14.874/2024. Resultados: Participaram da ação 76 pessoas. O ambiente natural favoreceu adesão, interação entre usuários, familiares e equipe, além de ampliar espaços de acolhimento e escuta. As rodas de conversa possibilitaram compartilhamento de experiências sobre o viver com hemofilia, enquanto as atividades educativas reforçaram orientações sobre autocuidado e qualidade de vida. Houve envolvimento nas discussões sobre preservação ambiental e biodiversidade amazônica, reconhecendo o território como elemento constitutivo da saúde e do bem-estar (ODS 3). Discussão: A experiência demonstrou que atividades em espaços socioambientais ampliam práticas de educação em saúde e favorecem abordagens participativas e humanizadas. O contato com a natureza e elementos da identidade amazônica promoveu reflexões sobre pertencimento territorial, cidadania e qualidade de vida. A articulação entre saúde, educação, cultura e meio ambiente evidenciou a potência das ações intersetoriais para o cuidado integral. Sob a perspectiva da Agenda 2030, a atividade dialogou com os ODS 3, 4, 10, 11 e 15, ao promover saúde e bem-estar, educação em ambiente não formal, inclusão social, ocupação cidadã de espaço público e valorização do patrimônio natural amazônico. Conclusão: A ação foi estratégia exitosa de promoção da saúde, educação em saúde e pertencimento territorial. O uso de espaço socioambiental amazônico favoreceu integração entre cuidado, convivência, aprendizagem e valorização ambiental, contribuindo para práticas humanizadas e inclusivas.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -