“MULHERES QUE SANGRAM” - CARTILHA EDUCATIVA PARA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE SANGRAMENTO MENSTRUAL ABUNDANTE COMO MANIFESTAÇÃO DE DOENÇAS HEMORRÁGICAS HEREDITÁRIAS
- 1Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
- 2Centro Estadual de Hemoterapia e Hematologia Marcos Daniel Santos (HEMOES), Vitória, ES, Brasil
- 3Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vila Velha, ES, Brasil
Abstract
Introdução: O diagnóstico das coagulopatias hereditárias em mulheres permanece frequentemente tardio, devido à dificuldade em diferenciar manifestações menstruais fisiológicas de sangramentos anormais e à naturalização histórica do fluxo menstrual excessivo. O sangramento menstrual abundante (SMA) constitui uma importante manifestação hemorrágica, descrita em mulheres com hemofilia e doença de von Willebrand, podendo impactar a qualidade de vida e atrasar o diagnóstico. Estratégias educativas direcionadas ao reconhecimento precoce desses sinais ainda são limitadas, especialmente entre mulheres jovens. O conceito “Mulheres que Sangram” busca desnaturalizar o sangramento excessivo e ampliar o conhecimento sobre sinais de alerta para doenças hemorrágicas hereditárias. Objetivo: Desenvolver e validar uma cartilha informativa, intitulada ''Mulheres que Sangram'', voltada ao público feminino juvenil, utilizando estratégias de tradução do conhecimento para esclarecer os parâmetros do fluxo menstrual normal e alterado, favorecendo a identificação precoce de doenças hemorrágicas hereditárias e estimulando a busca por avaliação especializada. Metodologia: Trata-se de um estudo metodológico para o desenvolvimento de uma tecnologia educacional em saúde. A cartilha foi fundamentada em revisão narrativa da literatura sobre manifestações ginecológicas das coagulopatias hereditárias e saúde menstrual. O conteúdo utiliza linguagem simples e acolhedora, ilustrações didáticas, dados evidenciados, checklist de sintomas hemorrágicos (sangramento >7 dias, fluxo intenso, coágulos, troca frequente de absorventes, anemia) e QR Code para envio de dúvidas à equipe pesquisadora. Demonstrando que mulheres podem ter manifestações hemorrágicas mesmo com o coagulograma normal. Disponibilizada em formatos digital e impresso, com distribuição em escolas para alcançar adolescentes em fase de menarca, e em hospitais, ambulatórios e unidades de saúde, auxiliando pacientes, familiares e profissionais na identificação de sinais de alerta. O material passará por validação de conteúdo e aparência com juízes especialistas e público-alvo. Ademais, foi financiado pela FAPES (Edital n° 13/2025), PPSUS (Edital n° 17/2024) e aprovado pelo CEP/UFES (CAAE: 85090824.4.0000.5060). Resultados: A ação resultou na elaboração de uma ferramenta educativa direcionada ao reconhecimento precoce de sinais hemorrágicos em mulheres. A cartilha representa uma estratégia de busca ativa e educação em saúde, com potencial para reduzir barreiras relacionadas ao diagnóstico das coagulopatias hereditárias e fortalecer a assistência hematológica no SUS. O conceito ''Mulheres que Sangram'' consolidou-se como fio condutor para conscientização e empoderamento feminino. Discussão/Conclusão: A cartilha ''Mulheres que Sangram'' é uma estratégia inovadora de tradução do conhecimento e educação em saúde, promovendo equidade no acesso à informação e ao diagnóstico especializado. Ao combater a naturalização do sofrimento menstrual, tem alto potencial de replicabilidade e contribui para o diagnóstico oportuno, aconselhamento genético e melhoria da qualidade de vida de mulheres com coagulopatias hereditárias no SUS.
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AU - Arthur Ribeiro PÊGOS
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AU - Lais Sartório SARDENBERG
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AU - Gabriel Trevisani VILELA
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AU - Alessandra Nunes Loureiro PREZOTTI
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DA - 2026/10/23
JO - Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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AB - Introdução: O diagnóstico das coagulopatias hereditárias em mulheres permanece frequentemente tardio, devido à dificuldade em diferenciar manifestações menstruais fisiológicas de sangramentos anormais e à naturalização histórica do fluxo menstrual excessivo. O sangramento menstrual abundante (SMA) constitui uma importante manifestação hemorrágica, descrita em mulheres com hemofilia e doença de von Willebrand, podendo impactar a qualidade de vida e atrasar o diagnóstico. Estratégias educativas direcionadas ao reconhecimento precoce desses sinais ainda são limitadas, especialmente entre mulheres jovens. O conceito “Mulheres que Sangram” busca desnaturalizar o sangramento excessivo e ampliar o conhecimento sobre sinais de alerta para doenças hemorrágicas hereditárias. Objetivo: Desenvolver e validar uma cartilha informativa, intitulada ''Mulheres que Sangram'', voltada ao público feminino juvenil, utilizando estratégias de tradução do conhecimento para esclarecer os parâmetros do fluxo menstrual normal e alterado, favorecendo a identificação precoce de doenças hemorrágicas hereditárias e estimulando a busca por avaliação especializada. Metodologia: Trata-se de um estudo metodológico para o desenvolvimento de uma tecnologia educacional em saúde. A cartilha foi fundamentada em revisão narrativa da literatura sobre manifestações ginecológicas das coagulopatias hereditárias e saúde menstrual. O conteúdo utiliza linguagem simples e acolhedora, ilustrações didáticas, dados evidenciados, checklist de sintomas hemorrágicos (sangramento >7 dias, fluxo intenso, coágulos, troca frequente de absorventes, anemia) e QR Code para envio de dúvidas à equipe pesquisadora. Demonstrando que mulheres podem ter manifestações hemorrágicas mesmo com o coagulograma normal. Disponibilizada em formatos digital e impresso, com distribuição em escolas para alcançar adolescentes em fase de menarca, e em hospitais, ambulatórios e unidades de saúde, auxiliando pacientes, familiares e profissionais na identificação de sinais de alerta. O material passará por validação de conteúdo e aparência com juízes especialistas e público-alvo. Ademais, foi financiado pela FAPES (Edital n° 13/2025), PPSUS (Edital n° 17/2024) e aprovado pelo CEP/UFES (CAAE: 85090824.4.0000.5060). Resultados: A ação resultou na elaboração de uma ferramenta educativa direcionada ao reconhecimento precoce de sinais hemorrágicos em mulheres. A cartilha representa uma estratégia de busca ativa e educação em saúde, com potencial para reduzir barreiras relacionadas ao diagnóstico das coagulopatias hereditárias e fortalecer a assistência hematológica no SUS. O conceito ''Mulheres que Sangram'' consolidou-se como fio condutor para conscientização e empoderamento feminino. Discussão/Conclusão: A cartilha ''Mulheres que Sangram'' é uma estratégia inovadora de tradução do conhecimento e educação em saúde, promovendo equidade no acesso à informação e ao diagnóstico especializado. Ao combater a naturalização do sofrimento menstrual, tem alto potencial de replicabilidade e contribui para o diagnóstico oportuno, aconselhamento genético e melhoria da qualidade de vida de mulheres com coagulopatias hereditárias no SUS.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -