PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS MARCADORES INFECCIOSOS EM DOADORES DE SANGUE DO HEMOMAR NO PERÍODO DE 2022 A 2025
- 1Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (HEMOMAR), São Luís, MA, Brasil
Abstract
Introdução: A segurança transfusional depende da associação entre triagem clínica, testes laboratoriais de elevada sensibilidade e monitoramento contínuo dos marcadores infecciosos. Estudos epidemiológicos permitem acompanhar tendências infecciosas e melhoria contínua dos processos laboratoriais. O presente estudo descreve a evolução dos principais indicadores do Laboratório de Sorologia do Hemomar entre 2022 e 2025. Objetivos: Analisar a evolução dos marcadores infecciosos e dos indicadores laboratoriais do Hemomar entre 2022 e 2025. Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo realizado com base nos indicadores consolidados do Laboratório de Sorologia referentes ao período de janeiro de 2022 a dezembro de 2025. Foram avaliados os marcadores Anti-HBc, HBsAg, Anti-HCV, HIV, HTLV, Sífilis, Doença de Chagas, Malária e indicadores do NAT para HBV e HCV, além do número de amostras liberadas, bolsas bloqueadas e repetições analíticas. Foram utilizadas frequências absolutas e análise descritiva anuais. Resultados: No período de 2022 a 2025, foram analisadas 354.345 amostras de doadores de sangue, das quais 15.444 (4,36%) apresentaram bloqueio sorológico, resultando em 14.871 repetições de testes para confirmação. Entre os marcadores infecciosos, o anti-HBc foi o mais prevalente (5.339 casos), seguido pela sífilis (6.155 casos), que apresentou tendência de aumento ao longo do período, atingindo o maior número de ocorrências em 2025. Os marcadores para HCV (1.503), HBsAg (722), HIV (574), HTLV (1.008) e doença de Chagas (605) permaneceram relativamente estáveis, com pequenas oscilações anuais. A pesquisa para malária apresentou baixa positividade durante todo o período (30 casos), assim como o NAT para HBV (142) e NAT para HCV (25), evidenciando baixa frequência de infecções detectadas exclusivamente por biologia molecular. Discussão: Diante dos resultados observou-se estabilidade mesmo diante do aumento da demanda. A redução das repetições sugere maior robustez dos processos laboratoriais, possivelmente relacionada à padronização de rotinas e melhoria do desempenho analítico. A persistência do Anti-HBc como principal marcador acompanha o perfil observado em diversos hemocentros brasileiros. O crescimento da sífilis merece atenção, pois pode refletir mudanças no cenário epidemiológico e reforça a necessidade de ações de educação em saúde e vigilância. A redução dos casos de doença de Chagas pode indicar impacto positivo das medidas de controle epidemiológico e da seleção clínica dos candidatos à doação. Conclusão: O perfil epidemiológico observado evidencia predominância dos marcadores Anti-HBc e Sífilis, aumento da produtividade do laboratório e redução expressiva das repetições analíticas. Os resultados podem ajudar na elaboração de estratégias de vigilância epidemiológica, qualificação da triagem de doadores e fortalecimento da segurança transfusional no Hemomar.
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AB - Introdução: A segurança transfusional depende da associação entre triagem clínica, testes laboratoriais de elevada sensibilidade e monitoramento contínuo dos marcadores infecciosos. Estudos epidemiológicos permitem acompanhar tendências infecciosas e melhoria contínua dos processos laboratoriais. O presente estudo descreve a evolução dos principais indicadores do Laboratório de Sorologia do Hemomar entre 2022 e 2025. Objetivos: Analisar a evolução dos marcadores infecciosos e dos indicadores laboratoriais do Hemomar entre 2022 e 2025. Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo realizado com base nos indicadores consolidados do Laboratório de Sorologia referentes ao período de janeiro de 2022 a dezembro de 2025. Foram avaliados os marcadores Anti-HBc, HBsAg, Anti-HCV, HIV, HTLV, Sífilis, Doença de Chagas, Malária e indicadores do NAT para HBV e HCV, além do número de amostras liberadas, bolsas bloqueadas e repetições analíticas. Foram utilizadas frequências absolutas e análise descritiva anuais. Resultados: No período de 2022 a 2025, foram analisadas 354.345 amostras de doadores de sangue, das quais 15.444 (4,36%) apresentaram bloqueio sorológico, resultando em 14.871 repetições de testes para confirmação. Entre os marcadores infecciosos, o anti-HBc foi o mais prevalente (5.339 casos), seguido pela sífilis (6.155 casos), que apresentou tendência de aumento ao longo do período, atingindo o maior número de ocorrências em 2025. Os marcadores para HCV (1.503), HBsAg (722), HIV (574), HTLV (1.008) e doença de Chagas (605) permaneceram relativamente estáveis, com pequenas oscilações anuais. A pesquisa para malária apresentou baixa positividade durante todo o período (30 casos), assim como o NAT para HBV (142) e NAT para HCV (25), evidenciando baixa frequência de infecções detectadas exclusivamente por biologia molecular. Discussão: Diante dos resultados observou-se estabilidade mesmo diante do aumento da demanda. A redução das repetições sugere maior robustez dos processos laboratoriais, possivelmente relacionada à padronização de rotinas e melhoria do desempenho analítico. A persistência do Anti-HBc como principal marcador acompanha o perfil observado em diversos hemocentros brasileiros. O crescimento da sífilis merece atenção, pois pode refletir mudanças no cenário epidemiológico e reforça a necessidade de ações de educação em saúde e vigilância. A redução dos casos de doença de Chagas pode indicar impacto positivo das medidas de controle epidemiológico e da seleção clínica dos candidatos à doação. Conclusão: O perfil epidemiológico observado evidencia predominância dos marcadores Anti-HBc e Sífilis, aumento da produtividade do laboratório e redução expressiva das repetições analíticas. Os resultados podem ajudar na elaboração de estratégias de vigilância epidemiológica, qualificação da triagem de doadores e fortalecimento da segurança transfusional no Hemomar.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -