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186,125 studies31 sourcesUpdated 55 min ago
Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

DISTRIBUIÇÃO DOS ANTÍGENOS K (KEL1) E K (KEL2) EM DOADORES DE SANGUE DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO SUL DO BRASIL

  1. 1Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Porto Alegre, RS, Brasil

Abstract

Introdução: O sistema sanguíneo Kell (ISBT 006) está entre os mais importantes na prática transfusional devido à elevada imunogenicidade de seus antígenos, especialmente o K (KEL1). Os anticorpos anti-K estão associados a reações hemolíticas transfusionais e à doença hemolítica do feto e do recém-nascido, podendo ocasionar quadros graves em decorrência da supressão da eritropoese fetal. A fenotipagem eritrocitária do sistema Kell contribui para a seleção de hemocomponentes compatíveis, reduz o risco de aloimunização em pacientes politransfundidos e auxilia na assistência transfusional de mulheres em idade fértil e gestantes. Objetivo: Descrever a distribuição dos antígenos K (KEL1) e k (KEL2) em doadores de sangue atendidos pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), contribuindo para o conhecimento do perfil fenotípico dos doadores atendidos e para o planejamento transfusional. Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo realizado a partir dos registros de fenotipagem eritrocitária armazenados no sistema informatizado Hemote Plus®. Foram incluídos todos os doadores testados para o antígeno K (KEL1) até julho de 2026. Nos doadores com resultado positivo para K, foi realizada pesquisa complementar do antígeno k (KEL2), sempre que possível. Os dados foram organizados e analisados no Microsoft Excel® 2013, sendo determinadas as frequências observadas. Resultados: Foram avaliados 16.971 doadores fenotipados para o antígeno K, dos quais 1.123 (6,6%) apresentaram resultado positivo e 15.848 (93,4%) foram K negativos. Entre os 900 doadores K positivos submetidos à pesquisa do antígeno k, 887 (98,6%) apresentaram o fenótipo K+k+, enquanto 13 (1,4%) apresentaram o fenótipo K+k−. Os demais doadores K positivos correspondiam a registros anteriores à implantação da pesquisa rotineira do antígeno k ou ainda não haviam sido submetidos à fenotipagem complementar. Discussão: A frequência do antígeno K observada neste estudo foi semelhante à descrita na literatura para populações brasileiras e de ascendência europeia, nas quais aproximadamente 90% dos indivíduos são K negativos. Entre os doadores K positivos avaliados para o antígeno k, predominou o fenótipo K+k+, sendo o fenótipo K+k− incomum, conforme esperado. O conhecimento dessa distribuição contribui para o gerenciamento do estoque de hemocomponentes fenotipados, agiliza a seleção de unidades compatíveis para pacientes aloimunizados e reforça a importância da fenotipagem do sistema Kell na prevenção da aloimunização, especialmente em pacientes politransfundidos e mulheres em idade fértil. Conclusão: A maioria dos doadores do Serviço de Hemoterapia do GHC avaliados apresentou ausência do antígeno K, enquanto o fenótipo K+k+ predominou entre os indivíduos submetidos à pesquisa complementar do antígeno k. Os resultados são concordantes com os descritos na literatura e fornecem subsídios para o planejamento do estoque de hemocomponentes fenotipados, a seleção de unidades compatíveis e o fortalecimento das estratégias de segurança transfusional.

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AB  - Introdução: O sistema sanguíneo Kell (ISBT 006) está entre os mais importantes na prática transfusional devido à elevada imunogenicidade de seus antígenos, especialmente o K (KEL1). Os anticorpos anti-K estão associados a reações hemolíticas transfusionais e à doença hemolítica do feto e do recém-nascido, podendo ocasionar quadros graves em decorrência da supressão da eritropoese fetal. A fenotipagem eritrocitária do sistema Kell contribui para a seleção de hemocomponentes compatíveis, reduz o risco de aloimunização em pacientes politransfundidos e auxilia na assistência transfusional de mulheres em idade fértil e gestantes. Objetivo: Descrever a distribuição dos antígenos K (KEL1) e k (KEL2) em doadores de sangue atendidos pelo Serviço de Hemoterapia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), contribuindo para o conhecimento do perfil fenotípico dos doadores atendidos e para o planejamento transfusional. Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo realizado a partir dos registros de fenotipagem eritrocitária armazenados no sistema informatizado Hemote Plus®. Foram incluídos todos os doadores testados para o antígeno K (KEL1) até julho de 2026. Nos doadores com resultado positivo para K, foi realizada pesquisa complementar do antígeno k (KEL2), sempre que possível. Os dados foram organizados e analisados no Microsoft Excel® 2013, sendo determinadas as frequências observadas. Resultados: Foram avaliados 16.971 doadores fenotipados para o antígeno K, dos quais 1.123 (6,6%) apresentaram resultado positivo e 15.848 (93,4%) foram K negativos. Entre os 900 doadores K positivos submetidos à pesquisa do antígeno k, 887 (98,6%) apresentaram o fenótipo K+k+, enquanto 13 (1,4%) apresentaram o fenótipo K+k−. Os demais doadores K positivos correspondiam a registros anteriores à implantação da pesquisa rotineira do antígeno k ou ainda não haviam sido submetidos à fenotipagem complementar. Discussão: A frequência do antígeno K observada neste estudo foi semelhante à descrita na literatura para populações brasileiras e de ascendência europeia, nas quais aproximadamente 90% dos indivíduos são K negativos. Entre os doadores K positivos avaliados para o antígeno k, predominou o fenótipo K+k+, sendo o fenótipo K+k− incomum, conforme esperado. O conhecimento dessa distribuição contribui para o gerenciamento do estoque de hemocomponentes fenotipados, agiliza a seleção de unidades compatíveis para pacientes aloimunizados e reforça a importância da fenotipagem do sistema Kell na prevenção da aloimunização, especialmente em pacientes politransfundidos e mulheres em idade fértil. Conclusão: A maioria dos doadores do Serviço de Hemoterapia do GHC avaliados apresentou ausência do antígeno K, enquanto o fenótipo K+k+ predominou entre os indivíduos submetidos à pesquisa complementar do antígeno k. Os resultados são concordantes com os descritos na literatura e fornecem subsídios para o planejamento do estoque de hemocomponentes fenotipados, a seleção de unidades compatíveis e o fortalecimento das estratégias de segurança transfusional.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -