PROJETO ÁRVORE DA VIDA: ESTRATÉGIA DE FIDELIZAÇÃO DE DOADORES DE SANGUE E SEU IMPACTO NA SEGURANÇA TRANSFUSIONAL
- 1Hemobanco - Grupo Pulsa PR, Curitiba, PR, Brasil
Abstract
Introdução: A segurança transfusional e a manutenção dos estoques de sangue dependem diretamente da participação de doadores de repetição — definidos pela portaria vigente como aqueles com duas ou mais doações em 12 meses —, grupo com menor índice de marcadores sorológicos reagentes. Programas de fidelização que reforçam o vínculo simbólico entre o doador e o serviço de hemoterapia consolidaram-se como ferramenta de retenção. O presente artigo descreve o Projeto Árvore da Vida, iniciativa do Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Paraná implantada em 2003 para fortalecer a fidelização de doadores por meio de reconhecimento à doação. Objetivo: Descrever a estrutura, os critérios de elegibilidade e os resultados do Projeto Árvore da Vida, avaliando seu impacto na fidelização, no índice de doadores de repetição e na evolução do índice de sorologia reagente entre 2015 e 2025. Método: Estudo descritivo retrospectivo, baseado em dados institucionais internos coletados entre 2003 e 2025. Foram analisados o número anual de integrantes, os critérios de elegibilidade, o índice de doadores de repetição do último ano e os índices de sorologia reagente de 2015 (1,99%) e 2025 (1,04%). Os resultados foram interpretados à luz da literatura nacional e internacional. Resultados: O projeto homenageia, com gravação do nome em placas de bronze afixadas em uma árvore física instalada na recepção, os doadores que atingem: 15 doações para homens e 12 para mulheres em 5 anos (16–61 anos); ou 5 doações para ambos os sexos nos últimos 5 anos (61–69 anos). De 2003 a 2025, os integrantes passaram de 46 para 966 — aumento absoluto de 920 doadores e crescimento relativo de 2.000% —, com recuos pontuais em 2004 e 2006 atribuíveis à maturação inicial dos critérios. No último ano, o índice de doadores de repetição foi de 42%, superior à média de 39,70% do 9º Boletim de Produção Hemoterápica para serviços de hemoterapia que atendem convênio/SUS. A sorologia reagente caiu de 1,99% para 1,04% — queda absoluta de 0,95 ponto percentual e redução relativa de 47,7% —, movimento alinhado à expansão do projeto. Entre os fatores críticos estão: exposição da árvore física na recepção, comunicação ativa por canais digitais — com destaque para plataformas de mensagens instantâneas desde 2023 —, tratamento de excelência ao doador e ações no Dia Nacional do Doador de Sangue. Mudanças regulatórias ampliaram a idade máxima para 67 anos em 2013 e para 69 anos, 11 meses e 29 dias em 2014, impactando taxas de evasão nos anos seguintes. Com a fusão entre dois grandes grupos de hemoterapia, o projeto foi replicado para unidades em sete estados brasileiros, em uma organização com presença em mais de 18 estados e 150 cidades. Conclusão: Ao longo de 22 anos, o Projeto Árvore da Vida consolidou-se como estratégia eficaz e replicável de fidelização, com salto de 46 para 966 integrantes, índice de doadores de repetição de 42% e queda simultânea do índice de sorologia reagente de 1,99% para 1,04% entre 2015 e 2025. Os resultados reforçam que o reconhecimento simbólico do doador é eixo estratégico para a sustentabilidade dos estoques e a elevação da segurança transfusional, sendo modelo aplicável a outros serviços do mesmo grupo.
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PY - 2026
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AB - Introdução: A segurança transfusional e a manutenção dos estoques de sangue dependem diretamente da participação de doadores de repetição — definidos pela portaria vigente como aqueles com duas ou mais doações em 12 meses —, grupo com menor índice de marcadores sorológicos reagentes. Programas de fidelização que reforçam o vínculo simbólico entre o doador e o serviço de hemoterapia consolidaram-se como ferramenta de retenção. O presente artigo descreve o Projeto Árvore da Vida, iniciativa do Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Paraná implantada em 2003 para fortalecer a fidelização de doadores por meio de reconhecimento à doação. Objetivo: Descrever a estrutura, os critérios de elegibilidade e os resultados do Projeto Árvore da Vida, avaliando seu impacto na fidelização, no índice de doadores de repetição e na evolução do índice de sorologia reagente entre 2015 e 2025. Método: Estudo descritivo retrospectivo, baseado em dados institucionais internos coletados entre 2003 e 2025. Foram analisados o número anual de integrantes, os critérios de elegibilidade, o índice de doadores de repetição do último ano e os índices de sorologia reagente de 2015 (1,99%) e 2025 (1,04%). Os resultados foram interpretados à luz da literatura nacional e internacional. Resultados: O projeto homenageia, com gravação do nome em placas de bronze afixadas em uma árvore física instalada na recepção, os doadores que atingem: 15 doações para homens e 12 para mulheres em 5 anos (16–61 anos); ou 5 doações para ambos os sexos nos últimos 5 anos (61–69 anos). De 2003 a 2025, os integrantes passaram de 46 para 966 — aumento absoluto de 920 doadores e crescimento relativo de 2.000% —, com recuos pontuais em 2004 e 2006 atribuíveis à maturação inicial dos critérios. No último ano, o índice de doadores de repetição foi de 42%, superior à média de 39,70% do 9º Boletim de Produção Hemoterápica para serviços de hemoterapia que atendem convênio/SUS. A sorologia reagente caiu de 1,99% para 1,04% — queda absoluta de 0,95 ponto percentual e redução relativa de 47,7% —, movimento alinhado à expansão do projeto. Entre os fatores críticos estão: exposição da árvore física na recepção, comunicação ativa por canais digitais — com destaque para plataformas de mensagens instantâneas desde 2023 —, tratamento de excelência ao doador e ações no Dia Nacional do Doador de Sangue. Mudanças regulatórias ampliaram a idade máxima para 67 anos em 2013 e para 69 anos, 11 meses e 29 dias em 2014, impactando taxas de evasão nos anos seguintes. Com a fusão entre dois grandes grupos de hemoterapia, o projeto foi replicado para unidades em sete estados brasileiros, em uma organização com presença em mais de 18 estados e 150 cidades. Conclusão: Ao longo de 22 anos, o Projeto Árvore da Vida consolidou-se como estratégia eficaz e replicável de fidelização, com salto de 46 para 966 integrantes, índice de doadores de repetição de 42% e queda simultânea do índice de sorologia reagente de 1,99% para 1,04% entre 2015 e 2025. Os resultados reforçam que o reconhecimento simbólico do doador é eixo estratégico para a sustentabilidade dos estoques e a elevação da segurança transfusional, sendo modelo aplicável a outros serviços do mesmo grupo.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -