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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

PERFIL TRANSFUSIONAL DE HOSPITAL EM CURITIBA ATENDIDO PELO GRUPO GSH

  1. 1Grupo GSH, Curitiba, PR, Brasil

Abstract

Introdução: O perfil transfusional de uma agência transfusional representa um importante indicador para o monitoramento das práticas hemoterápicas, permitindo avaliar a demanda por hemocomponentes, os grupos sanguíneos mais frequentes e os padrões de utilização das transfusões. A análise desses dados contribui para o planejamento estratégico dos estoques, a otimização dos recursos disponíveis e a promoção da segurança transfusional, garantindo assistência adequada aos pacientes atendidos. Objetivo: Descrever e analisar o perfil das transfusões de um hospital atendido pelo Grupo GSH em Curitiba. Material e métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo com dados da agência transfusional GSH no período de 01 de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025. Para coleta dos dados, foram utilizados relatórios do sistema informatizado analisando o tipo de hemocomponentes solicitados, setor hospitalar solicitante, modalidade de transfusão e prevalência do grupo sanguíneo ABO e fator Rh. Resultados: No período, foram realizadas 2.588 transfusões, sendo as diurnas mais significativas, representando 77% do total. O principal setor atendido foi a UTI adulto, com 67% dos atendimentos e a modalidade de transfusão mais encontrada foi a não urgente (54% dos atendimentos). O tipo sanguíneo mais utilizado dentre os hemocomponentes transfundidos foi o tipo “O”, com 46% das transfusões. No que tange ao fator Rh, 85% dos hemocomponentes utilizados eram Rh positivo. Discussão: Durante 2025, a média mensal de transfusões foi de 215 hemocomponentes. O período diurno concentrou a maioria dos procedimentos, em conformidade com as boas práticas transfusionais, que recomendam evitar transfusões noturnas devido ao maior risco de subnotificação de reações. Quanto à modalidade, predominaram as transfusões não urgentes (24h; 54%), seguidas das urgentes (3h; 30%), programadas (10%) e de extrema urgência (4%). O concentrado de hemácias foi o hemocomponente mais utilizado (44%), sendo 33% irradiados. O concentrado de plaquetas representou 36% das transfusões, com 76% irradiadas, evidenciando a importância do atendimento a pacientes oncohematológicos. O crioprecipitado correspondeu a 16% das transfusões e o plasma a 4%. As UTIs concentraram 67% dos atendimentos transfusionais, seguidas pelas unidades de internação (14%), UTIs pediátrica/neonatal (7%), centros cirúrgicos (7%), oncologia/ambulatório (3%) e pronto atendimento (2%). Entre os grupos ABO/Rh, o O+ foi o mais frequente (47%), seguido por A+ (27%), B+ (11%), O− (8%), A− (4%), AB+ (1,5%), B− (1%) e AB− (0,5%). A unidade de Curitiba caracteriza-se pelo atendimento predominante de pacientes oncológicos, especialmente oncohematológicos, e pacientes críticos de UTI, refletindo diretamente no consumo de hemocomponentes. O conhecimento do perfil transfusional, incluindo modalidades, setores atendidos, grupos sanguíneos mais demandados e uso de hemocomponentes especiais, é fundamental para garantir segurança transfusional, atendimento personalizado e adequada gestão de estoques. Conclusão: O conhecimento do perfil transfusional é fundamental para o gerenciamento hemoterápico da unidade. Sua caracterização permite um atendimento seguro, ágil e eficaz. A agência transfusional do Grupo GSH em Curitiba tem como principal perfil o atendimento com hemocomponentes O+, com destaque para o concentrado de hemácias, destinados principalmente a pacientes de UTI adulto, por meio de requisições de rotina no período diurno.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -