HEMOVIGILÂNCIA COMPARTILHADA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECIMENTO DA SEGURANÇA TRANSFUSIONAL: EXPERIÊNCIA DE UM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE
- 1Grupo Pulsa MG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Abstract
Introdução: A hemovigilância é um componente essencial da segurança transfusional, permitindo identificar, investigar e prevenir eventos adversos relacionados ao uso de hemocomponentes. A adoção de estratégias como busca ativa, protocolos assistenciais e educação permanente contribui para reduzir riscos, qualificar os registros e fortalecer a cultura de segurança do paciente. A hemovigilância deve ser uma cultura multidisciplinar dentro das instituições. Objetivo: Descrever a implantação de estratégias de hemovigilância ativa e analisar seu impacto sobre os indicadores de segurança transfusional em um hospital privado de alta complexidade de Belo Horizonte. Material e métodos: Estudo descritivo, retrospectivo, baseado na análise dos indicadores de hemovigilância entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. Foram avaliados o número de transfusões realizadas, a taxa de reações transfusionais, o índice de busca ativa em prontuários e as ações institucionais implantadas para prevenção e monitoramento de eventos adversos. Resultados: No período analisado foram realizadas 7.359 transfusões, observado maior proporção do uso de concentrado de hemácias e concentrado de plaquetas. As taxas mensais de reações transfusionais permaneceram inferiores a 0,5%, variando entre 0% e 0,46%. Dentro das notificações foram identificadas reações febris não hemolíticas, suspeita de edema pulmonar, um caso de sobrecarga volêmica (TACO) e eventos posteriormente descartados após investigação. O indicador de busca ativa manteve-se acima da meta institucional de 90% na maior parte dos meses, favorecendo a identificação de possíveis eventos adversos e reduzindo o risco de subnotificação. Como ações de melhoria foram implantados protocolo institucional para prevenção de TACO, capacitação multiprofissional e implantação da hemovigilância compartilhada entre o serviço de hemoterapia e a equipe assistencial criando alerta no prontuário eletrônico e quadro beira-leito, para acompanhamento do paciente até 24 horas após a transfusão. Discussão: Os resultados demonstram que a associação entre busca ativa, monitoramento sistemático dos indicadores e intervenções educativas fortaleceram a vigilância dos eventos transfusionais. A elevada adesão à busca ativa e a padronização das condutas favoreceram maior rastreabilidade e qualidade das notificações, elementos essenciais para a melhoria contínua da segurança transfusional e retiraram as chances de subnotificação. A implantação da hemovigilância compartilhada junto a equipe assistencial, foi um ganho visto que a enfermagem acompanha esse paciente em todo momento e conhece bem seu quadro clínico, sinais vitais, uso de medicamentos e outras terapias e recebe diretamente as queixas de qualquer sinal ou sintoma que pode estar associado a reação transfusional. Conclusão: A implementação de um programa estruturado de hemovigilância ativa mostrou-se uma estratégia eficaz para fortalecer a segurança transfusional, estimular a cultura de notificação e qualificar a assistência ao paciente. O acompanhamento sistemático dos indicadores permitiu direcionar ações preventivas e consolidar processos assistenciais mais seguros.
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AU - Evelin Pinheiro VIANA
PY - 2026
DA - 2026/10/23
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SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -