ESTRATÉGIA INTERPROFISSIONAL DE HUMANIZAÇÃO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA DOENÇA FALCIFORME: A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO HEMOPA
4 affiliations
- 1Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (HEMOPA), Belém, PA, Brasil
- 2Universidade do Estado do Pará (UEPA), Belém, PA, Brasil
- 3Escola Superior de Enfermagem do Porto, Portugal
- 4Centro Universitário Cidade Verde, Maringá, PR, Brasil
Abstract
Introdução: A doença falciforme (DF) é uma condição genética crônica que demanda acompanhamento longitudinal o cuidado centrado na pessoa através de uma atuação interprofissional articulada. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (19/06) funciona como um marco estratégico para ampliar a visibilidade da patologia e fortalecer a promoção da saúde. Na Fundação HEMOPA, centro de referência na Amazônia, essa mobilização é integrada ao Programa Institucional de Humanização, servindo como ferramenta de educação permanente e fortalecimento dos vínculos entre equipe e usuários. Objetivo: Relatar a experiência de uma ação institucional interprofissional de humanização e educação em saúde alusiva ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, realizado na Fundação HEMOPA. Método Trata-se de um relato de experiência referente a uma ação realizada em 23/06/2026. O planejamento e execução foram conduzidos por uma equipe interprofissional da Coordenação de Atendimento Ambulatorial. A programação foi estruturada com palestras técnico-científica sobre Transplante de Medula Óssea (TMO), Eritocitaferese; metodologias ativas de educação em saúde, relato de vivências de usuários pós TMO, além de apresentação cultural regional. O relato preservou, o anonimato dos participantes, utilizando exclusivamente dados gerenciais agregados, seguindo os princípios éticos da Resolução CNS n° 466/2012 e n° 510/2016 e a Lei n° 14.874/2024. Resultados: A ação contou com 104 participantes, sendo 36 usuários (35%), 38 profissionais (36%), 20 familiares (19%) e 10 residentes/estagiários (10%). Houve predominância do gênero feminino com 82 participantes (79%) e um alcance geográfico significativo: 61 participantes de Belém (59%), 16 da Região Metropolitana (15%) e 27 de outros municípios do estado (26%). A faixa etária mais expressiva foi de 21 a 30 anos com 29 participantes (28%). Destaca-se a apresentação da eritrocitaférese, uma inovação terapêutica recém implantada na instituição; os relatos de experiências dos usuários que realizaram o (TMO). A ação apresentada dispõe de potencial para favorecer o diálogo interprofissional, a troca de experiências e a ampliação do acesso à informação em saúde. Discussão: A construção coletiva da programação evidenciou a eficácia da prática interprofissional. O uso do painel interativo oportunizou um diálogo horizontal, permitindo que relatos de pacientes sobre os desafios de seu itinerário terapêutico e superações causassem impacto emocional e fortalecessem o vínculo de confiança com a equipe. Essa participação ativa confirmou o ressignificado de coexistência com a patologia e a terapêutica, construindo uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e construção de uma nova identidade, onde a doença é parte da própria história, mas não o todo. A inclusão de elementos lúdicos e da apresentação de carimbó valorizou a identidade cultural amazônica, funcionando como estratégia de acolhimento e humanização do ambiente assistencial. Conclusão: A experiência demonstrou que a incorporação da data ao Programa de Humanização transformou uma mobilização internacional em uma estratégia permanente de qualificação do cuidado, podendo contribuir para reflexões sobre estratégias de humanização e educação em saúde em serviços especializados no cuidado à doença falciforme.
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AB - Introdução: A doença falciforme (DF) é uma condição genética crônica que demanda acompanhamento longitudinal o cuidado centrado na pessoa através de uma atuação interprofissional articulada. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (19/06) funciona como um marco estratégico para ampliar a visibilidade da patologia e fortalecer a promoção da saúde. Na Fundação HEMOPA, centro de referência na Amazônia, essa mobilização é integrada ao Programa Institucional de Humanização, servindo como ferramenta de educação permanente e fortalecimento dos vínculos entre equipe e usuários. Objetivo: Relatar a experiência de uma ação institucional interprofissional de humanização e educação em saúde alusiva ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, realizado na Fundação HEMOPA. Método Trata-se de um relato de experiência referente a uma ação realizada em 23/06/2026. O planejamento e execução foram conduzidos por uma equipe interprofissional da Coordenação de Atendimento Ambulatorial. A programação foi estruturada com palestras técnico-científica sobre Transplante de Medula Óssea (TMO), Eritocitaferese; metodologias ativas de educação em saúde, relato de vivências de usuários pós TMO, além de apresentação cultural regional. O relato preservou, o anonimato dos participantes, utilizando exclusivamente dados gerenciais agregados, seguindo os princípios éticos da Resolução CNS n° 466/2012 e n° 510/2016 e a Lei n° 14.874/2024. Resultados: A ação contou com 104 participantes, sendo 36 usuários (35%), 38 profissionais (36%), 20 familiares (19%) e 10 residentes/estagiários (10%). Houve predominância do gênero feminino com 82 participantes (79%) e um alcance geográfico significativo: 61 participantes de Belém (59%), 16 da Região Metropolitana (15%) e 27 de outros municípios do estado (26%). A faixa etária mais expressiva foi de 21 a 30 anos com 29 participantes (28%). Destaca-se a apresentação da eritrocitaférese, uma inovação terapêutica recém implantada na instituição; os relatos de experiências dos usuários que realizaram o (TMO). A ação apresentada dispõe de potencial para favorecer o diálogo interprofissional, a troca de experiências e a ampliação do acesso à informação em saúde. Discussão: A construção coletiva da programação evidenciou a eficácia da prática interprofissional. O uso do painel interativo oportunizou um diálogo horizontal, permitindo que relatos de pacientes sobre os desafios de seu itinerário terapêutico e superações causassem impacto emocional e fortalecessem o vínculo de confiança com a equipe. Essa participação ativa confirmou o ressignificado de coexistência com a patologia e a terapêutica, construindo uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e construção de uma nova identidade, onde a doença é parte da própria história, mas não o todo. A inclusão de elementos lúdicos e da apresentação de carimbó valorizou a identidade cultural amazônica, funcionando como estratégia de acolhimento e humanização do ambiente assistencial. Conclusão: A experiência demonstrou que a incorporação da data ao Programa de Humanização transformou uma mobilização internacional em uma estratégia permanente de qualificação do cuidado, podendo contribuir para reflexões sobre estratégias de humanização e educação em saúde em serviços especializados no cuidado à doença falciforme.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -