PERFIL DE DESCARTE DE HEMOCOMPONENTES NO FRACIONAMENTO DE UM BANCO DE SANGUE RECÉM-IMPLANTADO: ANÁLISE DOS PRIMEIROS SEIS MESES DE FUNCIONAMENTO
- 1Grupo GSH, São Paulo, SP, Brasil
Abstract
O processo de fracionamento de hemocomponentes exige padronização, rastreabilidade e controle de qualidade para garantir segurança transfusional e uso racional dos recursos. Em serviços recém-implantados, os primeiros meses refletem uma curva de aprendizagem da equipe, com necessidade de ajustes operacionais, treinamento e validação de equipamentos. Nesse contexto, o descarte de hemocomponentes funciona como indicador de qualidade e maturidade dos processos. Trata-se de estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado no Banco de Sangue do Grupo do Grupo GSH em São Paulo, com análise dos registros de produção e descarte de hemocomponentes entre janeiro e junho de 2026. Foram avaliados a produção mensal, o número de unidades descartadas, o percentual de descarte e os principais motivos associados, distinguindo causas inevitáveis por segurança transfusional daquelas relacionadas a falhas operacionais. No período analisado, observou-se predominância de plasma feminino como principal causa de descarte em todos os meses, além de lipemia e baixo volume. Em janeiro, foram produzidas 1.737 unidades e descartadas 132 (7,6%). Em fevereiro, a produção foi de 2.303 unidades, com descarte de 597 (25,9%). Em março, foram produzidas 3.557 unidades e descartadas 922 (25,9%). Em abril, houve produção de 3.613 unidades e descarte de 1.508 (41,7%). Em maio, foram produzidas 3.360 unidades e descartadas 960 (28,6%). Em junho, a produção foi de 3.550 unidades, com descarte de 908 unidades (25,6%). Os principais motivos de descarte foram plasma feminino, lipemia, baixo volume, sorologia positiva, alteração de coloração, vencimento da validade sem liberação, plasma excedente e não conformidades no controle de qualidade. Também foram registrados descartes por falhas operacionais, como abertura tardia do sistema, vencimento de bolsas sem liberação e danos durante o manuseio e o fracionamento, refletindo os desafios da implantação de um novo serviço. Observou-se ainda aumento gradual no número de hemocomponentes descartados ao longo do período, acompanhando o crescimento da produção. Em abril ocorreu o maior percentual de descarte, principalmente em razão do acúmulo de pendências, da ausência de liberação dentro do prazo e de falhas operacionais. Conclui-se que a análise dos descartes permitiu identificar pontos críticos do processo, com destaque para abertura do sistema, bolsas vencidas sem liberação e bolsas acidentadas como marcadores da curva de aprendizagem. Esse indicador mostrou-se relevante para o monitoramento e a qualificação de um banco de sangue recém-implantado, subsidiando ações de treinamento, padronização de procedimentos, revisão dos fluxos operacionais e adequação às diretrizes de boas práticas.
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AU - Thais Aline PEDRI
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - O processo de fracionamento de hemocomponentes exige padronização, rastreabilidade e controle de qualidade para garantir segurança transfusional e uso racional dos recursos. Em serviços recém-implantados, os primeiros meses refletem uma curva de aprendizagem da equipe, com necessidade de ajustes operacionais, treinamento e validação de equipamentos. Nesse contexto, o descarte de hemocomponentes funciona como indicador de qualidade e maturidade dos processos. Trata-se de estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado no Banco de Sangue do Grupo do Grupo GSH em São Paulo, com análise dos registros de produção e descarte de hemocomponentes entre janeiro e junho de 2026. Foram avaliados a produção mensal, o número de unidades descartadas, o percentual de descarte e os principais motivos associados, distinguindo causas inevitáveis por segurança transfusional daquelas relacionadas a falhas operacionais. No período analisado, observou-se predominância de plasma feminino como principal causa de descarte em todos os meses, além de lipemia e baixo volume. Em janeiro, foram produzidas 1.737 unidades e descartadas 132 (7,6%). Em fevereiro, a produção foi de 2.303 unidades, com descarte de 597 (25,9%). Em março, foram produzidas 3.557 unidades e descartadas 922 (25,9%). Em abril, houve produção de 3.613 unidades e descarte de 1.508 (41,7%). Em maio, foram produzidas 3.360 unidades e descartadas 960 (28,6%). Em junho, a produção foi de 3.550 unidades, com descarte de 908 unidades (25,6%). Os principais motivos de descarte foram plasma feminino, lipemia, baixo volume, sorologia positiva, alteração de coloração, vencimento da validade sem liberação, plasma excedente e não conformidades no controle de qualidade. Também foram registrados descartes por falhas operacionais, como abertura tardia do sistema, vencimento de bolsas sem liberação e danos durante o manuseio e o fracionamento, refletindo os desafios da implantação de um novo serviço. Observou-se ainda aumento gradual no número de hemocomponentes descartados ao longo do período, acompanhando o crescimento da produção. Em abril ocorreu o maior percentual de descarte, principalmente em razão do acúmulo de pendências, da ausência de liberação dentro do prazo e de falhas operacionais. Conclui-se que a análise dos descartes permitiu identificar pontos críticos do processo, com destaque para abertura do sistema, bolsas vencidas sem liberação e bolsas acidentadas como marcadores da curva de aprendizagem. Esse indicador mostrou-se relevante para o monitoramento e a qualificação de um banco de sangue recém-implantado, subsidiando ações de treinamento, padronização de procedimentos, revisão dos fluxos operacionais e adequação às diretrizes de boas práticas.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -