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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

SEGURANÇA DA MANUTENÇÃO DO CATETER TOTALMENTE IMPLANTADO (PORT-A-CATH) COM SALINIZAÇÃO A CADA 90 DIAS: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL DE AMOR DE BARRETOS EM PACIENTES HEMATOLÓGICOS

  1. 1Hospital de Câncer de Barretos (HCB), Barretos, SP, Brazil

Abstract

Objetivo: Avaliar a segurança da manutenção do cateter venoso totalmente implantado (Port-a-Cath) utilizando solução fisiológica 0,9% em intervalos de 90 dias em pacientes com doenças hematológicas em remissão. Materiais/Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, realizado no Hospital de Amor de Barretos no ano de 2025. Foram incluídos 18 pacientes com cateter Port-a-Cath, com diagnóstico de doenças hematológicas, em remissão clínica e tratamento intravenoso contínuo. Todos os pacientes foram submetidos ao protocolo institucional de manutenção do dispositivo a cada 90 dias, utilizando solução fisiológica 0,9% por meio da técnica de flushing pulsátil (push-pause) associada ao fluxo positivo, sem utilização de heparina. Introdução: O cateter Port-a-Cath é utilizado em pacientes oncológicos e hematológicos por proporcionar acesso venoso central seguro e de longa permanência para administração de quimioterápicos e outras terapias intravenosas. Após o término do tratamento, recomenda-se sua manutenção periódica para preservar a permeabilidade e prevenir complicações, como obstrução, infecção e trombose. Essa manutenção era realizada em intervalos de 30 a 45 dias, frequentemente com utilização de heparina. Entretanto, evidências científicas demonstram que a utilização exclusiva de solução fisiológica 0,9%, por meio da técnica de flushing pulsátil (turbilhonamento) e fluxo positivo, apresenta resultados semelhantes quanto à permeabilidade do dispositivo, permitindo ampliar o intervalo entre as manutenções para até 90 dias em pacientes selecionados. Discussão: A recomendação tradicional de manutenção dos cateteres Port-a-Cath a cada quatro ou seis semanas tem sido questionada por basear-se em consensos históricos e não em evidências robustas (CLARI et al., 2021). No presente estudo, os 18 pacientes submetidos à manutenção exclusiva com solução fisiológica 0,9% em intervalos de 90 dias mantiveram 100% de permeabilidade do dispositivo, sem ocorrência de obstrução ou necessidade de retirada do cateter nos 12 meses de acompanhamento. Esses resultados corroboram a revisão sistemática de Clari et al. (2021), que demonstrou que a ampliação do intervalo entre as manutenções não aumenta o risco de complicações, e os achados de Esteves et al. (2024), que não observaram diferenças na colonização bacteriana ou no funcionamento mecânico entre cateteres mantidos por períodos inferiores e superiores a 90 dias. O sucesso observado reforça que a permeabilidade do dispositivo está mais relacionada à técnica adequada de manutenção do que à frequência do procedimento. Nesse contexto, Fadini (2024) demonstrou que a utilização do flushing pulsátil (push-pause) associado à pressão positiva é eficaz na prevenção do refluxo sanguíneo e da formação de fibrina, dispensando o uso de heparina. Resultados: Foram analisados 18 pacientes submetidos à manutenção do cateter Port-a-Cath em intervalos de 90 dias. Durante um ano de acompanhamento todos os dispositivos permaneceram funcionantes e com 100% de sucesso na manutenção da permeabilidade. Não foram observadas complicações como: obstrução, oclusão, desconexão ou mau funcionamento, correspondendo a uma taxa de complicações de 0%. Conclusão: Conclui que a manutenção do Port-a-Cath com solução fisiológica 0,9%, utilizando a técnica de flushing pulsátil associada à pressão positiva em intervalos de 90 dias é segura e eficaz. A ausência de complicações confirmou a viabilidade da manutenção com intervalo ampliado.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -