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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

TENDÊNCIA ESPAÇO-TEMPORAL DE MORTALIDADE POR LINFOMA NÃO HODGKIN NO BRASIL NO PERÍODO DE 2016 A 2025

  1. 1Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil

Abstract

Introdução: O linfoma não Hodgkin (LNH) compreende neoplasias malignas do tecido linfoide, com diferentes subtipos, comportamentos e prognósticos. No Brasil, sua mortalidade apresenta expressivas desigualdades regionais e sociodemográficas. Analisar a mortalidade por LNH entre 2016 e 2025 permite identificar grupos mais afetados e contribuir para a vigilância e o planejamento em saúde. Objetivo: Analisar o perfil de distribuição da mortalidade por Linfoma não Hodgkin no Brasil de 2016 a 2025. Material e métodos: Pesquisa ecológica de série temporal, retrospectiva. Foram analisados dados referentes aos óbitos por LNH no Brasil entre 2016 a 2025, segundo região, sexo e raça/cor, disponíveis no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Os dados foram submetidos à análise estatística pela regressão de Prais-Winsten (PW) para a tendência temporal nacional, estimando-se a variação percentual anual (APC) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Além disso, a autocorrelação foi avaliada pelo teste de Durbin-Watson (DW), a normalidade via teste de Shapiro-Wilk (SW) e a homocedasticidade foi avaliada pelo teste de Breusch-Pagan (BP). Para a comparação entre as regiões, aplicou-se o teste de Cameron-Trivedi (CT) para a superdispersão, em seguida, respectivamente, a regressão de Poisson com ajuste de offset populacional e teste de Verossimilhança e o teste post hoc de Holm-Bonferroni. As análises foram realizadas no software Python, considerando-se nível de significância de 5% (p-valor < 0,05). Resultados: Foram registrados 14.247 óbitos por LNH de 2016 a 2025, sendo o maior registro em 2019 (1.538; 10,79%), o Norte com o menor número (637; 4,47%) e o Sudeste com o maior (6.393; 44,87%). Apesar disso, o Sul obteve a maior taxa de mortalidade (1,147 óbitos por 105 hab). Quanto ao sexo e à raça/cor, houve prevalência masculina (8.165; 57,31%) e branca (6.757; 47,42%). A estatística de DW indicou ausência de autocorrelação (DW: 2,109), o SW não rejeitou normalidade (p > 0,05) e o teste BP confirmou homoscedasticidade (p>0,05). Assim, Prais-Winsten evidenciou tendência estacionária no Brasil ao longo do período (APC: 0,41%; IC (95%): -0,47% a 1,30%; p = 0,388). O teste de CT não evidenciou superdispersão (p > 0,05), utilizou-se, portanto, a regressão de Poisson com offset populacional, a qual indicou diferenças estatisticamente significativas entre a mortalidade nas regiões (LLR p < 0,001). O teste de Holm-Bonferroni comparou as regiões entre si, obtendo como resultado significância estatística (p < 0,05) em 9 comparações dentre as 10 possíveis. A comparação entre região Nordeste e a Centro-Oeste foi a única que apresentou p > 0,05, ou seja, não evidenciou diferença estatisticamente significativa entre as taxas de mortalidade. Discussão e conclusão: Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), nos últimos 25 anos, os casos de LNH duplicaram, com predominância masculina, sendo o 8º câncer mais incidente nesse público. Assim, a mortalidade por LNH apresentou tendência temporal estacionária de 2016 a 2025 no Brasil, com discrepâncias nos óbitos por regiões, o Sudeste concentra o maior número absoluto, enquanto o Sul a maior taxa. Notou-se predominância da mortalidade em homens e autodeclarados brancos. Evidenciou-se diferenças estatisticamente significativas nas comparações inter-regionais, sugerindo disparidades epidemiológicas e socioeconômicas, as quais refletem no acesso a serviços e na disponibilidade de recursos diagnósticos e terapêuticos presentes em cada região.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
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