Skip to content
DraconiticResearch
Search Sources API
189,105 studies31 sourcesUpdated 35 min ago
Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PREDIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE INIBIDORES EM HEMOFILIA A UMA ABORDAGEM INTEGRADA ENTRE DADOS ASSISTENCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2025)

  1. 1Centro de Hemoterapia de Sergipe (HEMOSE), Aracaju, SE, Brasil
  2. 2Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (LACEN/SE), Aracaju, SE, Brasil
  3. 3Faculdade Ages de Jacobina, Aracaju, SE, Brasil

Abstract

A hemofilia é uma coagulopatia hereditária causada pela deficiência do fator VIII, caracterizada por manifestações hemorrágicas de intensidade variável e importante impacto na qualidade de vida. O acompanhamento epidemiológico desses pacientes subsidia o planejamento assistencial, porém a predição do desenvolvimento de inibidores, principal complicação do tratamento, permanece um desafio. Nesse contexto, a integração entre dados epidemiológicos e inteligência artificial (IA) surge como estratégia inovadora para identificar precocemente pacientes de maior risco e apoiar a tomada de decisão clínica. Analisar o perfil epidemiológico de pacientes com hemofilia A e desenvolver um modelo preditivo baseado em inteligência artificial para identificação do risco de desenvolvimento de inibidores. Estudo observacional, retrospectivo e analítico, baseado em dados assistenciais de pacientes com hemofilia A acompanhados em serviço especializado. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas, incluindo idade, manifestações hemorrágicas e distribuição geográfica. Paralelamente, foi desenvolvido modelo de aprendizado de máquina integrando variáveis clínicas e imunológicas descritas na literatura, utilizando validação cruzada (leave-one-out) e métricas de desempenho (acurácia, precisão, recall e F1-score). A análise epidemiológica (Figura 1) evidenciou predominância de pacientes do sexo masculino, maior concentração entre 16 e 30 anos e distribuição geográfica heterogênea, com maior frequência em municípios mais populosos. As manifestações clínicas (Figura 2) demonstraram elevada ocorrência de hemartrose e dor articular, seguidas por edema e outros episódios hemorrágicos, evidenciando o impacto funcional da doença. O modelo de IA (Figura 3) apresentou elevado desempenho preditivo, destacando-se pelos altos valores de recall e F1-score, indicando elevada sensibilidade na identificação de pacientes com risco de desenvolvimento de inibidores. Entre as variáveis de maior relevância destacaram-se linfócitos TCD4, linfócitos B e IL-17, reforçando a participação dos mecanismos imunológicos nesse desfecho. A integração entre análise epidemiológica, manifestações clínicas e inteligência artificial proporcionou uma abordagem abrangente da hemofilia A. Os dados assistenciais permitiram caracterizar o perfil clínico e regional dos pacientes, enquanto a IA identificou relações complexas entre variáveis, ampliando a capacidade de estratificação do risco. A elevada frequência de manifestações articulares reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo, enquanto a variabilidade geográfica evidencia a necessidade de organização regional da assistência. O desempenho do modelo confirma o potencial da IA como ferramenta de apoio à medicina de precisão e ao planejamento terapêutico individualizado. A combinação entre dados epidemiológicos e inteligência artificial mostrou-se eficaz na análise e predição do risco de desenvolvimento de inibidores em pacientes com hemofilia A. Enquanto a análise epidemiológica subsidia o planejamento assistencial, a modelagem preditiva amplia a capacidade de antecipação de riscos, contribuindo para maior segurança terapêutica, qualificação da assistência e personalização do cuidado em serviços especializados de hematologia.

Related

  1. DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTA DIGITAL PARA APLICAÇÃO DE ESCALAS DE ENFERMAGEM COM APOIO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA
    Ana Cristina Amorim DANTAS, Zaira Andressa Alves de Sousa LYDIO
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEpidemiology & public healthDOAJ
  2. DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE UM SISTEMA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA CLASSIFICAÇÃO DE LEUCÓCITOS EM ESFREGAÇOS DE SANGUE PERIFÉRICO
    Sângella Garcia Mendonça PEREIRA, Fernanda AZEVEDO-SILVA
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  3. DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTA DIGITAL PARA AUDITORIA SANITÁRIA BASEADA NO ROTEIRO OBJETIVO DE INSPEÇÃO (ROI) DA ANVISA COM APOIO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA
    Ana Cristina Amorim DANTAS, Zaira Andressa Alves de Sousa LYDIO
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  4. DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTA DIGITAL PARA PASSAGEM DE PLANTÃO ESTRUTURADA COM APOIO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA EM INSTITUIÇÃO ESPECIALIZADA EM HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA
    Zaira Andressa Alves de Sousa LYDIO, Ana Cristina Ana Cristina AMORIM DANTAS
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
  5. FLUXO DA NAVEGAÇÃO ASSISTENCIAL DE PACIENTES E DOADORES APARENTADOS NA FASE PRÉ-TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS: INDICADORES ASSISTENCIAIS E VULNERABILIDADES NO CONTEXTO DO PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DO SISTEMA
    Caroline Souza GOMES BERNARDO, José Ulysses AMIGO FILHO, Juliana Araujo DE SOUZA +11
    Hematology, Transfusion and Cell TherapyPeer-reviewedCC BYFull textEndocrinology & metabolismDOAJ
BibTeX
@article{teles2026perfil,
  title = {{PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PREDIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE INIBIDORES EM HEMOFILIA A UMA ABORDAGEM INTEGRADA ENTRE DADOS ASSISTENCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2025)}},
  author = {Weber Santana TELES and Tanísia Maria Barbosa ALMEIDA and Elaine Cristina Posener ARAÚJO and Jandson Marques MENEZES and Douglas ABILIO and Rita Cássia Fontes Oliveira FARRAPEIRA and Mirani Santos ANDRADE and Cid Max Santos Freitas SILVESTRE and Sales Oliveira FARIAS and Maria Hozana Santos SILVA},
  journal = {Hematology, Transfusion and Cell Therapy},
  year = {2026},
  month = oct,
  doi = {10.1016/j.htct.2026.108035},
  url = {https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.108035},
  note = {CC BY},
}
RIS
TY  - JOUR
TI  - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PREDIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE INIBIDORES EM HEMOFILIA A UMA ABORDAGEM INTEGRADA ENTRE DADOS ASSISTENCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2025)
AU  - Weber Santana TELES
AU  - Tanísia Maria Barbosa ALMEIDA
AU  - Elaine Cristina Posener ARAÚJO
AU  - Jandson Marques MENEZES
AU  - Douglas ABILIO
AU  - Rita Cássia Fontes Oliveira FARRAPEIRA
AU  - Mirani Santos ANDRADE
AU  - Cid Max Santos Freitas SILVESTRE
AU  - Sales Oliveira FARIAS
AU  - Maria Hozana Santos SILVA
PY  - 2026
DA  - 2026/10/23
JO  - Hematology, Transfusion and Cell Therapy
DO  - 10.1016/j.htct.2026.108035
UR  - https://doi.org/10.1016/j.htct.2026.108035
AB  - A hemofilia é uma coagulopatia hereditária causada pela deficiência do fator VIII, caracterizada por manifestações hemorrágicas de intensidade variável e importante impacto na qualidade de vida. O acompanhamento epidemiológico desses pacientes subsidia o planejamento assistencial, porém a predição do desenvolvimento de inibidores, principal complicação do tratamento, permanece um desafio. Nesse contexto, a integração entre dados epidemiológicos e inteligência artificial (IA) surge como estratégia inovadora para identificar precocemente pacientes de maior risco e apoiar a tomada de decisão clínica. Analisar o perfil epidemiológico de pacientes com hemofilia A e desenvolver um modelo preditivo baseado em inteligência artificial para identificação do risco de desenvolvimento de inibidores. Estudo observacional, retrospectivo e analítico, baseado em dados assistenciais de pacientes com hemofilia A acompanhados em serviço especializado. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas, incluindo idade, manifestações hemorrágicas e distribuição geográfica. Paralelamente, foi desenvolvido modelo de aprendizado de máquina integrando variáveis clínicas e imunológicas descritas na literatura, utilizando validação cruzada (leave-one-out) e métricas de desempenho (acurácia, precisão, recall e F1-score). A análise epidemiológica (Figura 1) evidenciou predominância de pacientes do sexo masculino, maior concentração entre 16 e 30 anos e distribuição geográfica heterogênea, com maior frequência em municípios mais populosos. As manifestações clínicas (Figura 2) demonstraram elevada ocorrência de hemartrose e dor articular, seguidas por edema e outros episódios hemorrágicos, evidenciando o impacto funcional da doença. O modelo de IA (Figura 3) apresentou elevado desempenho preditivo, destacando-se pelos altos valores de recall e F1-score, indicando elevada sensibilidade na identificação de pacientes com risco de desenvolvimento de inibidores. Entre as variáveis de maior relevância destacaram-se linfócitos TCD4, linfócitos B e IL-17, reforçando a participação dos mecanismos imunológicos nesse desfecho. A integração entre análise epidemiológica, manifestações clínicas e inteligência artificial proporcionou uma abordagem abrangente da hemofilia A. Os dados assistenciais permitiram caracterizar o perfil clínico e regional dos pacientes, enquanto a IA identificou relações complexas entre variáveis, ampliando a capacidade de estratificação do risco. A elevada frequência de manifestações articulares reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo, enquanto a variabilidade geográfica evidencia a necessidade de organização regional da assistência. O desempenho do modelo confirma o potencial da IA como ferramenta de apoio à medicina de precisão e ao planejamento terapêutico individualizado. A combinação entre dados epidemiológicos e inteligência artificial mostrou-se eficaz na análise e predição do risco de desenvolvimento de inibidores em pacientes com hemofilia A. Enquanto a análise epidemiológica subsidia o planejamento assistencial, a modelagem preditiva amplia a capacidade de antecipação de riscos, contribuindo para maior segurança terapêutica, qualificação da assistência e personalização do cuidado em serviços especializados de hematologia.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -