PERFIL DE PACIENTES REFRATÁRIOS DO COMPLEXO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
- 1Fundação Pró-Sangue, Hemocentro de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
- 2Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
Abstract
Introdução: A refratariedade plaquetária é uma condição onde pacientes que recebem transfusões de concentrados plaquetários não apresentam o incremento satisfatório, após 1 hora de transfusão. Essa condição é bastante significante no tratamento dos pacientes principalmente hematológicos, piorando o desfecho da doença. A investigação da refratariedadade plaquetária é feita através do crossmatch plaquetário, onde será avaliada a presença de anticorpos no soro do paciente voltados contra antígenos plaquetários (HPA ou HLA). Ao longo de 10 anos a Fundação Pró-Sangue vem realizando esse teste em rotina, dando suporte aos pacientes com possível refratariedade e orientando conduta clinica no atendimento desses pacientes. Metodologia: 204 pacientes de diferentes patologias foram submetidos ao crossmatch plaquetário através do Teste de Imunofluorescencia Plaquetária (PIFT) sempre que apresentavam cálculo do incremento inferior à <5000u/L. Os dados foram organizados em tabelas de Excel® e estratificados quanto a Patologia, Números de Pacientes, Número de plaquetas Crossmatch Positivo, Número de plaquetas Crossmatch Negativo, Número de plaquetas Crossmatch Inconclusivos, Média de transfusão de plaquetas por patologia, e Solicitações pelos institutos do complexo HCFMUSP (ITACI, ICHC, ICESP, Demais institutos). Resultados: No total, 204 pacientes foram testados contra 2048 plaquetas e os resultados obtidos foram que, desse montante, 43% das plaquetas testadas era crossmatch positivos, justificando o não rendimento transfusional. Quando analisados após a estratificação das patologias, alguns dados interessantes foram visualizados. A maioria dos pacientes plaquetopênicos com o diagnostico a esclarecer apresentaram refratariedade imune contra 93% das plaquetas testadas. Já pacientes que apresentavam quadro de leucemias agudas possuíam uma pequena diferença de porcentagem entre as plaquetas crossmatch negativos (36,4%) e positivos (53%), demonstrando que mesmo com diversos fatores clínicos de interferência no decorrer do tratamento, a possibilidade de associação a anticorpos anti-plaquetários é bastante significante, fomentando a importância da investigação. Pacientes durante ou pós TMO apresentam uma quantidade alta de crossmatch negativo (60%), enfatizando que, na maioria das vezes, essa refratariedade é derivada de causas clinicas e não imunes, ao contrário do que se esperava. Conclusão: Esse panorama avaliado ao longo dos anos trouxe uma visibilidade do perfil de refratariedade dos pacientes atendidos no complexo HCFMUSP, que pode ser estendido aos futuros pacientes e melhoras o suporte durante o tratamento dos mesmos principalmente por se tratar de um hospital de referencia em Hematologia.
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TI - PERFIL DE PACIENTES REFRATÁRIOS DO COMPLEXO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: A refratariedade plaquetária é uma condição onde pacientes que recebem transfusões de concentrados plaquetários não apresentam o incremento satisfatório, após 1 hora de transfusão. Essa condição é bastante significante no tratamento dos pacientes principalmente hematológicos, piorando o desfecho da doença. A investigação da refratariedadade plaquetária é feita através do crossmatch plaquetário, onde será avaliada a presença de anticorpos no soro do paciente voltados contra antígenos plaquetários (HPA ou HLA). Ao longo de 10 anos a Fundação Pró-Sangue vem realizando esse teste em rotina, dando suporte aos pacientes com possível refratariedade e orientando conduta clinica no atendimento desses pacientes. Metodologia: 204 pacientes de diferentes patologias foram submetidos ao crossmatch plaquetário através do Teste de Imunofluorescencia Plaquetária (PIFT) sempre que apresentavam cálculo do incremento inferior à <5000u/L. Os dados foram organizados em tabelas de Excel® e estratificados quanto a Patologia, Números de Pacientes, Número de plaquetas Crossmatch Positivo, Número de plaquetas Crossmatch Negativo, Número de plaquetas Crossmatch Inconclusivos, Média de transfusão de plaquetas por patologia, e Solicitações pelos institutos do complexo HCFMUSP (ITACI, ICHC, ICESP, Demais institutos). Resultados: No total, 204 pacientes foram testados contra 2048 plaquetas e os resultados obtidos foram que, desse montante, 43% das plaquetas testadas era crossmatch positivos, justificando o não rendimento transfusional. Quando analisados após a estratificação das patologias, alguns dados interessantes foram visualizados. A maioria dos pacientes plaquetopênicos com o diagnostico a esclarecer apresentaram refratariedade imune contra 93% das plaquetas testadas. Já pacientes que apresentavam quadro de leucemias agudas possuíam uma pequena diferença de porcentagem entre as plaquetas crossmatch negativos (36,4%) e positivos (53%), demonstrando que mesmo com diversos fatores clínicos de interferência no decorrer do tratamento, a possibilidade de associação a anticorpos anti-plaquetários é bastante significante, fomentando a importância da investigação. Pacientes durante ou pós TMO apresentam uma quantidade alta de crossmatch negativo (60%), enfatizando que, na maioria das vezes, essa refratariedade é derivada de causas clinicas e não imunes, ao contrário do que se esperava. Conclusão: Esse panorama avaliado ao longo dos anos trouxe uma visibilidade do perfil de refratariedade dos pacientes atendidos no complexo HCFMUSP, que pode ser estendido aos futuros pacientes e melhoras o suporte durante o tratamento dos mesmos principalmente por se tratar de um hospital de referencia em Hematologia.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -