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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

PADRONIZAÇÃO DO MANEJO DA DOR NA CRISE FALCÊMICA: UM NOVO FLUXOGRAMA PARA UNIDADES NÃO ESPECIALIZADAS

  1. 1Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, BA, Brasil

Abstract

Introdução: A anemia falciforme homozigótica (HbSS) é a forma mais grave da doença, tendo como principal emergência a crise vaso-oclusiva (CVO). No Brasil, ainda não existe uma padronização adequada e direcionada aos pacientes que necessitam de manejo clínico durante a CVO. A ausência de uma padronização de fluxogramas direcionada ao manejo agudo da CVO afeta diretamente o prognóstico subsequente do paciente. Objetivo: Propor uma padronização de decisão terapêutica para pacientes falcêmicos, direcionada à equipe médica e multidisciplinar, para o manejo seguro da CVO em emergências não especializadas. Material e Método: Trata-se de um estudo metodológico de desenvolvimento tecnológico conduzido pelo mapeamento de diretrizes do Ministério da Saúde e da American Society of Hematology (ASH) sobre analgesia escalonada e a decisão clínica nos pilares de triagem de risco, farmacoterapia imediata e eficiência de gestão em saúde pública para submissão. Resultados: O instrumento desenvolvido estabeleceu que a dor intensa da crise falcêmica HbSS deve ser obrigatoriamente classificada no Protocolo de Manchester como prioridade amarela ou laranja, vetando-se a classificação verde. O método fixou o tempo-alvo máximo de 30 minutos para o escalonamento analgésico precoce, associado à reposição volêmica rigorosa, à indicação de oxigenoterapia quando necessário, e à necessidade de hemograma para investigar instabilidade hemodinâmica. O protocolo desenhado visa atenuar a progressão da CVO, refletindo diretamente na redução do tempo de internação hospitalar e na consequente diminuição dos custos financeiros no âmbito do Sistema Único de Saúde. Conclusão: A implementação de um fluxograma na assistência ao paciente falcêmico em CVO revoluciona a qualidade do atendimento prestado; se focado na implementação de medidas ajustadas, afasta os riscos de complicações decorrentes da CVO, prevenindo desfechos clínicos desfavoráveis tanto para o paciente quanto para o Sistema Único de Saúde.

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AB  - Introdução: A anemia falciforme homozigótica (HbSS) é a forma mais grave da doença, tendo como principal emergência a crise vaso-oclusiva (CVO). No Brasil, ainda não existe uma padronização adequada e direcionada aos pacientes que necessitam de manejo clínico durante a CVO. A ausência de uma padronização de fluxogramas direcionada ao manejo agudo da CVO afeta diretamente o prognóstico subsequente do paciente. Objetivo: Propor uma padronização de decisão terapêutica para pacientes falcêmicos, direcionada à equipe médica e multidisciplinar, para o manejo seguro da CVO em emergências não especializadas. Material e Método: Trata-se de um estudo metodológico de desenvolvimento tecnológico conduzido pelo mapeamento de diretrizes do Ministério da Saúde e da American Society of Hematology (ASH) sobre analgesia escalonada e a decisão clínica nos pilares de triagem de risco, farmacoterapia imediata e eficiência de gestão em saúde pública para submissão. Resultados: O instrumento desenvolvido estabeleceu que a dor intensa da crise falcêmica HbSS deve ser obrigatoriamente classificada no Protocolo de Manchester como prioridade amarela ou laranja, vetando-se a classificação verde. O método fixou o tempo-alvo máximo de 30 minutos para o escalonamento analgésico precoce, associado à reposição volêmica rigorosa, à indicação de oxigenoterapia quando necessário, e à necessidade de hemograma para investigar instabilidade hemodinâmica. O protocolo desenhado visa atenuar a progressão da CVO, refletindo diretamente na redução do tempo de internação hospitalar e na consequente diminuição dos custos financeiros no âmbito do Sistema Único de Saúde. Conclusão: A implementação de um fluxograma na assistência ao paciente falcêmico em CVO revoluciona a qualidade do atendimento prestado; se focado na implementação de medidas ajustadas, afasta os riscos de complicações decorrentes da CVO, prevenindo desfechos clínicos desfavoráveis tanto para o paciente quanto para o Sistema Único de Saúde.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -