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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

IMPLEMENTAÇÃO DE UM MODELO INTEGRADO DE GOVERNANÇA CLÍNICA EM HEMOTERAPIA: EXPERIÊNCIA DE UM SERVIÇO PRIVADO

  1. 1Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS), Aracaju, SE, Brasil

Abstract

Introdução: A governança clínica integra qualidade, segurança do paciente, gestão de riscos e melhoria contínua, promovendo decisões baseadas em evidências e maior efetividade assistencial. Em hemoterapia, a atuação isolada das comissões limita a integração entre processos, dificultando a identificação de riscos e oportunidades de melhoria. Com o objetivo de fortalecer a segurança transfusional e a gestão institucional, o Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS) implantou um modelo integrado de governança clínica fundamentado na atuação articulada de suas instâncias colegiadas. Objetivo: Descrever a implantação de um modelo integrado de governança clínica e seu impacto sobre a qualidade assistencial, segurança do paciente, desempenho organizacional e experiência do usuário em um serviço de hemoterapia. Material e métodos: Relato de experiência desenvolvido entre 2022 e 2025. O modelo integrou Comitê Transfusional, Comissão de Biossegurança, Comissão de Prontuários, Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e Conselhos Consultivos de colaboradores, pacientes e doadores. A implantação ocorreu em três fases evolutivas (fragmentação, organização e maturidade), utilizando gestão por riscos, auditorias, protocolos gerenciados, indicadores, análise de incidentes, educação continuada e participação dos usuários na avaliação dos processos. Resultados: A integração das comissões estruturou um modelo único de governança orientado por dados, risco e valor percebido. O NSP passou a atuar como eixo integrador das ações, promovendo maior rastreabilidade, padronização dos processos e fortalecimento da cultura justa. Observou-se redução de 86,6% no expurgo de hemocomponentes, melhoria da classificação das reações transfusionais, redução da aloimunização em pacientes politransfundidos, consolidação do protocolo institucional de fenotipagem, fortalecimento do gerenciamento do estoque estratégico, melhoria dos registros assistenciais, implantação da busca ativa de reações transfusionais tardias e IRAS, aumento das notificações qualificadas, participação ativa dos usuários nas decisões institucionais e NPS próximo de 100%. O modelo também incorporou práticas ESG, incluindo inventário de carbono, redução do consumo energético e diminuição de desperdícios, consolidando elevada conformidade regulatória e maior previsibilidade dos processos. Discussão: A atuação integrada das instâncias colegiadas permitiu substituir um modelo fragmentado por uma governança clínica sistêmica, fortalecendo a integração entre gestão de riscos, segurança transfusional, biossegurança, qualidade da informação e experiência do usuário. Essa estratégia ampliou a capacidade institucional de identificar riscos, implementar melhorias e sustentar decisões baseadas em evidências. Conclusão: A implantação do modelo integrado de governança clínica mostrou-se uma estratégia efetiva para qualificar a gestão em hemoterapia, promovendo integração entre processos, redução de riscos, fortalecimento da cultura de segurança, melhoria da eficiência operacional e maior participação dos usuários. A experiência demonstra que a articulação das instâncias colegiadas constitui um modelo inovador, replicável e alinhado às diretrizes contemporâneas de qualidade e segurança.

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AB  - Introdução: A governança clínica integra qualidade, segurança do paciente, gestão de riscos e melhoria contínua, promovendo decisões baseadas em evidências e maior efetividade assistencial. Em hemoterapia, a atuação isolada das comissões limita a integração entre processos, dificultando a identificação de riscos e oportunidades de melhoria. Com o objetivo de fortalecer a segurança transfusional e a gestão institucional, o Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS) implantou um modelo integrado de governança clínica fundamentado na atuação articulada de suas instâncias colegiadas. Objetivo: Descrever a implantação de um modelo integrado de governança clínica e seu impacto sobre a qualidade assistencial, segurança do paciente, desempenho organizacional e experiência do usuário em um serviço de hemoterapia. Material e métodos: Relato de experiência desenvolvido entre 2022 e 2025. O modelo integrou Comitê Transfusional, Comissão de Biossegurança, Comissão de Prontuários, Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e Conselhos Consultivos de colaboradores, pacientes e doadores. A implantação ocorreu em três fases evolutivas (fragmentação, organização e maturidade), utilizando gestão por riscos, auditorias, protocolos gerenciados, indicadores, análise de incidentes, educação continuada e participação dos usuários na avaliação dos processos. Resultados: A integração das comissões estruturou um modelo único de governança orientado por dados, risco e valor percebido. O NSP passou a atuar como eixo integrador das ações, promovendo maior rastreabilidade, padronização dos processos e fortalecimento da cultura justa. Observou-se redução de 86,6% no expurgo de hemocomponentes, melhoria da classificação das reações transfusionais, redução da aloimunização em pacientes politransfundidos, consolidação do protocolo institucional de fenotipagem, fortalecimento do gerenciamento do estoque estratégico, melhoria dos registros assistenciais, implantação da busca ativa de reações transfusionais tardias e IRAS, aumento das notificações qualificadas, participação ativa dos usuários nas decisões institucionais e NPS próximo de 100%. O modelo também incorporou práticas ESG, incluindo inventário de carbono, redução do consumo energético e diminuição de desperdícios, consolidando elevada conformidade regulatória e maior previsibilidade dos processos. Discussão: A atuação integrada das instâncias colegiadas permitiu substituir um modelo fragmentado por uma governança clínica sistêmica, fortalecendo a integração entre gestão de riscos, segurança transfusional, biossegurança, qualidade da informação e experiência do usuário. Essa estratégia ampliou a capacidade institucional de identificar riscos, implementar melhorias e sustentar decisões baseadas em evidências. Conclusão: A implantação do modelo integrado de governança clínica mostrou-se uma estratégia efetiva para qualificar a gestão em hemoterapia, promovendo integração entre processos, redução de riscos, fortalecimento da cultura de segurança, melhoria da eficiência operacional e maior participação dos usuários. A experiência demonstra que a articulação das instâncias colegiadas constitui um modelo inovador, replicável e alinhado às diretrizes contemporâneas de qualidade e segurança.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -