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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

RELAÇÃO E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DA VARIANTE NPM1-TIPO A COM VARIANTE FLT3-ITD E FUSÕES GÊNICAS EM PACIENTES COM LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  1. 1Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus, AM, Brasil
  2. 2Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), Manaus, AM, Brasil
  3. 3Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia (PPGH-UEA/HEMOAM), Manaus, AM, Brasil

Abstract

Introdução: A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é uma doença onco-hematológica caracterizada por elevada heterogeneidade genética, cuja identificação de alterações moleculares e citogenéticas são essenciais para o diagnóstico, estratificação de risco e definição terapêutica. Das alterações moleculares mais frequentes, destacam-se a variante Tipo A no NPM1 e a Duplicação Interna em Tandem no FLT3 (FLT3-ITD), que estão associadas à bom e mau prognóstico, dependendo de suas ocorrência concomitante com as fusões gênicas. Objetivo: Relacionar a variante NPM1-Tipo A à variante FLT3-ITD e fusões gênicas, bem como sua estratificação de risco. Materiais e métodos: Estudo transversal, descritivo e observacional envolvendo 25 pacientes adultos com diagnóstico de LMA, atendidos na Fundação HEMOAM. Foram coletados dados clínico, epidemiológicos e laboratoriais. A caracterização genética foi realizada através de análises de RT-PCR, PCR convencional, sequenciamento genético, cariótipo por bandeamento G e painel molecular para detecção de fusões gênicas recorrentes. As variantes NPM1-Tipo A e FLT3-ITD foram avaliadas quanto à Frequência Alélica Variante (VAF), e os pacientes foram estratificados de acordo com os critérios estabelecidos pela European Leukemia Net (ELN)-2022. Resultados: Com predominância do gênero feminino (n=15;60%) e idade média de 49,8 anos, foram identificados 20%(n=5) pacientes com variante NPM1-Tipo A isolada, 12%(n=3) com FLT3-ITD isolada e 4%(n=1) com coomutação NPM1-TipoA/FLT3-ITD. A VAF de NPM1 variou de 40,8-55,7%, enquanto as alterações FLT3-ITD apresentaram inserções entre 21-81pb, com variação de VAF entre 11-46,6%. O paciente com coomutação apresentou leucocitose(26.140/mm³), anemia(3.000/mm³), plaquetopenia(56.000/mm³), 80% de blastos em sangue periférico e 85% na medula óssea. Entre os seis pacientes com NPM1 mutado, 66,7%(n=4) apresentaram alterações citogenéticas, incluindo dois casos com PML::RARA e um caso cada com as fusões BCR::ABL1 e CBFB::MYH11. A estratificação da ELN-2022 demonstrou que 4%(n=1) paciente classificou-se com risco favorável, 8%(n=2) com risco intermediário e 4%(n=1) com risco adverso. Os demais pacientes não foram estratificados devido à ausência de informações moleculares e/ou citogenéticas completas. Discussão: Embora pacientes com LMA e variante em NPM1 frequentemente apresentem perfil citogenético sem alterações recorrentes, a identificação de fusões gênicas associadas nesses casos representa um achado relevante, considerando a baixa frequência descrita para a coexistência desses eventos. A presença das fusões gênicas em pacientes com NPM1 mutado evidencia a heterogeneidade genética da LMA na população amazônica e sugere a ocorrência de eventos moleculares adicionais que podem influenciar na fisiopatologia da doença. Além disso, a coexistência de NPM1,FLT3-ITD e alterações citogenéticas, podem modificar significativamente o perfil prognóstico dos pacientes, sendo necessário a importância da caracterização molecular e citogenética integrada para uma classificação diagnóstica e estratificação mais precisa. Conclusão: Evidencia-se que há um perfil molecular heterogêneo da LMA na população amazônica, caracterizado pela identificação de variantes recorrentes e da ocorrência concomitante de alterações citogenéticas. Esses casos reforçam a importância da caracterização molecular e citogenética integrada a assistência clínica para o aprimoramento do diagnóstico e da estratificação de risco dos pacientes.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
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