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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS IRREGULARES EM DOADORES DE SANGUE NO HEMONÚCLEO DA INSTITUIÇÃO SANTA MARCELINA SAÚDE, SÃO PAULO

  1. 1Santa Marcelina Saúde, São Paulo, SP, Brasil

Abstract

Introdução: A presença de anticorpos irregulares em doadores de sangue é um fator importante na segurança transfusional, podendo causar reações adversas e dificultar a compatibilidade entre doador e receptor. Esses anticorpos surgem após exposição a antígenos eritrocitários, principalmente por gestação ou transfusão, refletindo o perfil imuno-hematológico da população. Assim, a triagem de anticorpos irregulares (PAI) é essencial na rotina dos bancos de sangue, contribuindo para a qualidade dos hemocomponentes e a prevenção de complicações clínicas. Objetivo: Avaliar a frequência e o perfil dos anticorpos irregulares em doadores do banco de sangue da instituição Santa Marcelina, analisando sua relação com sexo, faixa etária e histórico gestacional ou transfusional, visando contribuir para o conhecimento do perfil imuno-hematológico e a segurança transfusional. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa. Foram analisados dados laboratoriais de doadores com pesquisa de anticorpos irregulares positiva, obtidos do sistema informatizado do banco de sangue (Sistema SBS), no período de 2020 a 2025. Os dados foram organizados e avaliados por estatística descritiva. Para a identificação dos anticorpos, foram utilizados reagentes da Bio-Rad e painel de hemácias, essenciais para a caracterização dos anticorpos irregulares. Resultados: No período analisado, foram identificados 373 doadores com pesquisa de anticorpos irregulares positiva (PAI+), com maior prevalência na faixa etária de 40 a 59 anos (58,44%) e predominância do sexo feminino (62,84%). Os anticorpos mais frequentes foram Anti-M (33,69%), Anti-D (17,69%), Anti-E (11,52%) e Anti-K (5,89%). Embora o Anti-M tenha sido o mais prevalente, geralmente apresenta baixa relevância clínica por ser frequentemente um anticorpo natural do tipo IgM, raramente associado a reações transfusionais ou doença hemolítica do feto e do recém-nascido. Observou-se associação com histórico gestacional em 39,6% dos casos e transfusional em 3,75%, indicando a gestação como principal fator de sensibilização imunológica. Entre as gestantes, os anticorpos mais encontrados foram Anti-M (46,62%), Anti-D (25,7%), Anti-E (18,24%) e Anti-K (9,46%). Os anticorpos Anti-D, Anti-E e Anti-K destacam-se pela relevância clínica, podendo estar associados a diferentes graus de doença hemolítica fetal. Esses achados contribuem para a caracterização do perfil imuno-hematológico da população estudada e reforçam a importância da triagem de anticorpos irregulares na segurança transfusional. Conclusão: Os resultados permitiram caracterizar o perfil de anticorpos irregulares em doadores entre 2020 e 2025, evidenciando maior frequência em mulheres e na faixa etária de 40 a 59 anos, com predominância de Anti-M, Anti-D, Anti-E e Anti-K. A associação com histórico gestacional e transfusional reforça seu papel como principal mecanismo de sensibilização imunológica. Esses achados destacam a importância da triagem imuno-hematológica para a segurança transfusional e para o aprimoramento da gestão dos hemocomponentes.

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AB  - Introdução: A presença de anticorpos irregulares em doadores de sangue é um fator importante na segurança transfusional, podendo causar reações adversas e dificultar a compatibilidade entre doador e receptor. Esses anticorpos surgem após exposição a antígenos eritrocitários, principalmente por gestação ou transfusão, refletindo o perfil imuno-hematológico da população. Assim, a triagem de anticorpos irregulares (PAI) é essencial na rotina dos bancos de sangue, contribuindo para a qualidade dos hemocomponentes e a prevenção de complicações clínicas. Objetivo: Avaliar a frequência e o perfil dos anticorpos irregulares em doadores do banco de sangue da instituição Santa Marcelina, analisando sua relação com sexo, faixa etária e histórico gestacional ou transfusional, visando contribuir para o conhecimento do perfil imuno-hematológico e a segurança transfusional. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa. Foram analisados dados laboratoriais de doadores com pesquisa de anticorpos irregulares positiva, obtidos do sistema informatizado do banco de sangue (Sistema SBS), no período de 2020 a 2025. Os dados foram organizados e avaliados por estatística descritiva. Para a identificação dos anticorpos, foram utilizados reagentes da Bio-Rad e painel de hemácias, essenciais para a caracterização dos anticorpos irregulares. Resultados: No período analisado, foram identificados 373 doadores com pesquisa de anticorpos irregulares positiva (PAI+), com maior prevalência na faixa etária de 40 a 59 anos (58,44%) e predominância do sexo feminino (62,84%). Os anticorpos mais frequentes foram Anti-M (33,69%), Anti-D (17,69%), Anti-E (11,52%) e Anti-K (5,89%). Embora o Anti-M tenha sido o mais prevalente, geralmente apresenta baixa relevância clínica por ser frequentemente um anticorpo natural do tipo IgM, raramente associado a reações transfusionais ou doença hemolítica do feto e do recém-nascido. Observou-se associação com histórico gestacional em 39,6% dos casos e transfusional em 3,75%, indicando a gestação como principal fator de sensibilização imunológica. Entre as gestantes, os anticorpos mais encontrados foram Anti-M (46,62%), Anti-D (25,7%), Anti-E (18,24%) e Anti-K (9,46%). Os anticorpos Anti-D, Anti-E e Anti-K destacam-se pela relevância clínica, podendo estar associados a diferentes graus de doença hemolítica fetal. Esses achados contribuem para a caracterização do perfil imuno-hematológico da população estudada e reforçam a importância da triagem de anticorpos irregulares na segurança transfusional. Conclusão: Os resultados permitiram caracterizar o perfil de anticorpos irregulares em doadores entre 2020 e 2025, evidenciando maior frequência em mulheres e na faixa etária de 40 a 59 anos, com predominância de Anti-M, Anti-D, Anti-E e Anti-K. A associação com histórico gestacional e transfusional reforça seu papel como principal mecanismo de sensibilização imunológica. Esses achados destacam a importância da triagem imuno-hematológica para a segurança transfusional e para o aprimoramento da gestão dos hemocomponentes.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -