PERFIL DA IDENTIFICAÇÃO DE ANTICORPOS ENCONTRADOS EM DOADORES DE SANGUE COM PESQUISA POSITIVA PARA ANTICORPOS IRREGULARES COLETADOS NO BANCO DE SAGUE SÃO PAULO (GRUPO GSH)
- 1Grupo Gestor de Hemoterapia (GSH), São Paulo, SP, Brasil
Abstract
Introdução: A detecção de anticorpos irregulares é etapa fundamental da qualificação imuno-hematológica de doadores de sangue, contribuindo para a segurança transfusional. A Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI) identifica anticorpos antieritrocitários, geralmente relacionados à aloimunização por gestação ou transfusões prévias. Embora sua frequência em doadores seja baixa, sua identificação contribui para prevenir intercorrências transfusionais, aperfeiçoar protocolos laboratoriais e ampliar o conhecimento sobre o perfil de aloimunização da população. Objetivo: Descrever o perfil dos anticorpos irregulares identificados em doadores com PAI positiva, coletados no Banco de Sangue de São Paulo – Paraíso, caracterizando sua frequência e contribuindo para o fortalecimento da segurança transfusional. Materiais e métodos: Estudo observacional e descritivo, referente ao ano de 2025, realizado por meio da análise de registros laboratoriais de doadores com PAI positiva. Foram incluídos todos os doadores reagentes no período. As amostras foram submetidas à investigação imuno-hematológica conforme os procedimentos do serviço, incluindo identificação da especificidade dos anticorpos por painéis de hemácias reagentes e Teste da Antiglobulina Direta (TAD), quando indicado. Foram analisadas as frequências dos anticorpos, presença de autoanticorpos e os casos sem identificação da especificidade do anticorpo. Os dados foram obtidos por meio de consulta ao sistema informatizado RealBlood. Resultados: Foram realizadas 36.899 coletas, com 78 amostras com resultado reagente para PAI (0,21%). Predominaram os grupos O RhD positivo (n = 25) e A RhD positivo (n = 22), seguidos por O RhD negativo (n = 14), B RhD positivo (n = 8), A RhD negativo (n = 4), AB RhD positivo (n = 2), B RhD negativo (n = 2) e AB RhD negativo (n = 1). Houve predominância de anticorpos do sistema Rh, sendo o anti-D o mais frequente (n = 11), seguido por anti-M (n = 9), anti-S (n = 6), anti-D+anti-C (n = 5), anti-Dia (n = 5), anti-E (n = 5), anti-K (n = 4), autoanticorpos (n = 3), anti-c (n = 1), anti-Leb (n = 1) e associação anti-E/anti-K (n = 1). Em 11 amostras não foi possível definir a especificidade do anticorpo e, em cinco, a identificação não foi realizada. O TAD foi positivo em 11 amostras. Discussão: No presente estudo, observou-se predominância de anticorpos pertencentes ao sistema Rh, especialmente o anti-D, seguido por anticorpos dos sistemas MNS, Diego, Kell e Lewis. Esse achado é compatível com dados descritos na literatura, que apontam os sistemas Rh e Kell como os principais grupos envolvidos na formação de aloanticorpos clinicamente significativos devido ao alto potencial imunogênico de seus antígenos. O monitoramento contínuo do perfil de aloimunização dos doadores contribui para o aprimoramento das práticas hemoterápicas. Conclusão: A identificação desses anticorpos em doadores reforça a importância da investigação imuno-hematológica durante a triagem laboratorial, contribuindo para a segurança transfusional e para o controle de qualidade dos hemocomponentes produzidos. A presença de autoanticorpos, TAD positivo e casos sem especificidade definida demonstra a complexidade da investigação sorológica e a necessidade de acompanhamento técnico especializado. Os resultados obtidos contribuem para o conhecimento do perfil dos anticorpos irregulares na população de doadores do Banco de Sangue de São Paulo – Paraíso, auxiliando no aprimoramento das práticas hemoterápicas.
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BibTeX
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PY - 2026
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AB - Introdução: A detecção de anticorpos irregulares é etapa fundamental da qualificação imuno-hematológica de doadores de sangue, contribuindo para a segurança transfusional. A Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI) identifica anticorpos antieritrocitários, geralmente relacionados à aloimunização por gestação ou transfusões prévias. Embora sua frequência em doadores seja baixa, sua identificação contribui para prevenir intercorrências transfusionais, aperfeiçoar protocolos laboratoriais e ampliar o conhecimento sobre o perfil de aloimunização da população. Objetivo: Descrever o perfil dos anticorpos irregulares identificados em doadores com PAI positiva, coletados no Banco de Sangue de São Paulo – Paraíso, caracterizando sua frequência e contribuindo para o fortalecimento da segurança transfusional. Materiais e métodos: Estudo observacional e descritivo, referente ao ano de 2025, realizado por meio da análise de registros laboratoriais de doadores com PAI positiva. Foram incluídos todos os doadores reagentes no período. As amostras foram submetidas à investigação imuno-hematológica conforme os procedimentos do serviço, incluindo identificação da especificidade dos anticorpos por painéis de hemácias reagentes e Teste da Antiglobulina Direta (TAD), quando indicado. Foram analisadas as frequências dos anticorpos, presença de autoanticorpos e os casos sem identificação da especificidade do anticorpo. Os dados foram obtidos por meio de consulta ao sistema informatizado RealBlood. Resultados: Foram realizadas 36.899 coletas, com 78 amostras com resultado reagente para PAI (0,21%). Predominaram os grupos O RhD positivo (n = 25) e A RhD positivo (n = 22), seguidos por O RhD negativo (n = 14), B RhD positivo (n = 8), A RhD negativo (n = 4), AB RhD positivo (n = 2), B RhD negativo (n = 2) e AB RhD negativo (n = 1). Houve predominância de anticorpos do sistema Rh, sendo o anti-D o mais frequente (n = 11), seguido por anti-M (n = 9), anti-S (n = 6), anti-D+anti-C (n = 5), anti-Dia (n = 5), anti-E (n = 5), anti-K (n = 4), autoanticorpos (n = 3), anti-c (n = 1), anti-Leb (n = 1) e associação anti-E/anti-K (n = 1). Em 11 amostras não foi possível definir a especificidade do anticorpo e, em cinco, a identificação não foi realizada. O TAD foi positivo em 11 amostras. Discussão: No presente estudo, observou-se predominância de anticorpos pertencentes ao sistema Rh, especialmente o anti-D, seguido por anticorpos dos sistemas MNS, Diego, Kell e Lewis. Esse achado é compatível com dados descritos na literatura, que apontam os sistemas Rh e Kell como os principais grupos envolvidos na formação de aloanticorpos clinicamente significativos devido ao alto potencial imunogênico de seus antígenos. O monitoramento contínuo do perfil de aloimunização dos doadores contribui para o aprimoramento das práticas hemoterápicas. Conclusão: A identificação desses anticorpos em doadores reforça a importância da investigação imuno-hematológica durante a triagem laboratorial, contribuindo para a segurança transfusional e para o controle de qualidade dos hemocomponentes produzidos. A presença de autoanticorpos, TAD positivo e casos sem especificidade definida demonstra a complexidade da investigação sorológica e a necessidade de acompanhamento técnico especializado. Os resultados obtidos contribuem para o conhecimento do perfil dos anticorpos irregulares na população de doadores do Banco de Sangue de São Paulo – Paraíso, auxiliando no aprimoramento das práticas hemoterápicas.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -