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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO DE VALIDAÇÃO DO EQUIPAMENTO HEMOGLOBINÔMETRO NÃO INVASIVO NBM-200 (ORSENSE) EM UM HEMOCENTRO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

  1. 1Centro de Hematologia e Hemoterapia Dr. Dario Itapary Nicolau (Hemomar), São Luís, MA, Brasil

Abstract

Introdução: Na doação de sangue, o candidato passa por uma triagem clínica e triagem hematológica, etapas fundamentais para a segurança do doador e receptor. Na triagem hematológica, o equipamento de hemoglobinômetro não invasivo NBM-200 (orSense) veio como uma alternativa promissora, pois dispensa a punção digital, diminui o descarte de resíduos biológicos, verifica a frequência de pulso, dando mais conforto para o doador. Porém, sua utilização requer validação local para garantir a segurança no processo de triagem hematológica. Objetivo: Relatar a experiência na elaboração e implementação do protocolo de validação do hemoglobinômetro não invasivo NBM – 200 (OrSense), comparando seus resultados aos obtidos pelo hemograma automatizado. Material e métodos: Trata-se de um estudo observacional sobre elaboração e implementação do protocolo de validação do hemoglobinômetro não invasivo NBM-200 (OrSense) no mês de julho de 2025. Foram avaliados 140 candidatos à doação de sangue total e por aférese, de ambos os sexos. A determinação da hemoglobina foi realizada por dois métodos: o hemoglobinômetro não invasivo NBM-200 (OrSense) e o hemograma automatizado, obtido a partir de amostra coletada por punção venosa e processada no analisador hematológico ADVIA 2120i – Hematology System, utilizado como método de referência. Os resultados obtidos pelos dois métodos foram registrados em planilha e submetidos à análise comparativa. Resultados e discussão: Durante a utilização do equipamento hemoglobinômetro não invasivo NBM-200 (OrSense), foram observadas dificuldades na obtenção da leitura em alguns candidatos à doação com dedos de menor espessura, devido ao posicionamento e ao ajuste adequados do sensor, comprometendo o contato necessário para a realização da leitura. Além disso, em candidatos com extremidades frias, a redução da temperatura pode estar associada à vasoconstrição e à diminuição da perfusão sanguínea local, interferindo na obtenção dos resultados. Diante dessas situações, a equipe foi orientada a priorizar a utilização do dedo de maior calibre e, nos casos de extremidades frias, solicitar ao candidato que friccionasse as mãos antes da realização do exame, com o objetivo de estimular a circulação sanguínea periférica e favorecer a leitura do equipamento. Quanto à comparação dos resultados, a média da hemoglobina obtida pelo hemograma foi de 14,05 ± 1,34 g/dL, enquanto a média obtida pelo NBM-200 foi de 14,26 ± 1,13 g/dL. Os valores variaram de 10,10 a 17,40 g/dL no hemograma e de 12,50 a 17,60 g/dL no NBM-200. A diferença entre as médias foi de apenas 0,21 g/dL, apresentando médias muito próximas entre os métodos e demonstrou potencial do hemoglobinômetro não invasivo para a triagem hematológica de candidatos à doação de sangue. Conclusão: A elaboração e a implementação do protocolo de validação demonstram um importante avanço na padronização da triagem hematológica do hemocentro, o equipamento apresentou valores médios semelhantes aos obtidos pelo hemograma automatizado, indicando desempenho compatível com o método de referência. O estudo também evidenciou fatores que podem interferir na obtenção das leituras, ressaltando a importância do treinamento com a equipe para o manejo dessas interferências. O hemoglobinômetro não invasivo NBM-200 (orSense), representa uma alternativa inovadora na triagem hematológica nos Hemocentro tendo em vista custo-benefício.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -