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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

CLÍNICA DE ADESÃO EM HEMATOLOGIA: MODELO INOVADOR PARA IDENTIFICAÇÃO DE BARREIRAS SOCIAIS NO CUIDADO DA DOENÇA FALCIFORME

  1. 1Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Abstract

Introdução: A adesão ao seguimento ambulatorial em pacientes com doenças hematológicas crônicas constitui um dos principais determinantes de desfechos clínicos favoráveis. No entanto, a não adesão permanece sendo um desafio, sendo os fatores sociais importantes neste contexto. Apesar disso, esses fatores não são identificados na prática clínica. Diante desse cenário, a Clínica de Adesão do HEMORIO foi estruturada com o objetivo de identificar e intervir nas barreiras relacionadas à não adesão, com abordagem multidisciplinar. Objetivo: No presente estudo, optou-se por focar especificamente nas barreiras sociais relacionadas a não adesão. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, descritivo, com abordagem prospectiva, realizado no ambulatório do HEMORIO, envolvendo pacientes com doenças hematológicas crônicas. Foram incluídos pacientes que apresentavam ausência ao seguimento ambulatorial por período superior a 6-meses e que retornaram ao atendimento hematológico. A identificação das barreiras sociais foi realizada por meio da aplicação de um questionário estruturado, disponibilizado aos pacientes através de QR code, associado a um ebook educativo da Clínica de Adesão. O ebook tem como objetivo explicar as consultas multidisciplinares disponíveis no serviço, sendo utilizado neste momento apenas como instrumento educativo, sem avaliação de impacto nesta etapa do estudo. O questionário foi aplicado durante a consulta com a hematologista, permitindo a identificação imediata das principais dificuldades sociais enfrentadas pelos pacientes. As variáveis investigadas incluíram: • Dificuldade de transporte: falta de vale transporte; • Limitações financeiras; • Necessidade de faltar ao trabalho; • Baixo nível de escolaridade; • Ausência de rede de apoio familiar; • Dificuldade de agendamento da consulta. Após a aplicação do questionário, os pacientes foram imediatamente encaminhados para atendimento com o serviço social, com o objetivo de intervenção direcionada e suporte individualizado. Os dados foram organizados e analisados de forma descritiva, sendo apresentados em frequências relativas (percentuais), de acordo com a prevalência das barreiras sociais identificadas Resultados: Foram avaliados 62 pacientes com doenças hematológicas crônicas, previamente em situação de não adesão ao seguimento ambulatorial. As principais barreiras sociais identificadas foram: Dificuldade de transporte: falta de vale transporte 47%; Limitação financeira: 18%; Necessidade de ausência no trabalho: 14%; Baixo nível de escolaridade: 9%; Ausência de suporte familiar: 2%; Dificuldade de agendamento da consulta: 10%. Observou-se que múltiplas barreiras estavam frequentemente presentes no mesmo paciente, evidenciando a complexidade dos determinantes sociais envolvidos na não adesão. Todos os pacientes foram encaminhados para atendimento com o serviço social imediatamente após a identificação das barreiras. Conclusão e Discussão: As barreiras sociais representam um fator determinante na não adesão ao seguimento ambulatorial em pacientes com doenças falciforme. O encaminhamento imediato ao serviço social, mostrou-se uma estratégia viável e eficaz para e intervenção precoce dessas barreiras. Nesta fase do projeto, o ebook da Clínica de Adesão foi utilizado exclusivamente como ferramenta educativa, sem avaliação de seu impacto, a qual será objeto de estudos futuros.

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AB  - Introdução: A adesão ao seguimento ambulatorial em pacientes com doenças hematológicas crônicas constitui um dos principais determinantes de desfechos clínicos favoráveis. No entanto, a não adesão permanece sendo um desafio, sendo os fatores sociais importantes neste contexto. Apesar disso, esses fatores não são identificados na prática clínica. Diante desse cenário, a Clínica de Adesão do HEMORIO foi estruturada com o objetivo de identificar e intervir nas barreiras relacionadas à não adesão, com abordagem multidisciplinar. Objetivo: No presente estudo, optou-se por focar especificamente nas barreiras sociais relacionadas a não adesão. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, descritivo, com abordagem prospectiva, realizado no ambulatório do HEMORIO, envolvendo pacientes com doenças hematológicas crônicas. Foram incluídos pacientes que apresentavam ausência ao seguimento ambulatorial por período superior a 6-meses e que retornaram ao atendimento hematológico. A identificação das barreiras sociais foi realizada por meio da aplicação de um questionário estruturado, disponibilizado aos pacientes através de QR code, associado a um ebook educativo da Clínica de Adesão. O ebook tem como objetivo explicar as consultas multidisciplinares disponíveis no serviço, sendo utilizado neste momento apenas como instrumento educativo, sem avaliação de impacto nesta etapa do estudo. O questionário foi aplicado durante a consulta com a hematologista, permitindo a identificação imediata das principais dificuldades sociais enfrentadas pelos pacientes. As variáveis investigadas incluíram: • Dificuldade de transporte: falta de vale transporte; • Limitações financeiras; • Necessidade de faltar ao trabalho; • Baixo nível de escolaridade; • Ausência de rede de apoio familiar; • Dificuldade de agendamento da consulta. Após a aplicação do questionário, os pacientes foram imediatamente encaminhados para atendimento com o serviço social, com o objetivo de intervenção direcionada e suporte individualizado. Os dados foram organizados e analisados de forma descritiva, sendo apresentados em frequências relativas (percentuais), de acordo com a prevalência das barreiras sociais identificadas Resultados: Foram avaliados 62 pacientes com doenças hematológicas crônicas, previamente em situação de não adesão ao seguimento ambulatorial. As principais barreiras sociais identificadas foram: Dificuldade de transporte: falta de vale transporte 47%; Limitação financeira: 18%; Necessidade de ausência no trabalho: 14%; Baixo nível de escolaridade: 9%; Ausência de suporte familiar: 2%; Dificuldade de agendamento da consulta: 10%. Observou-se que múltiplas barreiras estavam frequentemente presentes no mesmo paciente, evidenciando a complexidade dos determinantes sociais envolvidos na não adesão. Todos os pacientes foram encaminhados para atendimento com o serviço social imediatamente após a identificação das barreiras. Conclusão e Discussão: As barreiras sociais representam um fator determinante na não adesão ao seguimento ambulatorial em pacientes com doenças falciforme. O encaminhamento imediato ao serviço social, mostrou-se uma estratégia viável e eficaz para e intervenção precoce dessas barreiras. Nesta fase do projeto, o ebook da Clínica de Adesão foi utilizado exclusivamente como ferramenta educativa, sem avaliação de seu impacto, a qual será objeto de estudos futuros.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -