RECIDIVA PULMONAR DE SARCOMA HISTIOCÍTICO: DESAFIO DIAGNÓSTICO E PAPEL DA IMUNO-HISTOQUÍMICA: UM RELATO DE CASO
- 1Hospital de Câncer de Barretos, Barretos, SP, Brasil
Abstract
Objetivo: Relatar um caso raro de sarcoma histiocítico (SH) com apresentação cutânea seguida de disseminação linfonodal e pulmonar, abordando a dificuldade de se proceder ao diagnóstico e a importância da imuno-histoquímica (IHQ) nesse contexto. Relato de caso: Paciente feminina, 54 anos, em 2021 notou o aparecimento de hematomas em membro inferior direito e evoluiu com surgimento de massa em membro inferior contralateral. A ressonância magnética realizada suscitou a hipótese de sarcoma. Solicitada a ressecção cirúrgica (8,5 x 4,4 x 4,8 cm) e o anatomopatológico, confirmando o diagnóstico de sarcoma histiocítico e realizado radioterapia. Após quatro meses, houve progressão da doença, com acometimento nodal inguinal esquerdo, procedendo-se à ressecção nodal. Após dois anos, a paciente evoluiu com nódulo em lobo pulmonar inferior direito, com captação importante em PET-CT. A biópsia dessa lesão evidenciou células atípicas suspeitas para neoplasia em meio a infiltrado linfoplasmocitário, em associação com IHQ com CD68, CD163 e CD4 positivos, compatíveis com recidiva de sarcoma histiocítico e realizado lobectomia inferior direita. Atualmente, a paciente apresentou novos nódulos pleurais em pulmão direito, sendo encaminhada para a radiointervenção para nova biópsia por suspeita de recidiva. Discussão: O sarcoma histiocítico consiste em uma neoplasia maligna de origem histiocítica/dendrítica, rara e de difícil diagnóstico, com etiologia indefinida. Acomete mais frequentemente homens, em qualquer faixa etária. Sua manifestação clínica é variável, de forma localizada ou disseminada, e com achado histológico de células histiocitoides, fundo linfoplasmocitário e necrose. A IHQ é essencial ao diagnóstico, auxiliando no diagnóstico diferencial e na confirmação dos marcadores, sendo expressos CD68, CD163, PU.1, além de CD31, CD4 e CD45RO. O diagnóstico diferencial oncológico deve ser feito com linfomas, carcinomas pouco diferenciados e melanomas. No caso relatado, o diagnóstico apresentava desafios por mimetizar quadros vasculares (hematomas pós-trombose) e linfomas (padrão histológico com infiltrado linfoplasmocitário). Ademais, a recidiva da doença em sítio pulmonar apontava para a necessidade de novo estudo imuno-histoquímico. Conclusão: O sarcoma histiocítico é, portanto, neoplasia rara e de difícil diagnóstico, devido à sobreposição com outras condições clínicas. A importância da IHQ está consolidada na definição diagnóstica e, mesmo em caso de recidiva, é indispensável solicitá-la, haja vista a variedade de diagnósticos diferenciais possíveis e a baixa prevalência do SH.
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TY - JOUR
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
JO - Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -