BARREIRAS À DOAÇÃO DE SANGUE E ESTRATÉGIAS PARA AMPLIAÇÃO DA CAPTAÇÃO DE DOADORES: ESTUDO TRANSVERSAL BASEADO EM QUESTIONÁRIO APLICADO À POPULAÇÃO INTRA-HOSPITALAR
4 affiliations
- 1Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, MG, Brasil
- 2Universidade Rio Verde (UniRV), Rio Verde, GO, Brasil
- 3Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (IMEPAC Araguari), Araguari, MG, Brasil
- 4Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), Uberlândia, MG, Brasil
Abstract
Introdução: A manutenção de estoques adequados de sangue e hemocomponentes depende da participação contínua de doadores voluntários. Entretanto, fatores individuais, informacionais, sociais e organizacionais podem dificultar a adesão. Identificar essas barreiras permite compreender as necessidades dos potenciais doadores e direcionar estratégias de educação, comunicação e mobilização. Conhecer a percepção da população intra-hospitalar pode contribuir para ações de captação mais humanizadas. Objetivo: Identificar as principais barreiras à doação de sangue na comunidade intra-hospitalar e analisar estratégias capazes de estimular a primeira doação, aumentar sua frequência e favorecer a fidelização. Material e Método: Estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado por meio de questionário eletrônico no Google Forms, disponibilizado à população adulta da comunidade hospitalar. Foram analisadas 112 respostas. O instrumento contemplou dados sociodemográficos, histórico de doação, conhecimento sobre critérios de elegibilidade, motivos para não doar ou interromper doações, dificuldades de acesso e fatores estimuladores. Os dados foram analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Resultados: Participaram 112 indivíduos, sendo 84 (75,0%) do sexo feminino e 28 (25,0%) do masculino. A faixa etária predominante foi de 35 a 44 anos (43,8%), seguida de 25 a 34 anos (25,0%). Quanto ao histórico de doação, 68 (60,7%) já haviam doado e 44 (39,3%) nunca haviam doado. As principais barreiras foram falta de tempo, dúvidas sobre critérios de elegibilidade, medo de agulhas ou de apresentar reações, incompatibilidade dos horários de atendimento com a rotina e dificuldades de acesso aos locais de coleta. Entre os fatores estimuladores destacaram-se maior divulgação de informações, campanhas educativas permanentes, esclarecimento dos critérios, ampliação ou flexibilização dos horários, campanhas no ambiente hospitalar e fortalecimento do incentivo institucional. Os resultados indicam que conhecimento adequado e facilidade de acesso podem favorecer a transformação de indivíduos potencialmente aptos em doadores efetivos. Discussão: As barreiras identificadas não se relacionam exclusivamente à falta de interesse individual, mas também a aspectos informacionais, logísticos e organizacionais. A falta de tempo e as dificuldades de acesso reforçam a necessidade de aproximar a doação da rotina da população. Dúvidas sobre elegibilidade e receios quanto ao procedimento evidenciam a importância de comunicação clara, acessível e humanizada. As estratégias sugeridas pelos participantes podem orientar ações de captação, fortalecendo campanhas educativas e comunicação institucional. Conclusão: As principais barreiras envolveram disponibilidade de tempo, acesso aos serviços, conhecimento sobre critérios de elegibilidade e receios associados ao procedimento. Campanhas educativas, maior divulgação, flexibilização dos horários e fortalecimento das ações institucionais foram apontados como estratégias para ampliar a adesão. Compreender as dificuldades percebidas pode subsidiar ações permanentes e humanizadas, estimulando a primeira doação e a fidelização, com impacto na continuidade do abastecimento de hemocomponentes.
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AU - Luiz Gustavo Floresta COSTA
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AU - Sarah Fernandes SOUZA
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AB - Introdução: A manutenção de estoques adequados de sangue e hemocomponentes depende da participação contínua de doadores voluntários. Entretanto, fatores individuais, informacionais, sociais e organizacionais podem dificultar a adesão. Identificar essas barreiras permite compreender as necessidades dos potenciais doadores e direcionar estratégias de educação, comunicação e mobilização. Conhecer a percepção da população intra-hospitalar pode contribuir para ações de captação mais humanizadas. Objetivo: Identificar as principais barreiras à doação de sangue na comunidade intra-hospitalar e analisar estratégias capazes de estimular a primeira doação, aumentar sua frequência e favorecer a fidelização. Material e Método: Estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa, realizado por meio de questionário eletrônico no Google Forms, disponibilizado à população adulta da comunidade hospitalar. Foram analisadas 112 respostas. O instrumento contemplou dados sociodemográficos, histórico de doação, conhecimento sobre critérios de elegibilidade, motivos para não doar ou interromper doações, dificuldades de acesso e fatores estimuladores. Os dados foram analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Resultados: Participaram 112 indivíduos, sendo 84 (75,0%) do sexo feminino e 28 (25,0%) do masculino. A faixa etária predominante foi de 35 a 44 anos (43,8%), seguida de 25 a 34 anos (25,0%). Quanto ao histórico de doação, 68 (60,7%) já haviam doado e 44 (39,3%) nunca haviam doado. As principais barreiras foram falta de tempo, dúvidas sobre critérios de elegibilidade, medo de agulhas ou de apresentar reações, incompatibilidade dos horários de atendimento com a rotina e dificuldades de acesso aos locais de coleta. Entre os fatores estimuladores destacaram-se maior divulgação de informações, campanhas educativas permanentes, esclarecimento dos critérios, ampliação ou flexibilização dos horários, campanhas no ambiente hospitalar e fortalecimento do incentivo institucional. Os resultados indicam que conhecimento adequado e facilidade de acesso podem favorecer a transformação de indivíduos potencialmente aptos em doadores efetivos. Discussão: As barreiras identificadas não se relacionam exclusivamente à falta de interesse individual, mas também a aspectos informacionais, logísticos e organizacionais. A falta de tempo e as dificuldades de acesso reforçam a necessidade de aproximar a doação da rotina da população. Dúvidas sobre elegibilidade e receios quanto ao procedimento evidenciam a importância de comunicação clara, acessível e humanizada. As estratégias sugeridas pelos participantes podem orientar ações de captação, fortalecendo campanhas educativas e comunicação institucional. Conclusão: As principais barreiras envolveram disponibilidade de tempo, acesso aos serviços, conhecimento sobre critérios de elegibilidade e receios associados ao procedimento. Campanhas educativas, maior divulgação, flexibilização dos horários e fortalecimento das ações institucionais foram apontados como estratégias para ampliar a adesão. Compreender as dificuldades percebidas pode subsidiar ações permanentes e humanizadas, estimulando a primeira doação e a fidelização, com impacto na continuidade do abastecimento de hemocomponentes.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -