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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

DISCREPÂNCIA ABO ASSOCIADA À PRESENÇA DE ANTICORPO IRREGULAR: RELATO DE CASO, HEMOCENTRO REGIONAL DE JATAÍ-GO

  1. 1Hemocentro Regional de Jataí, Jataí, GO, Brasil;
  2. 2Hemocentro Estadual Coordenador Prof. Nion Albernaz (HEMOGO), Goiânia, GO, Brasil

Abstract

Introdução: A determinação correta do sistema ABO é fundamental para a segurança transfusional. Discrepâncias ABO podem ocorrer por diferentes causas, incluindo a presença de anticorpos irregulares capazes de interferir na tipagem reversa. A investigação adequada desses casos é essencial para prevenir incompatibilidades transfusionais e reações adversas. Objetivo: Relatar um caso de discrepância ABO associada à presença de anticorpo irregular, destacando a importância da investigação laboratorial no contexto transfusional. Relato de caso: Paciente S. F. S., sexo feminino, 67 anos, diagnosticada com insuficiência renal crônica, foi encaminhada ao Hemocentro Regional de Jataí pela Agência Transfusional de Mineiros, para realização de testes com intuito de resolver a discrepância ABO. A paciente foi admitida pela primeira vez na agência em 2021, sem alterações nos testes pré-transfusionais e com histórico de tipagem ABO/RH A positivo. Após politransfusões, observou-se discrepância na tipagem ABO, sendo tipagem direta compatível com grupo A e tipagem reversa com grupo O, além de pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) positiva no ano de 2024. Diante do achado, foram realizados testes complementares, incluindo repetição da tipagem ABO na metodologia em gel e em tubo, usando a técnica tradicional e a 4 °C; repetição da PAI, identificação do anticorpo irregular e fenotipagem RH/Kell. A PAI apresentou resultado positivo, confirmando o resultado previamente obtido na agência, sendo posteriormente realizado o painel de hemácias, em que foi identificado a presença do anticorpo anti-c. Já o resultado do fenótipo Rh/Kell da paciente foi C+c(-)E(-)e+K(-). Diante dos resultados encontrados, foi realizada também a fenotipagem da hemácia do Revercel A1, utilizada para realização da prova reversa na técnica em tubo, na qual apresentou resultado C(-)c+E(-)e+ K(-). Após a investigação, foi possível definir a tipagem direta como A positivo, no entanto, mesmo utilizando duas metologias, gel teste e tubo, a tipagem reversa permaneceu inconclusiva, devido à presença do antígeno “c” na hemácia do Revercel A1, contra a qual o paciente possui aloanticorpo (anti-c). Conclusão: A presença de aloanticorpos pode ocasionar interferências importantes na tipagem reversa ABO, dificultando a correta definição do grupo sanguíneo. A investigação imuno-hematológica ampliada, incluindo PAI, painel de identificação de anticorpos e fenotipagem eritrocitária, é indispensável para elucidação diagnóstica e garantia da segurança transfusional.

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AB  - Introdução: A determinação correta do sistema ABO é fundamental para a segurança transfusional. Discrepâncias ABO podem ocorrer por diferentes causas, incluindo a presença de anticorpos irregulares capazes de interferir na tipagem reversa. A investigação adequada desses casos é essencial para prevenir incompatibilidades transfusionais e reações adversas. Objetivo: Relatar um caso de discrepância ABO associada à presença de anticorpo irregular, destacando a importância da investigação laboratorial no contexto transfusional. Relato de caso: Paciente S. F. S., sexo feminino, 67 anos, diagnosticada com insuficiência renal crônica, foi encaminhada ao Hemocentro Regional de Jataí pela Agência Transfusional de Mineiros, para realização de testes com intuito de resolver a discrepância ABO. A paciente foi admitida pela primeira vez na agência em 2021, sem alterações nos testes pré-transfusionais e com histórico de tipagem ABO/RH A positivo. Após politransfusões, observou-se discrepância na tipagem ABO, sendo tipagem direta compatível com grupo A e tipagem reversa com grupo O, além de pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) positiva no ano de 2024. Diante do achado, foram realizados testes complementares, incluindo repetição da tipagem ABO na metodologia em gel e em tubo, usando a técnica tradicional e a 4 °C; repetição da PAI, identificação do anticorpo irregular e fenotipagem RH/Kell. A PAI apresentou resultado positivo, confirmando o resultado previamente obtido na agência, sendo posteriormente realizado o painel de hemácias, em que foi identificado a presença do anticorpo anti-c. Já o resultado do fenótipo Rh/Kell da paciente foi C+c(-)E(-)e+K(-). Diante dos resultados encontrados, foi realizada também a fenotipagem da hemácia do Revercel A1, utilizada para realização da prova reversa na técnica em tubo, na qual apresentou resultado C(-)c+E(-)e+ K(-). Após a investigação, foi possível definir a tipagem direta como A positivo, no entanto, mesmo utilizando duas metologias, gel teste e tubo, a tipagem reversa permaneceu inconclusiva, devido à presença do antígeno “c” na hemácia do Revercel A1, contra a qual o paciente possui aloanticorpo (anti-c). Conclusão: A presença de aloanticorpos pode ocasionar interferências importantes na tipagem reversa ABO, dificultando a correta definição do grupo sanguíneo. A investigação imuno-hematológica ampliada, incluindo PAI, painel de identificação de anticorpos e fenotipagem eritrocitária, é indispensável para elucidação diagnóstica e garantia da segurança transfusional.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
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