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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

DESAFIOS DO MANEJO ODONTOLÓGICO DE MUCOSITE ORAL GRAVE EM PACIENTE IDOSA COM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA: RELATO DE CASO

  1. 1Hospital Pró-Cardíaco, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Abstract

Introdução: A mucosite oral é uma das complicações mais frequentes e debilitantes da quimioterapia intensiva para leucemia linfoblástica aguda, podendo atingir graus avançados quando não há acompanhamento odontológico preventivo durante os ciclos de tratamento. Em pacientes idosos e com comorbidades associadas, o manejo da mucosite grave exige abordagem multiprofissional, uma vez que compromete a ingestão oral, o conforto e pode coexistir com outras complicações sistêmicas graves do tratamento onco-hematológico. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 85 anos, com diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda de linhagem B comum, com infiltração tumoral do sistema nervoso central. Antecedente de linfoma não Hodgkin em 2020. Internada por síndrome de lise tumoral associada a desorientação e desidratação, em vigência de quimioterapia (bloco A do protocolo Mini Hyper-CVAD) associada a quimioterapia intratecal (Metotrexato, Citarabina e Dexametasona). Durante anamnese relatou não ter feito acompanhamento com laserterapia preventiva durante o ciclo de quimioterapia pré internação, sendo admitida com mucosite oral grau 4 com candidíase pseudomembranosa associada, foi observado em oroscopia extensas lesões úlceradas em mucosa labial superior e inferior, mucosa jugal e lateral de língua bilateral e orofaringe além de placas brancas destacáveis, impossibilidade de alimentação por via oral, com indicação de nutrição parenteral, complicada por síndrome de realimentação. Foi Instituída laserterapia diária e bochecho contendo cloridrato de lidocaína, morfina, dexametasona, cloridrato de difenidramina, cloreto de sódio a 0,9%, complexo B e nistatina, além de dexpantenol tópico nos lábios, obteve melhora parcial das lesões e do controle álgico. Durante a internação, em aplasia de nadir com dependência transfusional e neutropenia febril de provável foco digestivo sob antibioticoterapia, a paciente apresentou episódio de rebaixamento do nível de consciência, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Apesar das manobras avançadas de reanimação cardiopulmonar, não houve resposta, sendo constatado o óbito. Discussão: O caso ilustra o impacto do não acompanhamento do protocolo preventivo de laserterapia sobre a gravidade da mucosite oral em pacientes submetidos a quimioterapia intensiva, sobretudo em idosos já fragilizados por comorbidades e pela própria doença hematológica de base. A resposta parcial obtida com o manejo multiprofissional da mucosite, combinando fotobiomodulação, analgesia tópica e suporte nutricional, reforça a relevância da atuação da odontologia no cuidado integrado ao paciente onco-hematológico. A evolução desfavorável, decorrente de complicação aguda não relacionada diretamente à mucosite, evidencia que o controle da complicação oral, embora essencial, ocorre no contexto de um paciente clinicamente instável, cujo desfecho depende do conjunto das intercorrências sistêmicas do tratamento. Conclusão: A manutenção da laserterapia preventiva ao longo de todos os ciclos de quimioterapia é fundamental para reduzir a gravidade da mucosite oral, sobretudo em pacientes idosos submetidos a regimes intensivos. Este relato reforça a importância da integração entre odontologia e hematologia no cuidado de pacientes onco-hematológicos.

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AB  - Introdução: A mucosite oral é uma das complicações mais frequentes e debilitantes da quimioterapia intensiva para leucemia linfoblástica aguda, podendo atingir graus avançados quando não há acompanhamento odontológico preventivo durante os ciclos de tratamento. Em pacientes idosos e com comorbidades associadas, o manejo da mucosite grave exige abordagem multiprofissional, uma vez que compromete a ingestão oral, o conforto e pode coexistir com outras complicações sistêmicas graves do tratamento onco-hematológico. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 85 anos, com diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda de linhagem B comum, com infiltração tumoral do sistema nervoso central. Antecedente de linfoma não Hodgkin em 2020. Internada por síndrome de lise tumoral associada a desorientação e desidratação, em vigência de quimioterapia (bloco A do protocolo Mini Hyper-CVAD) associada a quimioterapia intratecal (Metotrexato, Citarabina e Dexametasona). Durante anamnese relatou não ter feito acompanhamento com laserterapia preventiva durante o ciclo de quimioterapia pré internação, sendo admitida com mucosite oral grau 4 com candidíase pseudomembranosa associada, foi observado em oroscopia extensas lesões úlceradas em mucosa labial superior e inferior, mucosa jugal e lateral de língua bilateral e orofaringe além de placas brancas destacáveis, impossibilidade de alimentação por via oral, com indicação de nutrição parenteral, complicada por síndrome de realimentação. Foi Instituída laserterapia diária e bochecho contendo cloridrato de lidocaína, morfina, dexametasona, cloridrato de difenidramina, cloreto de sódio a 0,9%, complexo B e nistatina, além de dexpantenol tópico nos lábios, obteve melhora parcial das lesões e do controle álgico. Durante a internação, em aplasia de nadir com dependência transfusional e neutropenia febril de provável foco digestivo sob antibioticoterapia, a paciente apresentou episódio de rebaixamento do nível de consciência, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Apesar das manobras avançadas de reanimação cardiopulmonar, não houve resposta, sendo constatado o óbito. Discussão: O caso ilustra o impacto do não acompanhamento do protocolo preventivo de laserterapia sobre a gravidade da mucosite oral em pacientes submetidos a quimioterapia intensiva, sobretudo em idosos já fragilizados por comorbidades e pela própria doença hematológica de base. A resposta parcial obtida com o manejo multiprofissional da mucosite, combinando fotobiomodulação, analgesia tópica e suporte nutricional, reforça a relevância da atuação da odontologia no cuidado integrado ao paciente onco-hematológico. A evolução desfavorável, decorrente de complicação aguda não relacionada diretamente à mucosite, evidencia que o controle da complicação oral, embora essencial, ocorre no contexto de um paciente clinicamente instável, cujo desfecho depende do conjunto das intercorrências sistêmicas do tratamento. Conclusão: A manutenção da laserterapia preventiva ao longo de todos os ciclos de quimioterapia é fundamental para reduzir a gravidade da mucosite oral, sobretudo em pacientes idosos submetidos a regimes intensivos. Este relato reforça a importância da integração entre odontologia e hematologia no cuidado de pacientes onco-hematológicos.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -