DIAGNÓSTICO E MANEJO DE LESÕES ORAIS POR COVID-19 EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA EM PROTOCOLO DE METOTREXATO: RELATO DE CASO
- 1Rede D'Or, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Abstract
Introdução: A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) representa a neoplasia maligna mais frequente na infância e adolescência. O tratamento quimioterápico, particularmente em ciclos de altas doses de Metotrexato (MTX), está associado a episódios de mielossupressão severa e estomatotoxicidade, manifestada frequentemente por mucosite oral. Paralelamente, infecções virais concomitantes, como o SARS-CoV-2, podem apresentar manifestações estomatológicas atípicas, exigindo diagnóstico diferencial preciso por parte da equipe de Estomatologia em ambiente hospitalar para evitar a sobreposição de diagnósticos com a toxicidade medicamentosa. Relato do caso: Paciente do sexo masculino, 15 anos, em acompanhamento onco-hematológico para tratamento de LLA. Durante o protocolo quimioterápico contendo Metotrexato, o paciente mantinha acompanhamento diário pela equipe de Estomatologia, apresentando quadro de mucosite oral adequadamente controlado sob medidas profiláticas e terapêuticas locais. Durante a avaliação de rotina, observou-se o surgimento de lesões elementares na mucosa oral atípicas para o padrão evolutivo de mucosite induzida por antineoplásicos, caracterizadas por enantema difuso e ulcerações focais sugestivas de etiologia viral. Diante do quadro clínico e da suspeita de infecção sistêmica concomitante, solicitou-se o teste de RT-PCR/antígeno para SARS-CoV-2, cujo resultado foi positivo. O plano de cuidado estomatológico foi prontamente reajustado, focando no alívio sintomático, controle de infecções secundárias e manutenção da integridade tecidual, permitindo a resolução das lesões e o suporte necessário para a continuidade da terapia hematológica. Conclusão: O monitoramento contínuo pela Estomatologia em pacientes sob quimioterapia de alto risco é fundamental para a diferenciação entre manifestações puramente tóxico-medicamentosas, como a mucosite por Metotrexato, e lesões secundárias a infecções virais oportunistas ou concomitantes, como a COVID-19. O diagnóstico precoce e a abordagem interdisciplinar garantiram o manejo adequado das lesões orais e a segurança do paciente durante o ciclo terapêutico.
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TI - DIAGNÓSTICO E MANEJO DE LESÕES ORAIS POR COVID-19 EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA EM PROTOCOLO DE METOTREXATO: RELATO DE CASO
AU - Flavia LOBÃO
AU - Eduardo Flavia MELHEM
PY - 2026
DA - 2026/10/23
JO - Hematology, Transfusion and Cell Therapy
DO - 10.1016/j.htct.2026.107580
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AB - Introdução: A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) representa a neoplasia maligna mais frequente na infância e adolescência. O tratamento quimioterápico, particularmente em ciclos de altas doses de Metotrexato (MTX), está associado a episódios de mielossupressão severa e estomatotoxicidade, manifestada frequentemente por mucosite oral. Paralelamente, infecções virais concomitantes, como o SARS-CoV-2, podem apresentar manifestações estomatológicas atípicas, exigindo diagnóstico diferencial preciso por parte da equipe de Estomatologia em ambiente hospitalar para evitar a sobreposição de diagnósticos com a toxicidade medicamentosa. Relato do caso: Paciente do sexo masculino, 15 anos, em acompanhamento onco-hematológico para tratamento de LLA. Durante o protocolo quimioterápico contendo Metotrexato, o paciente mantinha acompanhamento diário pela equipe de Estomatologia, apresentando quadro de mucosite oral adequadamente controlado sob medidas profiláticas e terapêuticas locais. Durante a avaliação de rotina, observou-se o surgimento de lesões elementares na mucosa oral atípicas para o padrão evolutivo de mucosite induzida por antineoplásicos, caracterizadas por enantema difuso e ulcerações focais sugestivas de etiologia viral. Diante do quadro clínico e da suspeita de infecção sistêmica concomitante, solicitou-se o teste de RT-PCR/antígeno para SARS-CoV-2, cujo resultado foi positivo. O plano de cuidado estomatológico foi prontamente reajustado, focando no alívio sintomático, controle de infecções secundárias e manutenção da integridade tecidual, permitindo a resolução das lesões e o suporte necessário para a continuidade da terapia hematológica. Conclusão: O monitoramento contínuo pela Estomatologia em pacientes sob quimioterapia de alto risco é fundamental para a diferenciação entre manifestações puramente tóxico-medicamentosas, como a mucosite por Metotrexato, e lesões secundárias a infecções virais oportunistas ou concomitantes, como a COVID-19. O diagnóstico precoce e a abordagem interdisciplinar garantiram o manejo adequado das lesões orais e a segurança do paciente durante o ciclo terapêutico.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -