SUPORTE TRANSFUSIONAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA
- 1Grupo GSH, São Paulo, SP, Brasil
Abstract
Introdução: O transplante de medula óssea, também denominado transplante de células-tronco hematopoéticas, é utilizado no tratamento de diversas doenças hematológicas e oncológicas. Durante o período pré e pós-transplante, alguns pacientes necessitam de suporte transfusional, incluindo concentrado de hemácias, plaqueta aférese e concentrado de plaquetas. Objetivos: Analisar o perfil clínico e demográfico dos pacientes submetidos ao transplante de medula óssea, bem como comparar os registros de transfusão realizados antes e após o procedimento, considerando os diferentes tipos de transplante e diagnósticos, extraindo os dados dos sistemas informatizados utilizados pelo serviço. Material e métodos: Estudo retrospectivo realizado através do levantamento de dados obtidos dos sistemas informatizados no período de janeiro a julho de 2026, os quais foram agrupados e tratados em planilha do programa Microsoft Excel. Os dados coletados incluíam tipo do transplante (autólogo ou alogênico), sexo, idade, diagnóstico, ocorrência de transfusões antes e/ou após o procedimento e tipos de hemocomponentes utilizados. Resultados: Dentre os 81 transplantes realizados no período de análise, 44 correspondiam a transplantes autólogos e 37 a transplantes alogênicos. A idade dos pacientes variou de 10 a 74 anos. Quanto ao sexo, foram registrados 52% dos pacientes do sexo feminino e 48% do sexo masculino. Entre os diagnósticos, destacaram-se: Mieloma múltiplo, Leucemia mieloide aguda, Linfoma não Hodgkin, Linfoma de Hodgkin, Leucemia mielomonocítica aguda e Anemia falciforme. Em relação às transfusões, observou-se maior utilização de hemocomponentes no período pós-procedimento, com 478 unidades, em comparação a 90 no período pré-procedimento. No período pós-transplante, 44% corresponderam a concentrados de plaquetas randômicas, 35% a plaquetas por aférese e 21% a concentrados de hemácias. Discussão: Os dados sugerem que o período pós-transplante concentrou maior necessidade de suporte transfusional. Esse achado pode estar relacionado à intensidade do tratamento, à mielossupressão provocada pelo condicionamento e ao tempo necessário para a recuperação da medula óssea após o transplante. O concentrado de plaquetas apresentou alguns dos maiores valores registrados no período pós-procedimento. Isso pode indicar maior necessidade de controle de sangramentos ou de prevenção de complicações hemorrágicas durante a fase de aplasia medular. Entre os transplantes alogênicos, destacou-se a leucemia mieloide aguda. enquanto nos autólogos predominaram mieloma múltiplo e linfomas. A comparação entre os períodos pré e pós-procedimento demonstra que alguns pacientes apresentaram aumento expressivo das transfusões após o transplante. Conclusão: A análise evidenciou um perfil heterogêneo dos pacientes submetidos a transplantes autólogos e alogênicos, com idade entre 10 e 74 anos e predominância de mieloma múltiplo, leucemias e linfomas. Observou-se maior necessidade transfusional no período pós-transplante, principalmente de plaquetas radômicas e por aférese, com maiores volumes em pacientes com leucemias e linfomas, sugerindo maior necessidade de suporte transfusional. Dessa forma, os achados reforçam a importância do suporte hemoterápico no acompanhamento dos pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas, contribuindo para o manejo adequado das necessidades transfusionais durante o período de recuperação.
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DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: O transplante de medula óssea, também denominado transplante de células-tronco hematopoéticas, é utilizado no tratamento de diversas doenças hematológicas e oncológicas. Durante o período pré e pós-transplante, alguns pacientes necessitam de suporte transfusional, incluindo concentrado de hemácias, plaqueta aférese e concentrado de plaquetas. Objetivos: Analisar o perfil clínico e demográfico dos pacientes submetidos ao transplante de medula óssea, bem como comparar os registros de transfusão realizados antes e após o procedimento, considerando os diferentes tipos de transplante e diagnósticos, extraindo os dados dos sistemas informatizados utilizados pelo serviço. Material e métodos: Estudo retrospectivo realizado através do levantamento de dados obtidos dos sistemas informatizados no período de janeiro a julho de 2026, os quais foram agrupados e tratados em planilha do programa Microsoft Excel. Os dados coletados incluíam tipo do transplante (autólogo ou alogênico), sexo, idade, diagnóstico, ocorrência de transfusões antes e/ou após o procedimento e tipos de hemocomponentes utilizados. Resultados: Dentre os 81 transplantes realizados no período de análise, 44 correspondiam a transplantes autólogos e 37 a transplantes alogênicos. A idade dos pacientes variou de 10 a 74 anos. Quanto ao sexo, foram registrados 52% dos pacientes do sexo feminino e 48% do sexo masculino. Entre os diagnósticos, destacaram-se: Mieloma múltiplo, Leucemia mieloide aguda, Linfoma não Hodgkin, Linfoma de Hodgkin, Leucemia mielomonocítica aguda e Anemia falciforme. Em relação às transfusões, observou-se maior utilização de hemocomponentes no período pós-procedimento, com 478 unidades, em comparação a 90 no período pré-procedimento. No período pós-transplante, 44% corresponderam a concentrados de plaquetas randômicas, 35% a plaquetas por aférese e 21% a concentrados de hemácias. Discussão: Os dados sugerem que o período pós-transplante concentrou maior necessidade de suporte transfusional. Esse achado pode estar relacionado à intensidade do tratamento, à mielossupressão provocada pelo condicionamento e ao tempo necessário para a recuperação da medula óssea após o transplante. O concentrado de plaquetas apresentou alguns dos maiores valores registrados no período pós-procedimento. Isso pode indicar maior necessidade de controle de sangramentos ou de prevenção de complicações hemorrágicas durante a fase de aplasia medular. Entre os transplantes alogênicos, destacou-se a leucemia mieloide aguda. enquanto nos autólogos predominaram mieloma múltiplo e linfomas. A comparação entre os períodos pré e pós-procedimento demonstra que alguns pacientes apresentaram aumento expressivo das transfusões após o transplante. Conclusão: A análise evidenciou um perfil heterogêneo dos pacientes submetidos a transplantes autólogos e alogênicos, com idade entre 10 e 74 anos e predominância de mieloma múltiplo, leucemias e linfomas. Observou-se maior necessidade transfusional no período pós-transplante, principalmente de plaquetas radômicas e por aférese, com maiores volumes em pacientes com leucemias e linfomas, sugerindo maior necessidade de suporte transfusional. Dessa forma, os achados reforçam a importância do suporte hemoterápico no acompanhamento dos pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas, contribuindo para o manejo adequado das necessidades transfusionais durante o período de recuperação.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -