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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

DIAGNÓSTICO DE UM LINFOMA EXTRANODAL DE CÉLULAS T DE ALTO GRAU EM SEIO MAXILAR: RELATO DE CASO

  1. 1Centro de Oncologia Bucal e Departamento de Diagnóstico e Cirurgia, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FOA-Unesp), Araçatuba, SP, Brasil
  2. 2Instituto de Patologia de Araçatuba (IPAT), Araçatuba, SP, Brasil
  3. 3Centro de Tratamento Oncológico, Hospital Santa Casa de Araçatuba, Araçatuba, SP, Brasil

Abstract

O linfoma extranodal de células T de alto grau é um subtipo raro e agressivo de linfoma não-Hodgkin que se origina de linfócitos T citotóxicos e pode estar associado ao vírus Epstein-barr (EBV). Cerca de 80% dos casos são do tipo nasal e podem acometer a cavidade nasal, nasofaringe e seios paranasais. A sua manifestação clínica é tipicamente caracterizada pela extensa destruição dos tecidos da linha média da face. Este relatório clínico tem como objetivo apresentar o caso de uma paciente que foi diagnosticada com um linfoma extranodal de células T de alto grau em seio maxilar. Mulher parda, com 50 anos, foi encaminhada à nossa equipe de Medicina Oral durante as atividades do Projeto de Extensão em Onco-hematologia (Processo: 2025/9673; PROEC-UNESP) para avaliação de uma tumefação em hemiface direita. Durante a anamnese, a paciente relatou ter gastrite e histórico de colite, que foi tratada há dois anos com Infliximabe. A presença de sintomas B (sudorese noturna, febre e perda de peso) foi atestada durante a entrevista surgindo 20 dias antes da consulta com a nossa equipe. Na hemiface direita, observou-se uma tumefação que se estendia da região orbitária até o terço médio da face. A paciente também apresentou proptose ipsilateral e não conseguia movimentar as pálpebras. A ressonância magnética de seios paranasais revelou uma lesão sólida e expansiva no interior do seio maxilar direito compatível com processo neoplásico. A lesão destruiu a cortical óssea e invadiu os espaços temporal e mastigatório e a cavidade orbitária ipsilaterais. A punção por agulha grossa/core biopsia guiada por ultrassom foi realizada coletando-se o material do espaço mastigatório. O exame anatomopatológico mostrou um infiltrado linfoide atípico. As reações imunohistoquímicas foram positivas para os marcadores CD3, Bcl2, MUM1, CD56, CD4, CD8 e Ki-67 (>95%) e negativas para CD20, Bcl6, CD10, Ciclina D1, CD138, TDT, CD30, Citoqueratina (coquetel), Sinaptofisina e Proteína S-100. A hibridização in situ foi negativa para a presença do EBV nas células neoplásicas. Os resultados dos exames complementares levaram ao diagnóstico de linfoma extranodal de células T de alto grau de seio maxilar. A tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET/CT) mostrou hipermetabolismo glicolítico confirmando a atividade metabólica da neoplasia extranodal (SUVmax: 30; Estágio II - Classificação Ann Arbor/Lugano). A paciente será submetida ao protocolo de quimioterapia intensiva e à sessões de radioterapia na região nasal com o objetivo de induzir e consolidar, respectivamente, a remissão da neoplasia linfoproliferativa. Na unidade hospitalar onde desenvolvemos as atividades do Projeto de Extensão, a paciente continua sendo monitorada pela nossa equipe multiprofissional e interdisciplinar de Medicina Oral e Onco-hematologia.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -