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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

COMPARAÇÃO ENTRE A PRIMEIRA DOSAGEM DE CD34+ PERIFÉRICO NO 4º E 5º DIA DE MOBILIZAÇÃO COM G-CSF EM PACIENTES SUBMETIDOS À COLETA DE CPH-SP PARA TRANSPLANTE AUTÓLOGO

  1. 1Instituto Pasquini de Hemoterapia e Hematologia, Curitiba, PR, Brasil

Abstract

Introdução: A coleta de células progenitoras hematopoéticas de sangue periférico após mobilização com fator estimulador de colônias de granulócitos é um procedimento rotineiro e uma etapa fundamental para o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas. Tradicionalmente, a primeira dosagem de CD34+ periférico é realizada entre o 4º e o 5º dia de mobilização, período em que se espera uma concentração adequada para início da coleta. O plerixafor possui indicação consolidada para pacientes com difícil mobilização, geralmente quando a contagem de CD34+ periférico é inferior a 10 células/µL, podendo ser utilizado no D4 ou D5 da mobilização com o objetivo de otimizar o rendimento da coleta. Objetivo: Comparar os resultados da primeira dosagem de CD34+ periférico realizada no 4º e no 5º dia de mobilização com G-CSF em pacientes submetidos à coleta de CPH-SP para TMO autólogo, avaliando a necessidade de uso de plerixafor e o número de procedimentos de aférese necessários para atingir a meta de coleta. Métodos: Estudo observacional descritivo baseado na análise retrospectiva dos pacientes submetidos à coleta de CPH-SP para transplante autólogo em uma instituição, entre janeiro e dezembro de 2025. Foram avaliados o dia da primeira dosagem de CD34+ periférico (D4 ou D5), mobilização empregada (G-CSF isolado ou associado ao plerixafor) e o número de procedimentos de aférese realizados até a obtenção da meta celular. Em ambos os grupos, pacientes com CD34+ periférico ≥10 células/µL iniciaram a aférese imediatamente, enquanto aqueles com valores inferiores receberam plerixafor antes da coleta. Resultados: No Grupo 1 (72,4%), a primeira dosagem foi realizada no D4 da mobilização. Destes, 18,0% apresentaram contagem adequada para início imediato da aférese e 82,0% necessitaram de plerixafor. Entre esses pacientes, 74,0% atingiram a meta celular em uma única aférese e 26,0% necessitaram de múltiplos procedimentos. No Grupo 2 (27,5%), a primeira dosagem foi realizada no D5. Destes, 57,8% apresentaram contagem adequada para início da aférese sem necessidade de plerixafor, enquanto 42,1% receberam a medicação. Apesar da menor utilização de plerixafor, apenas 36,8% atingiram a meta em uma única aférese, sendo que 63,1% necessitaram de múltiplas coletas. Conclusão: A realização da primeira dosagem de CD34+ periférico no 5º dia de mobilização reduziu significativamente a necessidade de utilização de plerixafor. Entretanto, essa estratégia esteve associada ao aumento do número de procedimentos de aférese necessários para atingir a meta de células CD34+. Em contrapartida, a dosagem realizada no 4º dia, apesar de demandar maior utilização de plerixafor, esteve relacionada a maior frequência de obtenção da meta celular em uma única aférese, reduzindo procedimentos de aférese, o tempo de mobilização e o período de internamento, refletindo maior eficiência operacional do processo. Dessa forma, os achados sugerem que a definição do momento ideal para a primeira dosagem de CD34+ periférico não deve ser baseada exclusivamente no custo do plerixafor, mas considerar todo o processo de mobilização e coleta, sobretudo seu impacto sobre o paciente. Essa abordagem pode contribuir para a redução do tempo de internação, otimização da utilização dos recursos institucionais e para melhoria as características do produto celular final, incluindo o volume coletado e a quantidade de DMSO administrada ao paciente.

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AB  - Introdução: A coleta de células progenitoras hematopoéticas de sangue periférico após mobilização com fator estimulador de colônias de granulócitos é um procedimento rotineiro e uma etapa fundamental para o transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas. Tradicionalmente, a primeira dosagem de CD34+ periférico é realizada entre o 4º e o 5º dia de mobilização, período em que se espera uma concentração adequada para início da coleta. O plerixafor possui indicação consolidada para pacientes com difícil mobilização, geralmente quando a contagem de CD34+ periférico é inferior a 10 células/µL, podendo ser utilizado no D4 ou D5 da mobilização com o objetivo de otimizar o rendimento da coleta. Objetivo: Comparar os resultados da primeira dosagem de CD34+ periférico realizada no 4º e no 5º dia de mobilização com G-CSF em pacientes submetidos à coleta de CPH-SP para TMO autólogo, avaliando a necessidade de uso de plerixafor e o número de procedimentos de aférese necessários para atingir a meta de coleta. Métodos: Estudo observacional descritivo baseado na análise retrospectiva dos pacientes submetidos à coleta de CPH-SP para transplante autólogo em uma instituição, entre janeiro e dezembro de 2025. Foram avaliados o dia da primeira dosagem de CD34+ periférico (D4 ou D5), mobilização empregada (G-CSF isolado ou associado ao plerixafor) e o número de procedimentos de aférese realizados até a obtenção da meta celular. Em ambos os grupos, pacientes com CD34+ periférico ≥10 células/µL iniciaram a aférese imediatamente, enquanto aqueles com valores inferiores receberam plerixafor antes da coleta. Resultados: No Grupo 1 (72,4%), a primeira dosagem foi realizada no D4 da mobilização. Destes, 18,0% apresentaram contagem adequada para início imediato da aférese e 82,0% necessitaram de plerixafor. Entre esses pacientes, 74,0% atingiram a meta celular em uma única aférese e 26,0% necessitaram de múltiplos procedimentos. No Grupo 2 (27,5%), a primeira dosagem foi realizada no D5. Destes, 57,8% apresentaram contagem adequada para início da aférese sem necessidade de plerixafor, enquanto 42,1% receberam a medicação. Apesar da menor utilização de plerixafor, apenas 36,8% atingiram a meta em uma única aférese, sendo que 63,1% necessitaram de múltiplas coletas. Conclusão: A realização da primeira dosagem de CD34+ periférico no 5º dia de mobilização reduziu significativamente a necessidade de utilização de plerixafor. Entretanto, essa estratégia esteve associada ao aumento do número de procedimentos de aférese necessários para atingir a meta de células CD34+. Em contrapartida, a dosagem realizada no 4º dia, apesar de demandar maior utilização de plerixafor, esteve relacionada a maior frequência de obtenção da meta celular em uma única aférese, reduzindo procedimentos de aférese, o tempo de mobilização e o período de internamento, refletindo maior eficiência operacional do processo. Dessa forma, os achados sugerem que a definição do momento ideal para a primeira dosagem de CD34+ periférico não deve ser baseada exclusivamente no custo do plerixafor, mas considerar todo o processo de mobilização e coleta, sobretudo seu impacto sobre o paciente. Essa abordagem pode contribuir para a redução do tempo de internação, otimização da utilização dos recursos institucionais e para melhoria as características do produto celular final, incluindo o volume coletado e a quantidade de DMSO administrada ao paciente.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -