PERFIL TRANSFUSIONAL EM TRANSPLANTE AUTÓLOGO X ALOGÊNICO: EXPERIÊNCIA DE CENTRO PRIVADO DO NORDESTE BRASILEIRO.
- 1Grupo GSH, Salvador, BA, Brasil
Abstract
Introdução: O transplante de medula óssea (TMO) está associado à elevada necessidade de suporte hemoterápico, especialmente nos transplantes alogênicos. A avaliação do perfil transfusional desses pacientes contribui para o planejamento assistencial, racionalização do uso de hemocomponentes, previsibilidade de estoque e fortalecimento da segurança transfusional. Objetivo: Avaliar comparativamente o perfil transfusional de pacientes submetidos a transplante autólogo e alogênico em um hospital privado da Bahia entre janeiro de 2023 e abril de 2026. Metodologia: Estudo retrospectivo, observacional e quantitativo realizado em hospital privado de alta complexidade da Bahia com programa ativo de TMO. Foram avaliados dados assistenciais e transfusionais de pacientes submetidos a transplante autólogo e alogênico entre janeiro de 2023 e abril de 2026. As variáveis analisadas incluíram número de pacientes transplantados, tipo de transplante, quantidade de transfusões e consumo de concentrado de hemácias filtradas irradiadas (CHFI), concentrado de plaquetas randômicas irradiadas (CPI), concentrado de plaquetas por aférese filtradas irradiadas (CPAFI), plasma fresco congelado e granulócitos. Realizou-se análise descritiva e comparativa da média transfusional por paciente e tendência temporal do consumo hemoterápico. Resultados: Foram acompanhados 176 procedimentos relacionados ao TMO, sendo 104 (59,1%) transplantes autólogos e 71 (40,3%) alogênicos. Registraram-se 1.495 transfusões de hemocomponentes, das quais 877 (58,7%) ocorreram em pacientes alogênicos e 618 (41,3%) em autólogos. A média transfusional foi superior no grupo alogênico em comparação ao autólogo (12,4 versus 5,9 transfusões/paciente). Na análise anual, observou-se média de 8,1 transfusões/paciente em 2023, 10,8 em 2024, 7,1 em 2025 e 7,2 em 2026 até abril. Após aumento em 2024, verificou-se redução de 34,5% da média transfusional em 2025. O hemocomponente mais utilizado foi o CPAFI (647 unidades), seguido por CPI (510) e CHFI (362). Pacientes alogênicos apresentaram maior consumo proporcional de CHFI e CPAFI, refletindo maior complexidade clínica, tempo de aplasia prolongado e maior risco de complicações infecciosas e hematológicas. Observou-se ainda maior estabilidade transfusional nos anos mais recentes, sugerindo melhor previsibilidade assistencial e maior eficiência dos protocolos peri-transplante. Não houve consumo significativo de plasma fresco congelado ou granulócitos. Conclusão: Pacientes submetidos a transplante alogênico apresentaram maior demanda transfusional quando comparados aos autólogos, possivelmente relacionada à maior complexidade assistencial, ao prolongamento da aplasia medular e ao maior risco de complicações infecciosas e imunológicas inerentes a esse tipo de procedimento. Observou-se tendência de redução do consumo transfusional nos anos mais recentes, sugerindo impacto positivo da evolução dos protocolos assistenciais e maior eficiência no manejo peri-transplante. O monitoramento do perfil transfusional mostrou-se relevante para planejamento hemoterápico, otimização de estoque, redução da exposição transfusional e fortalecimento da segurança transfusional em centros de TMO.
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BibTeX
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AU - Décio Oliveira CARDOSO
PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: O transplante de medula óssea (TMO) está associado à elevada necessidade de suporte hemoterápico, especialmente nos transplantes alogênicos. A avaliação do perfil transfusional desses pacientes contribui para o planejamento assistencial, racionalização do uso de hemocomponentes, previsibilidade de estoque e fortalecimento da segurança transfusional. Objetivo: Avaliar comparativamente o perfil transfusional de pacientes submetidos a transplante autólogo e alogênico em um hospital privado da Bahia entre janeiro de 2023 e abril de 2026. Metodologia: Estudo retrospectivo, observacional e quantitativo realizado em hospital privado de alta complexidade da Bahia com programa ativo de TMO. Foram avaliados dados assistenciais e transfusionais de pacientes submetidos a transplante autólogo e alogênico entre janeiro de 2023 e abril de 2026. As variáveis analisadas incluíram número de pacientes transplantados, tipo de transplante, quantidade de transfusões e consumo de concentrado de hemácias filtradas irradiadas (CHFI), concentrado de plaquetas randômicas irradiadas (CPI), concentrado de plaquetas por aférese filtradas irradiadas (CPAFI), plasma fresco congelado e granulócitos. Realizou-se análise descritiva e comparativa da média transfusional por paciente e tendência temporal do consumo hemoterápico. Resultados: Foram acompanhados 176 procedimentos relacionados ao TMO, sendo 104 (59,1%) transplantes autólogos e 71 (40,3%) alogênicos. Registraram-se 1.495 transfusões de hemocomponentes, das quais 877 (58,7%) ocorreram em pacientes alogênicos e 618 (41,3%) em autólogos. A média transfusional foi superior no grupo alogênico em comparação ao autólogo (12,4 versus 5,9 transfusões/paciente). Na análise anual, observou-se média de 8,1 transfusões/paciente em 2023, 10,8 em 2024, 7,1 em 2025 e 7,2 em 2026 até abril. Após aumento em 2024, verificou-se redução de 34,5% da média transfusional em 2025. O hemocomponente mais utilizado foi o CPAFI (647 unidades), seguido por CPI (510) e CHFI (362). Pacientes alogênicos apresentaram maior consumo proporcional de CHFI e CPAFI, refletindo maior complexidade clínica, tempo de aplasia prolongado e maior risco de complicações infecciosas e hematológicas. Observou-se ainda maior estabilidade transfusional nos anos mais recentes, sugerindo melhor previsibilidade assistencial e maior eficiência dos protocolos peri-transplante. Não houve consumo significativo de plasma fresco congelado ou granulócitos. Conclusão: Pacientes submetidos a transplante alogênico apresentaram maior demanda transfusional quando comparados aos autólogos, possivelmente relacionada à maior complexidade assistencial, ao prolongamento da aplasia medular e ao maior risco de complicações infecciosas e imunológicas inerentes a esse tipo de procedimento. Observou-se tendência de redução do consumo transfusional nos anos mais recentes, sugerindo impacto positivo da evolução dos protocolos assistenciais e maior eficiência no manejo peri-transplante. O monitoramento do perfil transfusional mostrou-se relevante para planejamento hemoterápico, otimização de estoque, redução da exposição transfusional e fortalecimento da segurança transfusional em centros de TMO.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -