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186,125 studies31 sourcesUpdated 58 min ago
Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

INTELIGÊNCIA ALGORÍTMICA E CONECTIVIDADE EM REDES DE SAÚDE A PARTIR DE UM CASO-SENTINELA NO PUERPÉRIO

  1. 1MT Hemocentro, Cuiabá, MT, Brasil

Abstract

Introdução: A testagem do parceiro consta nas políticas de pré-natal, mas a articulação entre atenção primária, vigilância sanitária, Hemorrede e vigilância epidemiológica permanece fragmentada. Um evento-sentinela de transmissão vertical do HIV inicialmente associada a transfusão sanguínea, mobilizou a rede SUS e expôs a necessidade de cruzamento automatizado de dados entre rede assistencial, hemovigilância e vigilância em saúde em tempo real, motivando a proposta de uma arquitetura digital capaz de garantir segurança do paciente. Objetivos: Propor, a partir de caso-índice, os requisitos arquiteturais de um sistema digital de inteligência em hemovigilância estadual conectado a outros sistemas já existentes. Material e métodos: Estudo descritivo, analítico e de proposição tecnológica em saúde, desenvolvido a partir da cooperação entre a rede de hemoterapia, a vigilância em saúde estadual e a universidade. Analisaram-se dados assistenciais, prontuários e registros laboratoriais referentes ao pré-natal, parto e seguimento infantil, incluindo a testagem sorológica sequencial do casal e a retrovigilância da soroteca do hemocomponente transfundido no puerpério, com posterior convocação da doadora. A partir do diagnóstico epidemiológico, elaborou-se a proposta de uma arquitetura digital baseada em APIs para operacionalizar as diretrizes do Manual Nacional de Hemovigilância. O modelo proposto visa à integração em tempo real de 50 unidades hemoterápicas e 142 vigilâncias municipais por meio de uma interface centralizada com geração de alertas automatizados. Resultados: A genitora apresentou HIV não reagente na gestação e no parto; o parceiro, porém, teve imunoensaio de última geração reagente, dado não correlacionado ao prontuário materno pela ausência de interoperabilidade entre laboratório, serviço especializado e atenção básica. A falta de alerta impediu manejo da sorodiscordância e profilaxia do recém-nascido; mantido o aleitamento, mãe e filho tornaram-se reagentes aos cinco meses. A retrovigilância da soroteca da doadora foi não reagente e nova amostra da doação negativa, descartando via transfusional e confirmando transmissão sexual materna com repasse pelo aleitamento. Projetou-se motor de regras de imputabilidade, prazos da ANVISA (24–72h) e busca ativa retrospectiva automatizada. Discussão: A hemovigilância comprovou segurança dos processos transfusionais mas expôs fragilidade na vigilância do pré-natal e parto. A inovação proposta une a Hemovigilância à Rede Assistencial alinhada à LGPD e à RDC nº 34/2014. Conclusão: A elucidação do desfecho redirecionou o foco da falha pontual para a fragilidade estrutural de comunicação em rede. Propõe-se algoritmo automatizado de cruzamento de dados e rastreabilidade instantânea de doadores de sangue com soroconversão, ancorados em governança alinhada à LGPD e à RDC nº 34/2014, condição para continuidade institucional da solução. Por propor reutilizar sistemas já existentes da SES e Hemocentro, a ideia é viável e escalável para todo o estado.

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AB  - Introdução: A testagem do parceiro consta nas políticas de pré-natal, mas a articulação entre atenção primária, vigilância sanitária, Hemorrede e vigilância epidemiológica permanece fragmentada. Um evento-sentinela de transmissão vertical do HIV inicialmente associada a transfusão sanguínea, mobilizou a rede SUS e expôs a necessidade de cruzamento automatizado de dados entre rede assistencial, hemovigilância e vigilância em saúde em tempo real, motivando a proposta de uma arquitetura digital capaz de garantir segurança do paciente. Objetivos: Propor, a partir de caso-índice, os requisitos arquiteturais de um sistema digital de inteligência em hemovigilância estadual conectado a outros sistemas já existentes. Material e métodos: Estudo descritivo, analítico e de proposição tecnológica em saúde, desenvolvido a partir da cooperação entre a rede de hemoterapia, a vigilância em saúde estadual e a universidade. Analisaram-se dados assistenciais, prontuários e registros laboratoriais referentes ao pré-natal, parto e seguimento infantil, incluindo a testagem sorológica sequencial do casal e a retrovigilância da soroteca do hemocomponente transfundido no puerpério, com posterior convocação da doadora. A partir do diagnóstico epidemiológico, elaborou-se a proposta de uma arquitetura digital baseada em APIs para operacionalizar as diretrizes do Manual Nacional de Hemovigilância. O modelo proposto visa à integração em tempo real de 50 unidades hemoterápicas e 142 vigilâncias municipais por meio de uma interface centralizada com geração de alertas automatizados. Resultados: A genitora apresentou HIV não reagente na gestação e no parto; o parceiro, porém, teve imunoensaio de última geração reagente, dado não correlacionado ao prontuário materno pela ausência de interoperabilidade entre laboratório, serviço especializado e atenção básica. A falta de alerta impediu manejo da sorodiscordância e profilaxia do recém-nascido; mantido o aleitamento, mãe e filho tornaram-se reagentes aos cinco meses. A retrovigilância da soroteca da doadora foi não reagente e nova amostra da doação negativa, descartando via transfusional e confirmando transmissão sexual materna com repasse pelo aleitamento. Projetou-se motor de regras de imputabilidade, prazos da ANVISA (24–72h) e busca ativa retrospectiva automatizada. Discussão: A hemovigilância comprovou segurança dos processos transfusionais mas expôs fragilidade na vigilância do pré-natal e parto. A inovação proposta une a Hemovigilância à Rede Assistencial alinhada à LGPD e à RDC nº 34/2014. Conclusão: A elucidação do desfecho redirecionou o foco da falha pontual para a fragilidade estrutural de comunicação em rede. Propõe-se algoritmo automatizado de cruzamento de dados e rastreabilidade instantânea de doadores de sangue com soroconversão, ancorados em governança alinhada à LGPD e à RDC nº 34/2014, condição para continuidade institucional da solução. Por propor reutilizar sistemas já existentes da SES e Hemocentro, a ideia é viável e escalável para todo o estado.
SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -