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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

RAZÃO PLAQUETAS/ LINFÓCITOS NA IDENTIFICAÇÃO DE IMUNOSSUPRESSÃO AVANÇADA EM PESSOAS VIVENDO COM O VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

  1. 1Universidade Federal de Santa Maria, Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), HU Brasil, Santa Maria, RS, Brasil
  2. 2Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil
  3. 3Hospital Universitário de Santa Maria, HU Brasil, Santa Maria, RS, Brasil

Abstract

Introdução: A ativação imunológica crônica e a inflamação sistêmica persistem em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (PVHIV), mesmo durante a terapia antirretroviral. Índices derivados do hemograma podem oferecer informações complementares sobre o estado imunológico, mas sua utilidade para reconhecer imunossupressão avançada ainda não está bem definida. Objetivos: Avaliar o desempenho da razão plaquetas/ linfócitos (PLR) na identificação de contagens de linfócitos T CD4 inferiores a 200 células/mm 3 . Material e Métodos: Estudo observacional retrospectivo com 176 PVHIV acompanhadas em um centro terciário do sul do Brasil e 168 controles aparentemente saudáveis. Foram calculadas as razões neutrófilos/linfócitos (NLR), neutrófilos/linfócitos derivada (d-NLR), monócitos/ linfócitos (MLR), PLR e neutrófilos/plaquetas (NPR), além dos índices de inflamação imune sistêmica (SII), resposta inflamatória sistêmica (SIRI) e inflamação sistêmica agregada (AISI). As associações com a contagem de linfócitos T CD4 foram avaliadas pela correlação de Spearman. Curvas ROC estimaram a capacidade dos marcadores para identificar imunossupressão avançada, e regressão logística avaliou associações independentes. Resultados: Vinte e nove participantes (16,5%) apresentaram contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células/mm 3 . A PLR foi maior nas PVHIV do que nos controles [130 (100–170) vs. 100 (90–120); p<0,001] e apresentou a correlação inversa mais forte com a contagem de linfócitos T CD4 (ρ=-0,514; p<0,001). Entre os índices avaliados, mostrou a melhor capacidade discriminatória para imunossupressão avançada, com área sob a curva de 0,851 (95% IC: 0,767–0,936). O ponto de corte 145 apresentou sensibilidade de 79,3% e especificidade de 70,1%, enquanto valores ≥195 aumentaram a especificidade para 89,8%. A associação permaneceu significativa após ajuste por idade, sexo, anemia e carga viral detectável. Discussão: O desempenho superior da PLR pode refletir a combinação entre alterações plaquetárias relacionadas à inflamação e a redução de linfócitos associada à deterioração imunológica. Por ser obtida a partir do hemograma, essa razão apresenta potencial como ferramenta acessível de triagem complementar. Conclusões: A PLR apresentou o melhor desempenho entre os índices avaliados para identificar imunossupressão avançada. Embora não substitua a contagem de linfócitos T CD4, pode auxiliar na priorização da avaliação imunológica quando esse exame não estiver imediatamente disponível.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -