FREQUÊNCIA E ESPECIFICIDADE DE ALOANTICORPOS ERITROCITÁRIOS EM PACIENTES COM PAI POSITIVO ATENDIDOS NO LABORATÓRIO DO PULSA BAHIA
- 1Pulsa Bahia, Salvador, BA, Brasil
Abstract
Introdução: A aloimunização eritrocitária caracteriza-se pela produção de aloanticorpos contra antígenos não próprios. Esse processo ocorre principalmente após transfusões, gestações ou abortos. A probabilidade de aloimunização depende da imunogenicidade do antígeno, fatores genéticos do receptor e frequência de exposição. Na prática transfusional, a pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) atua como triagem essencial. Objetivos: Determinar a especificidade e a frequência de aloanticorpos em amostras com PAI positiva encaminhadas para investigação imuno-hematológica Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo de 108 amostras encaminhadas ao Pulsa Bahia, de janeiro a julho de 2026. A investigação imuno-hematológica utilizou a metodologia de gel-centrifugação. Avaliaram-se as variáveis: sexo, idade, grupo ABO/RhD, especificidade e frequência dos anticorpos. Resultados: Das 108 amostras com PAI positiva e aloanticorpos, houve predomínio do sexo feminino (75 pacientes; 69,4%) em relação ao masculino (33 pacientes; 30,6%), com idade média de 51 anos. No sistema ABO, o grupo O foi o mais prevalente (38,8%), seguido por A (37,1%), B (18,6%) e AB (5,5%). Quanto ao fator RhD, 72,2% eram RhD positivo e 27,8% RhD negativo. O teste de Coombs direto foi positivo em 33 amostras. Identificou-se anticorpo único em 76 indivíduos (70,4%), enquanto 32 (29,6%) apresentaram múltiplos anticorpos. Os anticorpos mais frequentes foram: anti-D (n = 33), anti-E (n = 26), anti-M (n = 22), anti-C (n = 12), anti-K (n = 8) e anti-Leª (n = 8). Especificidades como anti-S, anti-c, anti-Diª, anti-Fyª e anti-Jkª ocorreram em menor frequência. A associação mais comum foi anti-D + anti-C, seguida por anti-D + anti-E. Conclusão: Foi observado o grupo ABO mais frequentes sendo o “A” e o “O”, e o fator RhD positivo, refletindo a distribuição esperada na população brasileira. Os anticorpos Anti D, anti C, Anti-M, anti E, e anti-K, foram amplamente encontrados, assim como na associação de anticorpos os mais frequentes envolveram o sistema Rh. Esses achados são compatíveis com a literatura atual, a qual o reconhece como altamente imunogênico e polimórfico. O anti M, apesar de menor imunogenicidade, foi um dos anticorpos mais frequentes nos pacientes estudados, e quando apresenta a amplitude térmica, pode estar associado a reações transfusionais hemolíticas. Em conjunto, os resultados demonstram a importância da pesquisa de anticorpos irregulares e sua identificação para uma transfusão segura, além de evidenciar a necessidade estratégias de fenotipagem eritrocitária para garantir a segurança transfusional, especialmente em pacientes sob regime de múltiplas transfusões ou com histórico obstétrico.
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AB - Introdução: A aloimunização eritrocitária caracteriza-se pela produção de aloanticorpos contra antígenos não próprios. Esse processo ocorre principalmente após transfusões, gestações ou abortos. A probabilidade de aloimunização depende da imunogenicidade do antígeno, fatores genéticos do receptor e frequência de exposição. Na prática transfusional, a pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) atua como triagem essencial. Objetivos: Determinar a especificidade e a frequência de aloanticorpos em amostras com PAI positiva encaminhadas para investigação imuno-hematológica Material e métodos: Estudo retrospectivo e descritivo de 108 amostras encaminhadas ao Pulsa Bahia, de janeiro a julho de 2026. A investigação imuno-hematológica utilizou a metodologia de gel-centrifugação. Avaliaram-se as variáveis: sexo, idade, grupo ABO/RhD, especificidade e frequência dos anticorpos. Resultados: Das 108 amostras com PAI positiva e aloanticorpos, houve predomínio do sexo feminino (75 pacientes; 69,4%) em relação ao masculino (33 pacientes; 30,6%), com idade média de 51 anos. No sistema ABO, o grupo O foi o mais prevalente (38,8%), seguido por A (37,1%), B (18,6%) e AB (5,5%). Quanto ao fator RhD, 72,2% eram RhD positivo e 27,8% RhD negativo. O teste de Coombs direto foi positivo em 33 amostras. Identificou-se anticorpo único em 76 indivíduos (70,4%), enquanto 32 (29,6%) apresentaram múltiplos anticorpos. Os anticorpos mais frequentes foram: anti-D (n = 33), anti-E (n = 26), anti-M (n = 22), anti-C (n = 12), anti-K (n = 8) e anti-Leª (n = 8). Especificidades como anti-S, anti-c, anti-Diª, anti-Fyª e anti-Jkª ocorreram em menor frequência. A associação mais comum foi anti-D + anti-C, seguida por anti-D + anti-E. Conclusão: Foi observado o grupo ABO mais frequentes sendo o “A” e o “O”, e o fator RhD positivo, refletindo a distribuição esperada na população brasileira. Os anticorpos Anti D, anti C, Anti-M, anti E, e anti-K, foram amplamente encontrados, assim como na associação de anticorpos os mais frequentes envolveram o sistema Rh. Esses achados são compatíveis com a literatura atual, a qual o reconhece como altamente imunogênico e polimórfico. O anti M, apesar de menor imunogenicidade, foi um dos anticorpos mais frequentes nos pacientes estudados, e quando apresenta a amplitude térmica, pode estar associado a reações transfusionais hemolíticas. Em conjunto, os resultados demonstram a importância da pesquisa de anticorpos irregulares e sua identificação para uma transfusão segura, além de evidenciar a necessidade estratégias de fenotipagem eritrocitária para garantir a segurança transfusional, especialmente em pacientes sob regime de múltiplas transfusões ou com histórico obstétrico.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -