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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

GESTÃO DE RECURSOS FINANCEIROS NO REDOME: ANÁLISE DAS DESPESAS POR CENTRO DE CUSTO (2022–2025) E O PAPEL DO BUSINESS INTELLIGENCE NA GOVERNANÇA FINANCEIRA

  1. 1REDOME, Ministério da Saúde, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  2. 2REDOME/INCA, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  3. 3CGSNT, Ministério da Saúde, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Abstract

Introdução: O Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) foi criado em 1993 e está integrado à Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde. Reconhecido como o terceiro maior registro de doadores do mundo, com mais de 6,1 milhões de doadores, é parte do Sistema Único de Saúde e financiado, exclusivamente, por recursos públicos. No Brasil, sua atuação está consolidada na doação de Células-Tronco Hematopoéticas (CTH) entre doadores e pacientes, nacionais e internacionais, o que envolve a gestão financeira dos recursos públicos disponíveis, a fim de garantir a sustentabilidade do Programa. Objetivos: Descrever a estrutura de centros de custo do REDOME e analisar a evolução das despesas entre 2022 e 2025, destacando o painel de Business Intelligence (BI). Material e Métodos: Estudo descritivo, baseado na base de dados consolidada do REDOME, entre 2022 e 2025. Os dados, extraídos do sistema de gestão financeira, foram organizados por centro de custo e ano, e tratados em painel de BI, com monitoramento contínuo. Resultados: Os centros de custo estão distribuídos entre centros finalísticos (Busca Internacional, Busca Nacional e Envio de Células) e centros de suporte (Atendimento, Desenvolvimento Institucional e Tecnologia da Informação). No período analisado, as despesas totais do REDOME somaram R$ 262,9 milhões, com crescimento de 76,7% entre 2022 (R$ 50,2 milhões) e 2025 (R$ 88,7 milhões). Os centros finalísticos concentraram 92% do total de despesas: a Busca Internacional (produto de doador internacional para paciente brasileiro) com R$ 156,4 milhões (59,5%); a Busca Nacional (produto de doador REDOME para paciente brasileiro) com R$ 32,7 milhões (12,4%) e o Envio de Células (produto de doador REDOME para paciente internacional) com R$ 53,1 milhões (20,2%). Os centros de suporte somaram R$ 20,7 milhões (8%). No mesmo período, o REDOME apresentou uma receita de R$ 255,7 milhões – 65% foi obtida por meio do envio de produtos de doadores brasileiros para outros países, como parte da rede de cooperação internacional, e 35% por meio do repasse direto do orçamento do Ministério da Saúde. Discussão: O predomínio das despesas no centro de custo de Busca Internacional decorre dos valores dos produtos celulares, que variam entre R$ 90 mil e R$ 370 mil. Como estratégia para redução de seus custos, o REDOME implementou uma nova estratégia para a obtenção destes produtos, por meio da negociação direta com os registros internacionais, o que gerou economia estimada em R$ 40,5 milhões entre 2022 e 2025. Ainda assim, o crescimento das despesas em todos os centros evidencia a expansão da atividade de TCTH não aparentado no país e a necessidade de uma gestão ágil e eficiente. A partir da consolidação dos dados financeiros, o painel de BI permitiu o acompanhamento em tempo real da execução orçamentária, subsidiando decisões estratégicas e o aprimoramento da governança. Conclusão: A análise evidencia que a gestão por centros de custo, aliada ao painel de BI, tem sido determinante para o controle e a transparência dos recursos públicos do REDOME, permitindo identificar onde se concentram os maiores gastos e orientando estratégias de redução, como a ampliação de parcerias com os registros internacionais e outros fornecedores. Essas ações são essenciais para garantir o equilíbrio financeiro do Programa e a melhor assistência para pacientes e doadores beneficiados pelo REDOME.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -