ANÁLISE INTEGRADA DE HEMOGRAMA, MIELOGRAMA E IMUNOFENOTIPAGEM NO DIAGNÓSTICO DAS LEUCEMIAS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO
- 1Centro Universitário Inta (UNINTA), Sobral, CE, Brasil
Abstract
Introdução: O diagnóstico das leucemias requer a integração de diferentes métodos laboratoriais. O hemograma identifica alterações no sangue periférico, o mielograma avalia a morfologia e a infiltração da medula óssea, enquanto a imunofenotipagem determina a linhagem celular e auxilia na classificação da doença. Objetivo: Analisar de forma integrada os achados do hemograma, do mielograma e da imunofenotipagem no diagnóstico das leucemias. Metodologia: Estudo quantitativo, retrospectivo e transversal, realizado a partir dos prontuários eletrônicos de 30 pacientes diagnosticados com leucemia na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. Os dados de hemogramas, mielogramas e imunofenotipagens foram obtidos dos sistemas Soul MV e Soft Lab e submetidos à análise estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, sob o Parecer n° 7.854.440, com dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e assinatura do Termo de Compromisso para Utilização de Dados. Resultados: Entre os 30 pacientes, 21 (70,0%) apresentaram leucemias agudas. A porcentagem de blastos no sangue periférico variou de 0% a 94%, com mediana aproximada de 60%. No mielograma, os percentuais disponíveis para 18 pacientes variaram de 8,5% a 94%, com média de 52,6%. Verificou-se correlação positiva moderada entre a blastose periférica e a medular ( r = 0,41). Entretanto, 69% dos pacientes com leucemia aguda não apresentaram blastos no sangue periférico, apesar da infiltração medular superior a 11,5%, demonstrando que o hemograma isolado não permite excluir o diagnóstico. O mielograma identificou achados morfológicos sugestivos de infiltração leucêmica em 19 dos 21 casos agudos, mas não definiu isoladamente a linhagem celular. A imunofenotipagem foi decisiva para a classificação, identificando 11 casos de LLA e dez de LMA, incluindo apresentações atípicas. Conclusão: A integração entre os três exames mostrou-se indispensável. O hemograma atuou como ferramenta inicial, o mielograma confirmou a infiltração medular e a imunofenotipagem possibilitou a determinação da linhagem e a classificação das leucemias, favorecendo maior precisão diagnóstica e melhor direcionamento terapêutico. Apoio Financeiro: Não houve financiamento específico para a realização deste estudo. Palavras-Chave: Leucemia; Hemograma; Mielograma; Imunofenotipagem; Citometria de fluxo.
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RIS
TY - JOUR
TI - ANÁLISE INTEGRADA DE HEMOGRAMA, MIELOGRAMA E IMUNOFENOTIPAGEM NO DIAGNÓSTICO DAS LEUCEMIAS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO
AU - Luana Araujo ARCANJO
AU - Samuel Lucas CARNEIRO
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: O diagnóstico das leucemias requer a integração de diferentes métodos laboratoriais. O hemograma identifica alterações no sangue periférico, o mielograma avalia a morfologia e a infiltração da medula óssea, enquanto a imunofenotipagem determina a linhagem celular e auxilia na classificação da doença. Objetivo: Analisar de forma integrada os achados do hemograma, do mielograma e da imunofenotipagem no diagnóstico das leucemias. Metodologia: Estudo quantitativo, retrospectivo e transversal, realizado a partir dos prontuários eletrônicos de 30 pacientes diagnosticados com leucemia na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. Os dados de hemogramas, mielogramas e imunofenotipagens foram obtidos dos sistemas Soul MV e Soft Lab e submetidos à análise estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, sob o Parecer n° 7.854.440, com dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e assinatura do Termo de Compromisso para Utilização de Dados. Resultados: Entre os 30 pacientes, 21 (70,0%) apresentaram leucemias agudas. A porcentagem de blastos no sangue periférico variou de 0% a 94%, com mediana aproximada de 60%. No mielograma, os percentuais disponíveis para 18 pacientes variaram de 8,5% a 94%, com média de 52,6%. Verificou-se correlação positiva moderada entre a blastose periférica e a medular ( r = 0,41). Entretanto, 69% dos pacientes com leucemia aguda não apresentaram blastos no sangue periférico, apesar da infiltração medular superior a 11,5%, demonstrando que o hemograma isolado não permite excluir o diagnóstico. O mielograma identificou achados morfológicos sugestivos de infiltração leucêmica em 19 dos 21 casos agudos, mas não definiu isoladamente a linhagem celular. A imunofenotipagem foi decisiva para a classificação, identificando 11 casos de LLA e dez de LMA, incluindo apresentações atípicas. Conclusão: A integração entre os três exames mostrou-se indispensável. O hemograma atuou como ferramenta inicial, o mielograma confirmou a infiltração medular e a imunofenotipagem possibilitou a determinação da linhagem e a classificação das leucemias, favorecendo maior precisão diagnóstica e melhor direcionamento terapêutico. Apoio Financeiro: Não houve financiamento específico para a realização deste estudo. Palavras-Chave: Leucemia; Hemograma; Mielograma; Imunofenotipagem; Citometria de fluxo.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -