TROMBOCITOPENIA IMUNE CORTICODEPENDENTE PÓS-TRANSPLANTE HEPÁTICO: DESAFIOS TERAPÊUTICOS NO PACIENTE CORTICODEPENDENTE
- 1Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife, PE, Brasil
Abstract
Introdução: A trombocitopenia imune (PTI) corticodependente em pacientes submetidos a transplante de órgão sólido representa um cenário terapêutico complexo. Embora as estratégias de segunda linha incluam esplenectomia e agonistas do receptor de trombopoetina (TPO-RAs), a decisão deve considerar fatores adicionais, como imunossupressão crônica, risco infeccioso aumentado, alterações anatômicas pós-transplante e predisposição trombótica desses pacientes. Relato de caso: Mulher, 31 anos, submetida a transplante hepático em 2021 em por hepatopatia autoimune. Mantinha imunossupressão com tacrolimo, sirolimo, prednisona 5 mg/dia e azatioprina por resposta laboratorial parcial após transplante hepático. Durante acompanhamento, apresentou piora de plaquetopenia basal (12–15 mil/mm³). Pela epidemiologia e hepatite autoimune prévia foi elencda a hipótese de PTI e terapia de corticoide 1 mg/kg foi iniciada e paciente evoluiu com recuperação progressiva de plaquetimetria., mas falha terapêutica a tentativa de desmame de corticoide. Diante disso, como paciente já estava em uso de 3 drogas imunossupressoras que seriam proposta spara segunda linha de tratamento de PTI corticodependente, foram discutidas estratégias de segunda linha, incluindo esplenectomia e uso de TPO-RAs. Diante da complexidade do caso, decisão foi compartilhada com paciente e equipe de hepatologia, e na indisponibilidade de aoutros TPO-RAs no SUS, foi optado pelo uso de Eltrombopague e vigilância clínica da paciente. Discussão: A esplenectomia, historicamente considerada uma opção eficaz na PTI, apresenta limitações importantes no perfil de paciente estudado no caso clínico. A associação entre imunossupressão farmacológica contínua e ausência esplênica poderia elevar o risco de infecções graves por bactérias encapsuladas, além de representar um procedimento cirúrgico de maior complexidade em paciente com histórico de manipulação hepatobiliar extensa. Os TPO-RAs representam uma alternativa eficaz na PTI crônica, reduzindo a necessidade de corticoide e evitando procedimentos invasivos. O eltrombopague possui eficácia consolidada, porém requer cautela em pacientes com fatores predisponentes a trombose portal e alterações hepatobiliares por maior risco d etrombose de sistema portal. O avatrombopague, apesar da limitada experiência específica em pacientes transplantados hepáticos, apresenta dados favoráveis quanto ao perfil hepático e trombótico nos estudos clínicos disponíveis, tornando-se uma opção individualizada neste cenário. Conclusão: A abordagem da PTI corticodependente após transplante hepático exige individualização terapêutica, considerando não apenas a eficácia hematológica, mas também os riscos associados à imunossupressão, infecção e trombose vascular. Neste caso, a avaliação multidisciplinar favoreceu o uso de agonista do receptor de trombopoetina disponível para uso, com escolha do Eltrombopague como estratégia poupadora de corticoide, evitando a esplenectomia diante do risco infeccioso cumulativo e considerando as particularidades patológicas e desejo da paciente. Palavras-chave: Trombocitopenia Imune; Transplante Hepático; Avatrombopague; Agonistas Do Receptor De Trombopoetina; Esplenectomia; Trombose Portal.
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RIS
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PY - 2026
DA - 2026/10/23
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AB - Introdução: A trombocitopenia imune (PTI) corticodependente em pacientes submetidos a transplante de órgão sólido representa um cenário terapêutico complexo. Embora as estratégias de segunda linha incluam esplenectomia e agonistas do receptor de trombopoetina (TPO-RAs), a decisão deve considerar fatores adicionais, como imunossupressão crônica, risco infeccioso aumentado, alterações anatômicas pós-transplante e predisposição trombótica desses pacientes. Relato de caso: Mulher, 31 anos, submetida a transplante hepático em 2021 em por hepatopatia autoimune. Mantinha imunossupressão com tacrolimo, sirolimo, prednisona 5 mg/dia e azatioprina por resposta laboratorial parcial após transplante hepático. Durante acompanhamento, apresentou piora de plaquetopenia basal (12–15 mil/mm³). Pela epidemiologia e hepatite autoimune prévia foi elencda a hipótese de PTI e terapia de corticoide 1 mg/kg foi iniciada e paciente evoluiu com recuperação progressiva de plaquetimetria., mas falha terapêutica a tentativa de desmame de corticoide. Diante disso, como paciente já estava em uso de 3 drogas imunossupressoras que seriam proposta spara segunda linha de tratamento de PTI corticodependente, foram discutidas estratégias de segunda linha, incluindo esplenectomia e uso de TPO-RAs. Diante da complexidade do caso, decisão foi compartilhada com paciente e equipe de hepatologia, e na indisponibilidade de aoutros TPO-RAs no SUS, foi optado pelo uso de Eltrombopague e vigilância clínica da paciente. Discussão: A esplenectomia, historicamente considerada uma opção eficaz na PTI, apresenta limitações importantes no perfil de paciente estudado no caso clínico. A associação entre imunossupressão farmacológica contínua e ausência esplênica poderia elevar o risco de infecções graves por bactérias encapsuladas, além de representar um procedimento cirúrgico de maior complexidade em paciente com histórico de manipulação hepatobiliar extensa. Os TPO-RAs representam uma alternativa eficaz na PTI crônica, reduzindo a necessidade de corticoide e evitando procedimentos invasivos. O eltrombopague possui eficácia consolidada, porém requer cautela em pacientes com fatores predisponentes a trombose portal e alterações hepatobiliares por maior risco d etrombose de sistema portal. O avatrombopague, apesar da limitada experiência específica em pacientes transplantados hepáticos, apresenta dados favoráveis quanto ao perfil hepático e trombótico nos estudos clínicos disponíveis, tornando-se uma opção individualizada neste cenário. Conclusão: A abordagem da PTI corticodependente após transplante hepático exige individualização terapêutica, considerando não apenas a eficácia hematológica, mas também os riscos associados à imunossupressão, infecção e trombose vascular. Neste caso, a avaliação multidisciplinar favoreceu o uso de agonista do receptor de trombopoetina disponível para uso, com escolha do Eltrombopague como estratégia poupadora de corticoide, evitando a esplenectomia diante do risco infeccioso cumulativo e considerando as particularidades patológicas e desejo da paciente. Palavras-chave: Trombocitopenia Imune; Transplante Hepático; Avatrombopague; Agonistas Do Receptor De Trombopoetina; Esplenectomia; Trombose Portal.
SN - 2531-1379
SN - 2531-1387
ER -