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Peer-reviewedCC BYHematology, Transfusion and Cell Therapy

LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA NO 3° TRIMESTRE DA GESTAÇÃO EM ADOLESCENTE: MANEJO MULTIDISCIPLINAR E RESGATE COM BLINATUMOMABE

  1. 1Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife, PE, Brasil

Abstract

Introdução: A leucemia linfoblástica aguda (LLA) na gestação é um desafio clínico e terapêutico raro, exigindo decisões ágeis para conciliar o tratamento materno oportuno e a segurança fetal. Relatamos o caso de uma adolescente com diagnóstico de LLA no terceiro trimestre da gestação, destacando o manejo multidisciplinar, a conduta obstétrica e o uso de imunoterapia no resgate de doença residual mínima (DRM). Relato do Caso: Paciente de 17 anos, primigesta (31 semanas), foi encaminhada à Obstetrícia de Alto Risco por anemia e plaquetopenia detectadas no pré-natal. Ao exame, apresentava-se descorada e com equimoses. O hemograma revelou Hb 7,6 g/dL, leucócitos 22.700/mm³ (71% de blastos) e plaquetas 64.000/mm³. A imunofenotipagem confirmou LLA B precursora (subtipo pró-B). Diante da estabilidade clínica e boa vitalidade fetal, a equipe multidisciplinar (Obstetrícia, Hematologia, Oncologia Pediátrica e Neonatologia) optou por corticoterapia de ponte e cesariana programada com 34 semanas. O recém-nascido apresentou boa evolução neonatal. Cinco dias pós-parto, iniciou-se indução pelo protocolo GBTLI-21 (Alto Risco). Durante a quimioterapia convencional, a paciente evoluiu com neutropenia febril recorrente, infecções graves (bacteriana e fúngica), trombose venosa e atrasos no cronograma. A avaliação da DRM demonstrou persistência de doença (5,71% no D19; 1,43% no D49; 0,60% após consolidação 2). Indicou-se Blinatumomabe para controle de DRM e mitigação de toxicidades. Houve negativação da DRM, e a paciente segue em programação para transplante de medula óssea (TMO). Conclusão: O diagnóstico de LLA no terceiro trimestre exige abordagem multidisciplinar individualizada. A corticoterapia seguiu como ponte segura para o parto programado, garantindo o desfecho neonatal favorável. Diante das graves complicações infecciosas e vasculares da quimioterapia intensiva e da persistência de DRM, o Blinatumomabe mostrou-se crucial, permitindo o controle da doença com menor toxicidade e a otimização da resposta profunda (DRM negativa) como ponte para o TMO.

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SN  - 2531-1379
SN  - 2531-1387
ER  -